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21/02/2018

Sonae teria plano para comprar Walmart Brasil

 Sonae teria plano para comprar Walmart Brasil

O grupo Sonae negou ontem (14/02), por meio de nota, que avalia a aquisição do Walmart Brasil. “A Sonae não tem por política comentar especulações de mercado. No entanto podemos dizer que não estamos envolvidos neste tema”, informou a assessoria de imprensa da empresa. Nos últimos dias, a matriz da companhia em Portugal foi procurada para comentar o assunto, mas preferiu não se manifestar.

O Valor Pro, serviço de notícias em tempo real do Valor, antecipou em 13/02 que a empresa está no grupo de companhias que analisam o ativo no País, em conversas que envolvem interesse na aquisição de 100% da operação, segundo fonte a par do assunto. O plano envolve a entrada de um fundo de investimento como sócio da Sonae na operação.

Mas a negociação envolveria análises de um ativo que enfrenta dificuldades operacionais e divergências em relação à condução do negócio. A companhia deixou as operações de varejo no País em 2005, quando se desfez dos negócios para o grupo Walmart por R$ 1,7 bilhão.

Maior grupo varejista do mundo, o Walmart decidiu buscar sócios para o negócio no País, e estuda a venda de uma parcela da operação ou até de 100% do negócio - a depender da evolução das propostas que estão sendo discutidas. O Goldman Sachs assessora o Walmart. No caso da Sonae, as conversas iniciais envolvem a compra de 100% da operação brasileira.

Entre os investidores que já analisam, há alguns meses, a hipótese de um acordo com o Walmart - o grupo Sonae não é único que avalia o ativo - estão a gestora de private equity Advent International, L Catterton, maior fundo de investimento em consumo do mundo (um dos sócios é o bilionário francês Bernard Arnault) e a Acon Investment, menor que os outros fundos, com US$ 5,5 bilhões em ativos. A 3G Capital, de Jorge Paulo Lemann (sócio da Lojas Americanas), também teria avaliado a operação no fim do ano passado.

Outros fundos já avaliaram a operação mas desistiram de avançar nas conversas, como o Carlyle, diz uma segunda fonte. Como o Sonae não tem negócios em supermercados no país, uma transação não teria dificuldades em ter o aval de órgãos de defesa da concorrência, ao contrário de redes já estabelecidas, como Carrefour ou Grupo Pão de Açúcar.

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