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18/04/2018

Natura supera Unilever e volta a liderar mercado

Três anos após perder a liderança no mercado de cosméticos e cuidados pessoais no país para a anglo-holandesa Unilever, a Natura recuperou o posto em 2017 graças ao desempenho nas categorias de perfumaria e cuidados com a pele. Segundo a empresa de pesquisas Euromonitor, o setor movimentou R$ 106,3 bilhões no ano passado, uma alta de 3,2% sobre 2016. A Natura & Co, marca corporativa que congrega Natura, Aesop e The Body Shop, encerrou o período com participação de mercado de 11,7%, aumento de 0,9 ponto percentual em relação a 2016. A Unilever ficou com uma fatia de 11,1%, perda de 1,5 ponto percentual. O Grupo Boticário continuou na terceira posição, com 10,8% das vendas totais, um pequeno aumento de 0,2 ponto percentual. "As companhias enfrentaram um ambiente mais competitivo devido à economia. Os consumidores continuaram trocando de marca e as empresas intensificaram a disputa por preço", afirmou Elton Morimitsu, analista sênior da Euromonitor. Em 2017, o destaque foi a categoria de fragrâncias, impulsionada pelas promoções. O Brasil seguiu como quarto maior mercado de beleza no mundo, com faturamento de US$ 32,1 bilhões. Os maiores consumidores de cosméticos e produtos de higiene pessoal são os americanos, que movimentaram US$ 86 bilhões no ano passado. Em seguida vem a China, com US$ 53,5 bilhões. O Japão ficou em terceiro lugar, com receita de US$ 36,1 bilhões. Morimitsu disse que a Natura foi beneficiada pelo relançamento da linha de cremes antissinais Chronos com nova fórmula, embalagem e estratégia de comunicação.

11/04/2018

Sucesso na Netflix, a série "La Casa de Papel" é quase um curso de liderança e n

Sucesso de audiência na Netflix, a segunda parte da temporada da série La Casa de Papel acaba de estrear no serviço de streaming para alegria dos seus fãs brasileiros. A trama viciante além de ser um prato cheio para uma “maratona Netflix” traz lições de liderança e de negociação que podem ser aplicadas no dia a dia de trabalho, dizem especialistas. Observar como o protagonista da série gerencia o grupo de assaltantes e negocia com seu time e com a polícia dá ensejo a reflexões dignas que poderiam estar no currículo de cursos sobre esses dois temas. “O professor é o protagonista e grande líder da série. Tem várias características próprias de um bom líder, ainda que haja algumas falhas ao longo do caminho”, diz Fernando Mantovani, diretor geral da Robert Half no Brasil, e fã da série espanhola. Além de liderar o grupo ele é um exímio negociador, na visão de Breno Paquelet, professor do MBA em gestão de negócios da Unigranrio e especialista em negociação pela Universidade de Harvard. “A série é muito interessante, pois mostra diferentes cenários onde a negociação está inserida e as etapas da estratégia para alcançar o resultado desejado”, diz Paquelet. De acordo com ele, negociação não é um dom e pode, sim, ser aprendida. “A melhor maneira de adquirir conhecimento nessa área é praticando”, diz. O que dá para aprender sobre liderança? A principal virtude de liderança o protagonista demonstrou ao montar o seu time de assaltantes. “Soube formar uma equipe diversa, aprendeu a gerenciar cada um deles. O professor não apostou em um perfil único”, diz Mantovani. Paquelet também destaca essa característica. “O professor demonstra muito mérito em montar uma equipe multidisciplinar, com experiências, motivações e formas de atuação bem distintas e consegue, através de uma liderança atenta, extrair o melhor de cada um ao escolher papeis específicos dentro do plano que contemplam os pontos fortes de cada pessoa”, diz Paquelet. É papel de um gestor saber escolher e lidar com diferentes perfis de pessoas mas muitos chefes fazem justamente o contrário. “Tendem a buscar pessoas iguais a si, com as mesmas habilidades”, diz Mantovani. Outro destaque da atuação do professor como líder é a sua capacidade de planejamento e de leitura de possíveis cenários. “Ele anteviu muitas situações e preparou o grupo “, diz o diretor da Robert Half. Cauteloso, o professor planejou cada detalhe do assalto à Casa da Moeda. Conhecia o negócio, sabia onde queria chegar, tinha tudo estruturado e apostou em delegar. Essa preparação prévia o ajudou em um ponto importante para todo e qualquer líder: a estabilidade emocional.

09/04/2018

Por que há executivos pagando tão caro para aprender soft skills?

Há sempre um executivo para lembrá-lo da fábula, não tão antiga assim, que o mundo corporativo ama proferir. "Um diretor perguntou ao CEO: por que investir todo nosso dinheiro nos funcionários, para eles crescerem, e deixarem a empresa? O CEO nem hesitou na resposta: mas, e se não investirmos, e eles ficarem?". O dilema hoje ganha contornos mais dramáticos diante da transformação digital (que desfaz e refaz modelos de negócios) e do avanço da automação e da inteligência artificial (I.A.). O Fórum Ecônomico Mundial calcula que a I.A. já provocará o sumiço de cinco milhões de empregos até 2020. A consultoria McKinsey estima que robôs (físicos e digitais) farão sumir entre 400 milhões e 800 milhões de empregos até 2030. O CEO e o diretor têm agora outras dúvidas: mesmo que decidam investir nos funcionários, o que a equipe precisa aprender? Quem fica precisará oferecer mais do que conhecimento técnico. "As empresas falam em transformação digital, um processo que impacta todas as áreas e pessoas. Questionam-se como conseguirão mudar a forma de pensar, quebrar paradigmas e estimular as pessoas a trabalharem menos em silos e mais de forma colaborativa", diz Ângela Pegas, headhunter da Egon Zehnder. A chave para ser investir nas soft skills, mas com discernimento (voltaremos a esse ponto). Soft skills são habilidades comportamentais, sociais e emocionais, em oposição às hard skills (conhecimentos técnicos e específicos). Incluem capacidades como: provocar engajamento, motivar, comunicar-se bem, adaptar-se facilmente e um modo de pensar voltado à resolução de problemas. Envolvem desenvolver a capacidade de "aprender a aprender", buscar novos conhecimentos diante dos problemas que surgem. Servem para lidar com a transformação digital na empresa, administrar melhor a carreira e viver melhor. Elas não são novidade - organizações sempre prezaram funcionários com essas características e outras, como espírito de liderança. Antes, porém, pensava-se nelas como características inatas, e não como um conjunto de habilidades que pudesse ser compreendido, analisado e ensinado. "As soft skills estão cada vez mais em pauta nas organizações, bem como no recrutamento", diz o recrutador Daniel Faria, da Linco. Levantamento da edição de 2017 do Capgemini Digital Transformations Institute Survey mostra que 60% das empresas atualmente sofrem com a carência das chamadas soft skills. E mostra quais são as mais demandadas: * Colocar o consumidor no centro das preocupações (uma forma de empatia) (65%) * Paixão por aprender (64%) * Colaboração (63%) * Capacidade de decidir (62%) * Habilidade organizacional (61%) * Habilidade de lidar com ambiguidade (56%) * Mentalidade empreendedora (54%) * Capacidade de gerar mudanças (53%) Aqui voltamos ao ponto já mencionado: é necessário discernimento para gastar na aquisição de soft skills. Como elas são difíceis de mensurar (como medir o que o aluno aprendeu ao fim de um curso?), representam um convite a picaretas diversos que se apresentem como professores, instrutores ou consultores. A lista também mostra por que todo profissional tem de avaliar cuidadosamente a decisão de investir num curso caro em busca de soft skills para si ou para os funcionários de sua organização. As habilidades na lista não são técnicas, mas compreende-se facilmente seu efeito benéfico na eficiência de um profissional ou de uma equipe. Não são simplesmente simpáticas.

