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22/02/2018

Varejo carioca vê queda no fluxo de consumidores

Varejo carioca vê queda no fluxo de consumidores

A crise na área de segurança pública amplificou as dificuldades econômicas do município do Rio de Janeiro no fim do ano passado, de acordo com Aldo Gonçalves, presidente do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio) e do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (Sindilojas-Rio). Ele diz que associados têm se queixado do menor fluxo de consumidores nas lojas.

"A crise de violência afeta a mobilidade urbana. As pessoas ficam com receio de sair de casa, ir para rua. Isso é reforçado também pela desordem urbana existente na cidade, com aumento de camelôs, moradores de rua. O quadro de violência é crescente. Por isso mesmo, vemos uma medida firme como a intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro como necessária", disse Gonçalves.

Levantamento realizado pela CDL-Rio estimou que o comércio da cidade gastou, de abril de 2016 a abril de 2017, aproximadamente R$ 1,2 bilhão com medidas de segurança contra roubos e furtos. O valor foi obtido a partir de uma amostra de grandes redes de varejo instaladas na cidade e inclui variadas despesas, com alarme, grades, câmeras e seguranças.

"Quem podia gastar, estava gastando. E isso não é exatamente um investimento, é um recurso que poderia ser aplicado em pessoal, abertura de novas lojas, capital de giro", acrescentou Gonçalves, que é dono da rede de roupas infantil Silhueta.

O empresário acrescentou que o custo do seguro de lojas e do transporte de cargas aumentou nos últimos meses. "As lojas têm seguro em geral, as que podem, porque não é barato. No transporte de produtos, por exemplo, sei que algumas seguradoras estavam se recusando a fazer frete no mercado do Rio. Outras seguradoras passaram a cobrar 10% a mais por causa do risco do transporte", disse. Segundo ele, os assaltos são crescentes, principalmente em lojas que comercializam celulares ou joias, produtos de maior valor agregado e fáceis de serem transportados e revendidos.

A insegurança tem afetado todo o comércio e os clientes evitam grandes deslocamentos. Diante do aumento nos casos de assaltos, a estratégia da operadora é não deixar estoque de smartphones em algumas lojas de rua, não só no Rio, mas também em outras cidades do País.

 


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