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04/10/2017

Preços de hortifrútis tendem a permanecer inferiores

Preços de hortifrútis tendem a permanecer inferiores
No que depender dos hortifrútis, os índices de inflação vão continuar dentro da meta estabelecida pelo Banco Central este ano. Sem adversidades climáticas graves no horizonte e com o aumento das áreas de plantio de culturas que apresentaram altas expressivas no ano passado, como cebola e batata, não há motivos para disparadas nos próximos meses e a tendência é que os preços permaneçam em patamares inferiores aos observados em 2016."Não existe a menor possibilidade desse contexto mudar. Neste ano, o nosso setor deve ter peso grande no controle da inflação, sem dúvida alguma", afirma Flavio Godas, economista da Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo). O índice de preços calculado pela estatal federal com base em uma cesta de mais de 100 produtos negociados no entreposto da capital paulista registrou queda de 6,7% no período de 12 meses encerrado em agosto.

Ainda de acordo com a Ceagesp, a tendência é de preços em geral mais baixos ao longo da primavera, quando as temperaturas mais elevadas deverão favorecer a maturação dos frutos. "Esse quadro só deve se inverter com o início do período de chuvas, quando ainda é impossível precisar as condições de oferta", diz Godas. Ele pondera, ainda, que em novembro e dezembro o consumo de hortifrútis costuma crescer no País. 

"Mesmo assim, historicamente o segundo semestre apresenta preços mais estáveis que o primeiro, quando normalmente são registrados os picos de alta", afirma Erick Farias, gerente de modernização do mercado hortigranjeiro da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Esse comportamento é influenciado pela entressafra nas regiões Sul e Sudeste do país no fim do primeiro semestre e o "deslocamento" do eixo produtivo para o Centro-Oeste e o Nordeste, onde as condições climáticas são mais favoráveis no período.

Farias realça, contudo, que sempre existe um risco de alta de preços do alface, a depender da intensidade das chuvas no fim do ano, e que se isso acontecer haverá algum reflexo inflacionário, já que produto representa quase metade do peso das folhosas no cálculo do IPCA.

"Os meses de novembro e dezembro deverão apresentar chuvas dentro da média, mas isso pode trazer prejuízos a lavouras de hortaliças", diz o agrometeorologista Marco Antônio dos Santos, da Rural Clima, que ressalta que, nesse contexto, também é a maior a chance de proliferação de doenças. Para o Nordeste, diz Alexandre Nascimento, da Climatempo, só haverá regularização das chuvas em novembro, enquanto o Vale do São Francisco poderá receber precipitações em outubro.


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