02/04/2018

Cargill se reinventa para continuar no jogo

Há pessoas que se importam com alimentos geneticamente modificados e outras que não. Há os que comem proteína animal, e outros só proteína que não venha de animais. Então olhamos para tudo e ajudamos a melhorar tudo". A frase, dita por um alto executivo da Cargill, resume o espírito do tempo na maior empresa de agronegócios do mundo. Sendo ele Justin Kershaw, Chief Information Officer (CIO) global da companhia, sinaliza algo mais: a melhora virá, necessariamente, pela tecnologia. Com faturamento de US$ 110 bilhões, 155 mil funcionários em 68 países e orgulhosa de estar presente em "mais de 1 bilhão de pratos" de comida todos os dias, a multinacional americana está intensificando esforços para ganhar competitividade em meio a um cenário complicado. Margens pequenas na comercialização de grãos - braço mais importante de seus negócios -, concorrência maior, pressões de mercado e mudanças nos hábitos de consumo estão fazendo com que a Cargill force um novo olhar sobre si mesma, e busque ajuda fora de casa para continuar no jogo. "Certamente meu trabalho se tornou mais estimulante - e um pouco mais difícil porque é tudo novo", afirmou Kershaw ao Valor em entrevista na sede da empresa no Brasil, em São Paulo. A visita, desta vez, tinha entre os objetivos alinhar o lançamento do primeiro programa de startups agrícolas da Cargill no país, nos moldes do que a múlti já faz na Ásia e em Cingapura. Segundo ele, a divisão de nutrição animal da Cargill e a Techstars vão acelerar e dar mentoria a 15 startups. A intenção é replicar o programa em 2019, com cerca de 20 startups, e em 2020, com mais 50. O espectro de inovação, no entanto, não se limita aos interesses da divisão de nutrição animal. A extensão do programa para o Brasil é a parte mais visível do trabalho digital que a Cargill vem fazendo globalmente para ser uma empresa "líder em nutrir o mundo" - o slogan ambicioso adotado há dois anos (antes a pretensão era apenas "nutrir pessoas"). Em alguns aspectos, como na operação de comercialização, a companhia admite que a era de fazer dinheiro acabou. "Vamos continuar a comercializar grãos até quando eles forem comercializados, mas isso está mudando. Mais e mais tecnologia será empregada", afirmou. Nesse sentido, a Cargill passou a investir mais tempo, capital humano e dinheiro em ativos não-físicos. Cresceram, por exemplo, os aportes em venture capital para tecnologias disruptivas. Um deles, talvez o mais "chamativo", foi na startup californiana Memphis Meats, que criou as primeiras "chicken strips" do mundo (tiras de frango, em geral servidas como aperitivo) produzidas a partir da autorreprodução de células. A tacada marcou o primeiro investimento de uma empresa de carnes tradicional no nascente setor da "carne limpa", onde startups criam produtos que dizem ser melhor para o ambiente na comparação com o boi e seus impactos. Recentemente, a companhia anunciou outro aporte minoritário na irlandesa Cainthus, que desenvolveu uma tecnologia de reconhecimento facial em vacas. A informação é usada como parte de um algorítimo que converte a imagem das vacas leiteiras em análises nutricionais, e a informação é passada diretamente ao produtor. A Cargill está entre as quatro maiores empresas de carne bovina dos EUA. O desenvolvimento de ferramentas que atendam à demanda mundial de forma sustentável se tornou central, disse o CIO. "Estamos certos que haverá muito mais gente no futuro comendo proteína. A questão é encontrar uma forma de produção mais sustentável. Por isso chamamos as startups para promover disrupturas e manter a pressão sobre nós", afirmou Uma das grandes apostas está no "machine learning", ou aprendizado das máquinas, ramo da inteligência artificial que percorre uma gigantesca quantidade de dados na tentativa de detectar padrões que possam guiar a tomada de decisão nas diversas áreas de atuação da empresa. No caso da Cargill, isso significa o mapeamento de sete petabytes de informação em sua rede de dados. As companhias sabem a importância de armazenar, organizar e dar lógica aos dados, cujo volume global dobra a cada ano. Ordenar e analisar tamanho volume de informação pressupõe encontrar os caminhos para uma lucratividade maior a partir dos fragmentos de informações de fábricas, silos e portos. Um estudo da empresa de pesquisa IDC aponta que até 2020, o mundo terá nada menos que cerca de 44 zettabytes (1 trilhão de gigabytes) de informações geradas com a confluência de big data, computação em nuvem e redes móveis. Só no Brasil, outro levantamento, produzido pela IBM, indica que a armazenagem de dados referentes às lavouras de milho, soja, algodão, arroz, feijão e florestas plantadas exigiriam 28,3 exabytes por ano (28 bilhões de gigabytes). "Estamos migrando para olhar tecnologia e dados como um quarto fator de produção. Nós temos sido muito bons nos outros três, e há bastante tempo", diz Kershaw, evocando a terra, o trabalho e o capital defendidos pelo economista Adam Smith como os três fatores de produção para otimizar o lucro de uma multinacional. "Não olhar para o quarto fator não nos tornará bons o suficiente. A Cargill já diz que quer ser reconhecida como uma empresa global importante em tecnologia". Em um futuro próximo o "machine learning" ajudará a Cargill em uma série de tarefas, desde a interpretação de sons emitidos por camarões (com microfones que captam o seu barulho ao comer, o que pode indicar o momento de colocar mais ração ou interromper a alimentação) à escolha da melhor rota oceânica para os navios. Dará também mais agilidade na compreensão dos movimentos de mercado e acuracidade para embasar às decisões de trading. Essa nova realidade iniciou um processo de reagrupamento no segmento, com aquisições, parcerias comerciais em diferentes mercados e investimentos em formas mais certeiras de fazer negócio. Em dezembro, a Louis Dreyfus Company anunciou sua primeira venda de soja dos EUA à China através do blockchain, tecnologia mais segura e diretamente associada à segurança alimentar - já que possibilita o rastreamento da cadeia produtiva em segundos. O uso de dados está criando novos modelos de negócio, melhores práticas operacionais e controle de riscos. Para a Cargill, possibilita ainda o alinhamento de valores - nutrir o mundo com segurança e sustentabilidade, diz o executivo. "O fato de sermos controlados por uma família é realmente uma vantagem para nós - não temos 60 milhões de acionistas. Tentamos usar isso a nosso favor para ganhar vantagem. Nosso board nos pergunta como atingir nossos resultados antes de nos perguntar quais resultados nós obtivemos. É o princípio que nos guia".

