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23/01/2020

Carne ainda pesa no orçamento e prévia da inflação de janeiro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a prévia da inflação oficial, desacelerou e ficou em 0,71% em janeiro, depois de registrar 1,05% em dezembro de 2019, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 23, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar disso, o índice registrado em janeiro é o maior para o mês desde 2016, quando foi de 0,92%. Em janeiro do ano passado, a taxa foi de 0,30%.

A inflação do período refletiu o comportamento do preço da carne bovina, que passaram de uma alta de 17,71% em dezembro para 4,83% em janeiro. Os preços das frutas (3,98%) e do frango inteiro (4,96%), porém, aceleraram na comparação com dezembro. Já a cebola caiu 5,43%.

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete apresentaram alta na passagem de dezembro para janeiro. A maior variação (1,83%) foi do grupo alimentação e bebidas. Em seguida está p grupo transportes (0,92%), impactado pela gasolina, que continuou subindo em janeiro (2,64%).

Ainda no grupo transportes, o resultado dos Ònibus urbanos (0,30%) foi consequência dos reajustes das passagens em Brasília e São Paulo. O mesmo ocorreu com os táxis (0,28%), devido ao aumento médio de 2,20% nas tarifas no Rio de Janeiro, e nas passagens dos Ònibus interestaduais (2,91%), em Salvador. Por outro lado, as passagens áreas caíram -6,45 em janeiro, após alta de 15,63% registrada no IPCA-15 de dezembro.

A maior deflação foi registrada no grupo habitação (-0,14%), influenciado pela energia elétrica (-2,11%). A queda nas contas de luz decorre da manutenção da bandeira tarifária amarela em janeiro, que adiciona nas faturas R$ 1,34 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Também em habitação, o gás encanado e o botijão de gás variaram 0,49% e 0,21%, respectivamente. Os demais grupos ficaram entre a queda de 0,01% em artigos de residência e a alta de 0,47% em despesas pessoais.

O IPCA-15 é calculado com base em famílias com rendimentos de 1 a 40 salários e que vivem nas principais regiões metropolitanas do país, além de Brasília e Goiânia, entre a segunda quinzena no mês anterior e a primeira quinzena do mês de referência. . Em 12 meses, o indicador acumula alta de 4,34%, acima dos 3,91% registrados nos 12 meses anteriores e também acima da meta de inflação do ano, que é de 4%.

Em janeiro, todas as regiões pesquisadas apresentaram alta na inflação. O maior resultado foi visto em Belém (1,13%), influenciado pelo frango. Já o menor índice foi registrado em Brasília (0,29%), por conta da queda nos preços das passagens aéreas.        

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