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24/07/2017

Interação na rede social sinaliza alta nas vendas de cervejas

Interação na rede social sinaliza alta nas vendas de cervejas
As cervejarias ampliam a cada ano seus investimentos em ações nas redes sociais para atrair consumidores e, em consequência, acelerar vendas. Um estudo elaborado pelo banco UBS mostrou que há relação entre o aumento de "curtidas" de marcas de cerveja no Facebook e o incremento nas vendas do produto. Esse crescimento em vendas, no entanto, não segue a mesma proporção do ganho de curtidas na rede social.O UBS avaliou mais de 100 milhões de curtidas, publicadas em páginas oficiais de 50 marcas de cerveja, nos 60 maiores mercados globais das bebidas. O banco comparou a evolução no número de curtidas entre março de 2016 e março deste ano.

No Brasil, a Ambev apresentou crescimento de curtidas no Facebook das marcas Brahma (de 9%), Antarctica (4%), Skol (3,5%) e Budweiser (3%) e queda de 2% na Bohemia. No primeiro trimestre deste ano, em comparação ao mesmo intervalo de 2016, a companhia registrou um crescimento de 3,4% nas vendas totais de cervejas no país - um incremento similar ao de curtidas no Facebook. A exceção foi a Budweiser, que teve um aumento de 30% no volume vendido no País, para um crescimento de 3% em curtidas na rede social.

Procurada, a Ambev não respondeu ao pedido de entrevista. Em abril, a vice-presidente de marketing da Ambev, Paula Lindenberg, disse que a companhia mantém uma equipe de 70 pessoas para monitorar comentários feitos nas redes sociais e interagir com consumidores. A empresa também desenvolve campanhas específicas para as mídias sociais.

A Heineken registrou aumento de 7% em curtidas da marca Heineken e de 4% na marca Nova Schin - adquirida em fevereiro com a compra da Brasil Kirin. No primeiro trimestre, as vendas da Nova Schin cresceram 1,3% em volume. As vendas da marca Heineken mantiveram alta de "dois dígitos", segundo relatório de resultados da companhia.

Natacha Volpini, gerente de mídia e conteúdo da Heineken Brasil, disse que destina em torno de 30% dos investimentos de mídia para meios digitais e que o investimento cresce ano a ano, mas não citou um número específico. Os perfis das marcas no Facebook, Instagram e Twitter são monitorados por uma equipe interna e por agências especializadas em interações com internautas. "O uso das mídias sociais contribui para a aproximação com o consumidor. E produzir um material adequado aumenta sensivelmente o nível de engajamento do consumidor com a marca", afirmou Natacha.

O Grupo Petrópolis, dono da marca Itaipava, dobrou em 2016 o investimento em mídias sociais, com produção de campanhas exclusivas para esse meio. Em 2017, a companhia vai manter o investimento em digital, com uma cifra pouco superior a R$ 9 milhões, afirmou Eliana Cassandre, gerente de propaganda da cervejaria. As campanhas da Itaipava nas mídias sociais e as interações com internautas são feitas pela agência Y&R.

A Itaipava teve alta de 9% em curtidas no Facebook em março deste ano, segundo o UBS. Eliane acrescentou que as campanhas nas redes sociais contribuem para atrair cada vez mais o público jovem (de 20 a 30 anos de idade) e também para estimular as vendas. "Olhando a tendência de aumento de curtidas em 2017 pode-se esperar uma performance melhor de Itaipava e Heineken, bem como tendência de melhora nas vendas da Brahma", afirmaram os analistas da UBS em relatório.

No mundo, a AB Inbev e a Heineken - líderes globais, com 30% e 11% do mercado, respectivamente - mantêm liderança em curtidas no Facebook. A Carlsberg e a Molson Coors, terceira e quarta colocadas, têm menos reações na web.


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