02/04/2018

Consumo doméstico de café deve avançar mais 3,4% este ano

Depois de subir 3,3% e alcançar quase 22,3 milhões de sacas em 2017, a demanda interna de café deve crescer mais 3,4% este ano, para um total de 23 milhões de sacas, segundo pesquisa da Euromonitor encomendada pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). Segundo Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Abic, que apresentou os dados ontem na Sociedade Rural Brasileira, essa indústria movimentou R$ 7,6 bilhões no ano que passou, 8,5% acima de 2016. O montante levantado pela Abic considera a venda total de café pelas indústrias para os canais de distribuição no país. Este ano, considerando o atual comportamento de preços da matéria-prima no mercado e o volume esperado de crescimento no país, essa indústria deve movimentar 5% a 6% mais, estimou Herszkowicz. Do valor total negociado pela indústria no ano que passou, 37,8% foram cafés de baixo preço, 57,7%, "mainstream" e 3,6%, premium, segundo a Abic. Para a Abic, a reação da economia tem impactado positivamente o consumo de café pelas famílias. "O levantamento mostrou que o consumidor tem disposição para pagar mais por qualidade. A categoria de cafés premium tem crescido", afirmou o dirigente. Segundo ele, neste ano, mais uma vez a oferta de cafés de melhor qualidade deve estimular o consumo. Assim como o fato de o café ter preços acessíveis mesmo com reajustes. O estudo da Euromonitor indica que do volume total de café consumido em 2017, 81% foram de torrado e moído, 18% de grãos e 0,9% de cápsulas. Conforme o levantamento, o mix de produtos das empresas "ganhou em diversificação" em 2017 e com "um aumento de preços menos acentuado" (...) " estabeleceu-se cenário mais propício aos produtos de melhor qualidade". A expectativa, segundo o estudo, é que o arrefecimento da crise impulsione o consumo fora do lar. Em 2017, o food service ficou com uma fatia de 33% do mercado de café em volume, e a projeção para 2021 é de que suba para 34%. O levantamento encomendado pela Abic projeta que o volume total de café no mercado doméstico vai atingir 25,6 milhões de sacas em 2021, sendo 80% de café torrado e moído, 19% em grão torrado e 1,1% de cápsulas. Os números consideram sacas de 48 quilos, volume restante após a torra do café verde. O estudo contempla as vendas de café de todas as categorias: torrado e moído, grãos e em cápsulas.

23/03/2018

Empresas precisam aprender a estabelecer vínculos com o consumidor

Atender o consumidor é o que as empresas e os publicitários sempre tentaram fazer. Para esta finalidade, utilizam desde técnicas complexas que envolvem neurociência até pesquisas clássicas sobre o comportamento do consumidor em um supermercado. Mas Hilaine Yaccoub, antropóloga do consumo, defende que essas ações são insuficientes para entender como o consumidor pensa de fato. Durante o Neurobusiness Summit, que aconteceu em setembro passado em São Paulo, Hilaine defendeu que é preciso estudar mais a fundo o comportamento das pessoas. “Você não pode falar de uma única jornada do consumo, há muitas formas de comprar. O consumidor faz um caminho quando está com um pesquisador do lado, faz outro quando está sozinho e outro ainda diferente quando recebeu o décimo terceiro salário”, afirmou. Hilaine defende que hoje, mais do que nunca, as empresas precisam criar vínculos de confiança com as pessoas, e que a internet faz com que o consumidor se relacione de forma diferente com as marcas. “Um grande problema no varejo é que nós [consumidores] somos melhores vendedores que quem nos atende. Você sabe o que você gosta, de que você precisa, você pesquisa, compara preços na internet e, se está em dúvida, vai na loja ver e tocar o tecido”, explicou ela. Estamos, segundo a antropóloga, na era em que o consumidor é rei – sabe exatamente o que quer – e é usuário. Ou seja, não se comporta apenas como consumidor, já que tem liberdade de uso e manipulação sobre os produtos, se apropriando deles para suas necessidades. Hilaine defende que o consumidor atual não é mais “o consumidor Bambi", aquele que "está feliz e aceita tudo", mas sim, "um cão farejador”. Para atingi-lo e conquistá-lo, é preciso que as empresas e marcas invistam em uma publicidade que faça sentido para eles. "É não ser uma marca oportunista, é ser algo de verdade", diz. Nesse sentido, a antropóloga deu o exemplo de uma marca de cosméticos que faz publicidade com uma cantora sem sequer ouvir as músicas que ela canta, ou que coloca uma mulher trans nas publicidades, mas que não tem nenhuma pessoa trans trabalhando na empresa. “As pessoas não buscam produtos e serviços que satisfaçam suas necessidades, buscam também experiências e modelos de negócios que toquem seu lado espiritual”. Para conseguir fazer isso, no entanto, é preciso entender o consumidor com maior profundidade. “Se você pegar qualquer relatório que diz que uma pessoa deixou de consumir um produto para comprar uma bolsa de marca dividindo em seis vezes no cartão apenas por status, pode jogar fora o relatório”, diz Hilaine. “Nada é supérfluo. É muito fácil ficar sem comer carne para comprar uma bolsa Channel, porque quando aquela mulher entra em um lugar e está bem vestida, ela é respeitada, ela é vista como uma pessoa séria”. Desconsiderar as particularidades é um erro. Hilaine defendeu que hoje, uma marca de roupas no Brasil que quer se tornar relevante para grande parte da população, precisa pensar e olhar para a grande parcela dos brasileiros que são evangélicos. É preciso levar isto em consideração na hora da criação. "A coleção não pode ter só transparência e saias curtas”, comentou. Mas também é necessário se livrar dos estereótipos. “Insistir em estereótipos é negligenciar o seu cliente e o que de fato importa para ele”.

23/03/2018

Barras de chocolate já são opção de 48% dos consumidores nesta Páscoa

Uma data comemorativa muito importante para grande parte dos brasileiros, a Páscoa deve movimentar o comércio no final do primeiro trimestre do ano. Uma estimativa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que cerca de 103,9 milhões de brasileiros devem realizar compras para a ocasião. De acordo com a sondagem, 69% dos consumidores pretendem comprar ou já compraram presentes e chocolates para a Páscoa de 2018 – percentual acima da intenção de compras relatada em 2017 (57%). Apenas 12% não pretendem ir às compras este ano. Entre os consumidores que vão realizar compras na Páscoa, a maior parte (41%) relata a intenção de gastar a mesma quantia do ano passado, enquanto 36% vão gastar menos e 15% garantem que gastarão mais. Dentre estes, as justificativas incluem o desejo de comprar mais produtos (57%), o fato de achar que os preços estão mais altos (37%) e acreditar que os produtos estão com um preço muito bom e vale a pena aproveitar (29%). Já aqueles que vão gastar menos justificam sua decisão dizendo que pretendem economizar (48%), que os preços subiram demais e a renda mensal não acompanhou o aumento (46%) e porque não querem fazer dívidas (31%). O levantamento do SPC Brasil mostra que cerca de 44% dos consumidores pretendem comprar a mesma quantidade de produtos que na Páscoa de 2017, 31% pretendem comprar mais produtos e 14% comprar menos. A média de compras esperada é de cinco produtos e o gasto total médio, R$ 135,03. Para 41%, preços estão mais caros. 91% farão pesquisa de preços. Barras de chocolate já são opção para 48% dos consumidores O levantamento revela ainda que 41% dos consumidores ouvidos têm a sensação de que os preços dos produtos para a Páscoa estão mais caros neste ano do que em 2017 – percentual que era 56% na sondagem do último ano. Para 31%, os valores estão na mesma faixa e apenas 9% acreditam em preços menores. A pesquisa também mostrou que maioria (91%) dos compradores pretende fazer pesquisa de preço antes de levar os ovos ou demais produtos para casa, sendo que os locais preferidos serão os supermercados (76%), os sites (52%), as lojas em shoppings (38%) e as lojas de rua (34%). Seis em cada dez consumidores pretendem comprar ovos de chocolate (61%), enquanto 51% preferem os bombons e 48% as barras de chocolate. Entre estes últimos, os principais motivos da preferência são por considerar que a celebração é mais importante do que a forma do chocolate (50%) e por achar que as barras e bombons são mais baratos (39%). Já entre os que pretendem comprar chocolates caseiros, os principais motivos são considerar que sejam mais personalizados (30%), considerar que a qualidade do chocolate é melhor (22%) e ajudar as pessoas que vendem informalmente (19%). “O consumidor brasileiro já aprendeu que a variação de preços dos ovos de páscoa é enorme e pode ficar próxima a 100% em algumas cidades, de acordo com o Procon. Então, ir às compras na primeira loja que aparece é um erro grave. O ideal é se planejar com antecedência, usar a internet para pesquisar e só tomar decisões depois de ter visto os preços praticados em vários estabelecimentos. Por fim, é válido refletir: é necessário mesmo comprar ovos, ou este é apenas mais um símbolo de consumo? Muitas vezes o chocolate em outros formatos, como a barra, por exemplo, sai muito mais barato para o consumidor. Mas, em todo caso, se a pessoa fizer questão, pode buscar ovos artesanais ou caseiros, que saem mais em conta e também podem ser ótimos presentes”. – avalia a economista chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. Assim como no ano passado, os principais destinatários dos presentes serão os filhos (59%), seguidos do cônjuge (42%), das mães (37%) e de si mesmo (35%). Maioria deve pagar em dinheiro. 50% pretendem ir às compras na semana anterior da Páscoa O pagamento à vista será a forma de pagamento mais usada na Páscoa deste ano, seja em dinheiro (63%) ou no débito (38%). Outros 25% pagarão no cartão de crédito em parcela única, enquanto 22% preferem o cartão de crédito parcelado. Dentre os que vão optar pelo parcelamento, a média será de 3,5 prestações. No momento de ir às compras, os fatores que pesam na escolha do brasileiro não são diferentes daqueles utilizados na maioria das situações de consumo. Basicamente, ao optar pelo local de compras, as pessoas estão em busca de preço (53%), qualidade dos produtos (52%), promoções e descontos (45%) e diversidade de produtos (36%). Entre os principais locais pretendidos para as compras são supermercados (73%), diretamente com pessoas que fazem os ovos e chocolates em casa (25%) e em shoppings centers (25%). Apesar de já saberem onde farão suas compras, a maior parte das pessoas não parece estar disposta a agir com antecedência: 50% pretendem fazer as compras na semana anterior à Páscoa e 31% terão feito até a terceira semana de março. Considerando o local de celebração, observa-se seu caráter familiar e 54% pretendem passar a Páscoa em casa, 13% na casa de parentes e 13% na casa dos pais. A pesquisa ainda indica que oito em cada dez consumidores pretendem comprar peixe para a ocasião (80%).

16/03/2018

Veja 8 tendências de gestão de pessoas

Uma boa gestão de pessoas pode ser o fator determinante para o sucesso de uma empresa. Para ajudar os donos de pequenos negócios a superarem esse desafio, o Sebrae disponibiliza em seu portal uma página com as oito tendências em gestão de pessoas para 2017. Entre elas estão o home office, a autogestão e a realização de treinamentos. “Manter os funcionários motivados com o trabalho não é uma tarefa fácil, mas com empenho e dedicação é possível que uma empresa transforme seu capital humano em um dos principais diferenciais entre os seus concorrentes”, afirma o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos. Confira as tendências, baseadas nos estudos Future of Work (Futuro do Trabalho), realizado pela ADP (Automatic Data Processing) e o site Glassdoor, um dos maiores portais de carreira do mundo. 1. Mobilidade no trabalho O home-office, prática que permite que os colaboradores trabalhem de casa, não é algo novo, porém, tem se tornado comum dentro das empresas. Assim como a contratação de freelancers - ou profissionais autônomos - que não têm vínculos empregatícios institucionais (carteira assinada, entre outros benefícios). Geralmente, seus contratos são específicos para sua uma demanda ou job. 2. Autogestão O colaborador não terá mais alguém que supervisione seu trabalho. Ganha força a autogestão como forma de sustentar o protagonismo do profissional. As estruturas cada vez mais enxutas e menos hierarquizadas exigirão colaboradores mais qualificados e generalistas trabalhando em função de projetos e entregas e não apenas sobre tarefas. 3. Trabalho pelo propósito Relacionado à tendência anterior, cresce no mercado o número de colaboradores que aceitam oportunidades com base no propósito, seja da ação ou da empresa, e não mais prioritariamente pelo cargo a ser ocupado, pelos benefícios da vaga ou pela forma de contratação. De qualquer maneira, aqui está mais um grande impacto na gestão de pessoas. A sugestão é que os profissionais de RH reflitam sobre estratégias de engajamento e sobre cultura corporativa. 4. Employer branding A expressão branding significa o esforço contínuo de gerar valor para a marca. No caso do employer branding a ideia é a mesma, porém, o alvo é diferente. Enquanto as ações de branding miram os consumidores, o employer branding tem como alvo os colaboradores da organização. Despertar o desejo de fazer parte de uma organização é o objetivo central do employer branding, que busca o engajamento dos atuais e potenciais colaboradores. 5. Planejamento de carreira em “W” Há pouco tempo, a única forma de crescer em uma empresa era no sentido vertical, ou “Y”, na qual o profissional, assim que atinge um determinado nível de conhecimento e experiência, precisa escolher entre dois caminhos: a carreira gerencial ou a técnica. Hoje, devido à complexidade de várias organizações e à multidisciplinaridade dos colaboradores, surgiu um novo modelo, a carreira em “W”, que consiste em adicionar mais uma opção de carreira para o profissional: a carreira de gestor de projetos. 6. Job rotation Essa tendência tem tudo a ver com a geração de profissionais do futuro. Essa prática permite que o colaborador se movimente mais dentro da empresa e consiga aprender sobre determinado negócio com profundidade. Vivenciando diferentes rotinas, atividades e funções, o profissional é capaz de entender os processos e ampliar o seu ponto de vista sobre as diferentes áreas de atuação de sua carreira. 7. Remuneração variável x remuneração fixa Uma das mais fortes tendências na gestão de pessoas no futuro é que a remuneração fixa, aquela baseada nas competências (capacidade para resolver problemas) exigidas para o cargo ...

15/03/2018

Após reforma trabalhista, home office exigirá adaptação das empresas

A modalidade home office é um dos pontos que tem gerado mais dúvidas desde que a reforma trabalhista entrou em vigor. Antes adotado de maneira facultativa pelas empresas, o trabalho a distância passou a ter parâmetros mais claros e que prometem facilitar a vida de empregadores e funcionários. No entanto, especialistas acreditam que ainda levará algum tempo para que as empresas se adaptem às novas regras. Entre as mudanças estão a obrigação do empregador em reconhecer o trabalho home office em contrato, especificar quais as atividades exercidas remotamente, responsabilidade pela aquisição e manutenção dos equipamentos necessários para realização das funções e reembolso de eventuais despesas do funcionário com suas atividades. Além disso, a empresa também fica responsável pela conscientização sobre doenças e acidentes de trabalho. Quem já trabalha em sistema de teletrabalho também precisará fazer aditivo contratual. Na avaliação do diretor da recrutadora Robert Half, Lucas Nogueira, ainda serão necessários pelo menos dois anos para que os efeitos das mudanças sejam vistos no mercado de trabalho. “A reforma estabeleceu mais critérios para o home office, mas primeiro as empresas estudarão isso muito bem para depois aplicar”, aposta. Em seu dia a dia como diretor de recrutamento, Nogueira conta que sempre se depara com pessoas que desejam um trabalho à distância em busca de maior mobilidade, tempo e qualidade de vida. “Isso já é visto como um benefício, mas como não havia regras tão claras, nem toda empresa se arriscava a oferecer. Agora, esse cenário deve mudar.” Mundo afora. Uma pesquisa da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em parceria com a Fundação Europeia para a Melhoria das Condições de Vida e de Trabalho (Eurofound) revela que o uso de trabalho remoto varia bastante pelo mundo, indo de 2% a 40% dependendo do país. Ao todo, participaram do estudo Alemanha, Argentina, Bélgica, Brasil, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Holanda, Hungria, Índia, Itália, Japão, Reino Unido e Suécia. Na vizinha Argentina, por exemplo, apenas 2% dos trabalhadores formais fazem trabalho home office. Já nos Estados Unidos esse número evolui para 20%. Sem dados absolutos sobre o Brasil, o relatório concluiu que esse tipo de trabalho "está em alta", mas "não é ainda uma prática generalizada". De acordo com Gilberto Maistro Júnior, professor da Faculdade de Direiro de São Bernardo do Campo, o que falta para mudar essa situação é o entendimento das empresas, capaz de ampliar o acesso. Entre os pontos polêmicos trazidos com a reforma estão a ausência de cálculo das horas extras e adicional noturno, além da obrigação do empregador em arcar com todos os custos para que o trabalho seja feito, entre eles pagamento de energia elétrica, equipamentos tecnológicos e mobília....

15/03/2018

É hora de agir em um ambiente desafiador e que exige novas respostas

No Brasil muita gente do bem afirma estar disposta a fazer diferente visando o que é bom para as suas empresas e especialmente para o país. "Mas devo dizer que, na prática, essa disposição nem sempre é acompanhada da ação correspondente", explica Betania Tanure é doutora, professora e consultora da BTA. Certa perplexidade domina os diversos fóruns. Nas empresas, acostumadas aos processos de mudança da era analógica, executivos de muito sucesso se veem hoje diante de novos paradigmas, que representam desafios para os quais não têm resposta ou nos quais não sabem navegar. O frenesi da ação está na execução dos planos, na pressão por resultados de curto prazo, no modelo de gestão que, via de regra, também está ancorado no passado. "Age-se como se fosse melhor se ocupar do que já se conhece do que sentir o vácuo da dúvida. Da dúvida de ter um futuro que aponta a possibilidade de disrupção - seja do modelo de negócio, seja da lógica de construção de valor, seja das práticas da liderança", analisa Betania. O momento é de muitas incertezas, cenário em que são comuns dois tipos de reação. Pode-se negar a realidade, minimizando o tamanho do problema. Esse comportamento é expresso, por exemplo, no constante discurso sobre a "agenda impossível". "As pessoas se declaram tão lotadas de trabalho que 'nem dá tempo de pensar ou enxergar o que está nas entrelinhas'. Ou se reconhece o problema, mas não a responsabilidade por ele, pondo-se a 'culpa' em terceiros", diz a especialista. Temos uma escolha a fazer nas empresas, e também na vida pessoal e como cidadãos. Vamos negar os problemas, pôr a responsabilidade no outro ou assumir, cada um de nós, o seu papel? Afinal, por que é tão difícil agir para construir o futuro sem se limitar a agendas de melhoria incremental?...

15/03/2018

Empresas com propósito têm os melhores resultados no longo prazo

Sim, as empresas precisam entregar resultados financeiros. Então por que há atualmente uma onda de negócios buscando mostrar que têm um propósito além da busca por lucro? Para Karina Saade, COO para América Latina da BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, a resposta é clara: empresas com propósito têm melhores resultados financeiros no longo prazo. “A Blackrock é um grande investidora, temos várias empresas no portfólio, mas nossa pesquisa mostra que empresas com propósito claro têm uma vantagem competitiva”, disse durante o painel “Liderando Negócios com Propósito”, no Fórum Econômico Mundial na América Latina, realizado em São Paulo na quarta-feira (14/03). No mercado de trabalho, essas empresas são mais eficazes em atrair os melhores talentos, em motivar seus funcionários e em retê-los na companhia. “Também são as melhores empresas em alinhar a estratégia de longo prazo entre a gerência da companhia e os acionistas”, afirma. Para Karina, a consistência na entrega de resultados é mais importante do que o desempenho no curto prazo. E quando a direção da empresa tem uma estratégia de longo prazo ligada ao propósito, o desempenho, trimestre a trimestre, é mais consistente, diz ela. “Não há conflito entre maximizar valor e ter propósito”, afirma. Presente no painel, Gonzalo Muñoz, cofundador e CEO da TriCiclos, explicou que sua empresa faz parte do Sistema B (B-Corp), movimento que certifica empresas que valorizam - além do lucro - sustentabilidade e ações de impacto social, entre outros fatores. Manter-se com estes princípios não é uma tarefa fácil, afirma Muñoz. “Há muitos incentivos para pensar apenas no curto prazo e a cultura de que é preciso sempre maximizar os lucros em vez de minimizar o impacto social e ambiental precisa mudar”.

07/03/2018

Veja quando a competição pode impulsionar a empresa

O limite entre uma disputa boa para os negócios e aquela em que predomina a busca do resultado a qualquer custo é sutil. Entenda como a competição saudável melhora seus resultados. Competição dentro da mesma equipe está errado”, costuma dizer Abilio Diniz. O empresário, que faz parte do conselho do Carrefour e cuja família fundou o GPA, fala com a experiência de quem está há mais de 50 anos no varejo. Outros especialistas também fazem ressalvas. Para Sofia Esteves, presidente do grupo DMRH e da Cia. de Talentos, um ambiente altamente competitivo gera desmotivação. Já Marco Túlio Zanini, diretor da consultoria Symbállein e professor da EBAPE/FGV, diz que é difícil incentivar a competição quando se depende da interação e do trabalho de outras equipes. Mas isso significa o fim da competição? Ao contrário. O ser humano, explicam os especialistas, é competitivo por natureza. E isso pode ser bom para a empresa, desde que ela saiba incentivar uma disputa que seja saudável e, portanto, lucrativa para os negócios. Esse tipo de competição ocorre, por exemplo, quando o colaborador não se acomoda e quer buscar sempre resultados melhores em sua área de trabalho. Isso acaba impulsionando o grupo a se superar, o que traz muitas vantagens, como o aprimoramento de processos. Mas para isso acontecer de forma sustentável e gerar inovações, é preciso haver integração entre os colaboradores.

07/03/2018

Preços e sortimento potencializam resultados da sua loja

Definir o mix levando em conta a escala de preço é tarefa árdua. Mas, bater nessa tecla é fundamental para impulsionar os resultados de cada categoria e loja. O caminho passa pela correta definição da proporção de itens de preço baixo, alto e intermediário. Para Alexandre Horta, diretor de consultoria da área de varejo e consumo da PwC, é bom lembrar que os extremos (caros e baratos) costumam responder, em média, por 15% a 20% do mix de cada categoria. Já os itens com preço intermediário tendem a ficar com 60% a 70% do sortimento. Isso faz sentido como média. Porém essa proporção tem de estar alinhada à estratégia da empresa e ao posicionamento de cada loja, entre outras variáveis. Existem regras básicas que, se bem observadas e executadas, ajudam a acertar a mão e a favorecer as vendas e a rentabilidade. Quem tudo quer nada tem Ainda hoje é comum definir a variedade de itens para atender todos os perfis de público. Mas para rentabilizar o negócio o melhor é direcionar o sortimento a quem, de fato, a loja quer atender. “Ter no mix o número mínimo necessário de produtos para cumprir a estratégia traçada para cada categoria é o ideal a ser perseguido”, defende Alexandre Horta, da PwC. Algumas categorias são especiais Cada loja deve ter categorias referência para o shopper. Ou seja, aquelas nas quais o supermercado se destaca e que arrastam o shopper para as compras. Nesse caso, vale oferecer uma gama maior de opções. A categoria pode ter, inclusive, mais itens com margem percentual menor, desde que o volume gerado seja alto o bastante para garantir um bom lucro bruto. Os cálculos prévios e posteriores são essenciais. Monte uma escada de Preços O ideal, segundo Alexandre Horta, é construir uma “escadinha” de preços, com ligeiras diferenças entre um produto e outro. A ideia é conceder ao shopper a possibilidade de subir um degrau na escada ao escolher um produto de melhor qualidade em relação ao que sempre compra. Essa estratégia favorece o aumento do tíquete....

07/03/2018

Legado ou maldição: o que a crise deixará para sua empresa?

Na crise econômica as empresas brasileiras se acostumaram a um novo normal - fazer mais com menos, pressão constante por resultados, equipes mais enxutas. Para a consultora Carolyn Taylor, referência em cultura organizacional, mesmo com a retomada da economia os efeitos do período serão sentidos por muito mais tempo, e caberá aos gestores definirem se a crise terá deixado um legado ou uma maldição para as companhias. Cultura corporativa é, na visão de Carolyn, um termo que define o comportamento diário e a maneira de fazer as coisas dentro de uma empresa. "Você constrói sua cultura pela forma como você opera todos os dias. A sua resposta a uma crise é um exemplo da cultura", diz a consultora inglesa, autora do livro "Walking the Talk", escrito em 2005 e lançado no Brasil em 2014 pela Publit. O título também dá nome a sua consultoria, fundada há 25 anos e presente no Brasil há mais de uma década. Carolyn conversou com o Valor na semana passada, durante uma passagem pelo país. Para ela, momentos de crise, sejam elas prolongadas e impulsionadas por fatores externos como uma recessão econômica ou geradas por aspectos internos, como escândalos de corrupção ou acidentes ambientais, devem ser usadas como momentos de oportunidade. A chave para fazer isso é assumir a responsabilidade e erguer um espelho para a organização, identificando as atitudes que levaram à crise ou que foram tomadas em resposta a ela. "Algumas culturas vão culpar o ambiente externo e outras vão se perguntar como podem se tornar mais espertas e aprender com o que aconteceu", afirma. Exemplos como as empresas denunciadas por corrupção na Operação Lava-Jato ou o banco Wells Fargo, onde foi revelado que milhares de funcionários abriram contas em nomes de clientes sem autorização, demonstram que dificilmente a empresa pode se eximir de responsabilidade e colocar irregularidades na conta de algumas "laranjas podres". "Não consigo pensar em nenhum caso em que encontrei um ou dois indivíduos que cometeram fraudes mas não havia uma cultura maior que contribuiu para isso", diz.

01/03/2018

Varejo tem usado mais dados de clientes para direcionar ofertas e vender mais

Depois de anos armazenando dados dos clientes inscritos nos programas de fidelidade, o varejo e as plataformas de comércio eletrônico começam a tirar proveito desse arsenal de números para ampliar as vendas. As milhões de transações já realizadas são convertidas em perfis de comportamento com a ajuda de ferramentas de inteligência artificial (baseadas em complexos algoritmos). Com base nessa matemática, é possível descobrir o que o consumidor quer ou qual o seu estilo de vida. Grupo Pão de Açúcar, Raia Drogasil e Mercado Livre estão entre as empresas que já adotaram essas ferramentas. Ao fazer a oferta de acordo com o perfil do consumidor, a chance de concretizar a venda é maior. Algumas empresas também abrem os dados aos fornecedores, que, sabendo quem vai comprar seu produto, podem dar descontos específicos a cada grupo de clientes. No exterior, esse tipo de ferramenta é usada ainda para melhorar a gestão do estoque, o que significa, para os varejistas, um uso mais eficiente do capital de giro. "Ao fazer uma oferta direcionada, a chance de venda é maior. Além disso, você atrai o cliente para o ponto de vendas e pode apresentar produtos relacionados, elevando o tíquete médio. Do lado do fornecedor, ele passa a fazer o uso compartilhado desses dados para planejar melhor os descontos que vai dar. É uma estratégia de ganha ganha", avaliou Ana Paula Tozzi, presidente da AGR Consultores. Um dos principais casos de uso de dados de programas de fidelidade aliado à inteligência artificial é o do Grupo Pão de Açúcar. Há pouco mais de um mês, a empresa lançou os aplicativos do Pão de Açúcar Mais, com 17 anos de existência, e Clube Extra, criado há três anos. Segundo Renato Camargo, responsável pelos programas de fidelidade do grupo, a análise das informações de mais de 13 milhões de clientes cadastrados permite segmentar a oferta de descontos: "Não usávamos da forma adequada a nossa base de dados. Agora, com os algoritmos, vimos o jeito que o cliente compra. Sabemos que ele quer algo de volta, que é um desconto. Deixamos de fazer isso de forma massiva para chegar ao consumidor de maneira mais exclusiva." Mecanismo agiliza resposta Esses dados foram abertos aos fabricantes, que começaram a fazer ofertas diretas ao cliente por meio do aplicativo. São três categorias de descontos. Uma válida para todos os clientes cadastrados no plano de fidelidade; outra tem produtos que o cliente já comprou; e uma terceira é relacionada aos seus hábitos. Por exemplo, se ele já comprou carvão e cerveja, a análise dos dados entende que ele costuma fazer churrascos, e aí vai fazer uma oferta de carne. O aplicativo já soma mais de dois milhões de downloads, o que mostra que a adesão, tanto por parte dos clientes como dos fornecedores, foi grande — a expectativa era atingir esse número só no fim deste ano. No Mercado Livre, os dados de buscas são coletados e analisados, para depois serem transformados em ofertas aos clientes. Um programa de fidelidade também foi criado para entender melhor esse usuário e fazer com que ele compre e venda mais itens no market- place (em que são comercializados produtos de diferentes vendedores). "Isso não seria possível sem o analytics. Tudo que fazemos é com base nesses estudos e dados cruzados. Diariamente, é uma avalanche de visitas. Só conseguimos dar uma resposta rapidamente devido a essas ferramentas", afirmou Daniel Ferian de Aguiar, gerente de Marketing e Vendas da empresa, que tem 191 milhões de usuários cadastrados na América Latina.

28/02/2018

12 perguntas que executivos de sucesso fazem em entrevistas de emprego

É importante destacar que o que cada um prefere saber de seu candidato irá depender da cultura da empresa e do real objetivo de ter uma nova pessoa na equipe. Em entrevistas de emprego, algumas perguntas caíram em desuso — mas outras mantém-se na pauta de executivos e recrutadores. O que cada um prefere saber de seu candidato irá depender da cultura da empresa e do real objetivo de ter uma nova pessoa na equipe. O site Business Insider reuniu as opiniões de alguns executivos e criou uma lista com as perguntas que eles fazem (ou orientam que sejam feitas) a seus candidatos. Confira: O que você não teve a chance de incluir em seu currículo? Richard Branson, fundador do Virgin Group “Um bom currículo é obviamente importante, mas se você fosse contratar alguém pelo que escreve sobre ele mesmo, não precisaria gastar seu tempo em uma entrevista”, escreveu Branson em seu livro The Virgin Way: Everything I know about leadership. É por isso que ele usa essa pergunta. Dê um exemplo de uma vez em que você resolveu um problema difícil. Laszlo Bock, chefe de Recursos Humanos do Google Segundo Bock, a companhia preferiu trocar as perguntas enigmáticas por aquelas voltadas ao comportamento. “O interessante é que, quando você pergunta a alguém sobre suas próprias experiências, terá dois tipos de resposta”, disse ao New York Times. “Uma é a percepção de como ela interage com uma situação real, mas a informação crucial é sobre o senso do candidato a respeito do que é dificuldade.” Você está em um ponto da Terra, anda uma milha ao sul, uma ao oeste e uma ao norte, chegando ao mesmo local. Onde você está? Elon Musk, fundador da SpaceX e da Tesla A biografia Elon Musk, de Ashlee Vance, diz que esse enigma é uma das preferências de Musk em entrevistas. O site Mashable diz que a resposta é o Polo Norte ou o Polo Sul. Ele ainda afirma que “se você acha a entrevista ou o processo de contratação intimidador, nada se compara às exigências de trabalhar com Musk”. Qual é o seu superpoder... ou o animal que mais gosta? Ryan Holmes, CEO do HootSuite “Durante sua entrevista, eu perguntei à minha atual executiva-assistente qual era o seu animal preferido. Ela me disse que era um pato, porque patos são calmos na superfície e loucos ao procurar por algo abaixo dela”, contou Holmes ao escritor Jeff Haden. “Eu achei uma resposta incrível e uma perfeita descrição do trabalho de uma executiva-assistente.” Como você pratica sua espiritualidade? Oprah Winfrey, apresentadora O Business Insider diz que Oprah fez essa questão a uma série de candidatos ao cargo de presidente de sua rede de televisão Oprah Winfrey Network. Ela afirma que a pergunta não era sobre religião, mas sobre suas relações pessoais consigo mesmo. “O que você faz por si mesmo? O que você faz para manter-se centrado?”, explicou Oprah em uma apresentação na Escola de Negócios de Stanford. Se estivermos aqui após um ano comemorando o bom resultado que você obteve, o que teremos atingido juntos? Randy Garutti, CEO da Shake Shack “O candidato deveria ter visão estratégica para não só falar sobre quão bom o ano foi mas para mostrar seu conhecimento a respeito da empresa – e o porquê de querer estar nela”, disse Garutti a Jeff Haden. Segundo o escritor, ele diz que precisa saber que o candidato “fez seu trabalho, entendeu realmente a empresa e o seu papel... e realmente quer isso”. Conte algo que seja verdade, mas que quase ninguém concorde com você. Peter Thiel, co-fundador do PayPal O Business Insider diz que Thiel gosta de contratar pessoas que não têm medo de falar o que pensam. Em uma entrevista à Forbes, o executivo afirma que a pergunta é “um tipo de teste para entender a originalidade de pensamento, além de testar a coragem de falar em um momento difícil”. Qual sua citação favorita? Karen Davis, vice-presidente sênior da Hasbro Karen revelou ao Business Insider que seu trabalho é retribuir e, por isso, procura candidatos que tenham “senso de paixão e propósito”. A citação a ajuda a entender com o que eles se preocupam. “Eu quero ver que a pessoa está procurando por fontes de inspiração”, disse, lembrando que não há uma resposta certa. Quantos anos tinha quando teve seu primeiro trabalho com retorno financeiro? Hannah Paramore, presidente da agência de publicidade Paramore “Se eles trabalharam em meio período durante o ensino médio ou a faculdade porque precisavam, especialmente em trabalhos considerados ‘duros’, isso mostra um alto nível de responsabilidade”, disse Hannah ao Business Insider. “Eu adoro pessoas que precisam olhar para diferentes ângulos para encontrar o sucesso.” O que você faria durante um apocalipse zumbi? Ashley Morris, CEO da Capriotti A pergunta do CEO de uma rede norte-americana de franquias de lanchonetes parece ridícula, mas ele diz que é a melhor forma de entender como os candidatos reagiriam sob pressão. “Não há uma resposta certa, mas é interessante entender a opinião de alguém e como a pessoa pensa por si”, diz Morris. “A esperança é que possamos entender o que realmente importa à pessoa e qual a sua ideia de moral, para saber se está de acordo com a cultura da empresa.” Se você trabalhasse em um restaurante, qual função gostaria de exercer? Ajeet Singh, CEO e fundador da ThoughtSpot Singh deve ser o único executivo do Vale do Silício a fazer essa pergunta. Ele acredita que muitas respostas podem ser obtidas com ela. “Essa pergunta pega a essência do que move a pessoa e o que ela realmente gosta de fazer, o que a inspira e o que a motiva”, diz. Qual a última fantasia que você vestiu? David Gilboa, co-fundador da Warby Parker O candidato precisa estar dentro do perfil da Warby Parker, empresa de vendas de óculos, livros e acessórios. Para isso, deve seguir um dos valores essenciais da empresa que é adicionar “diversão e excentricidade ao trabalho, à vida e a tudo o que faz”. “Nós consideramos que pessoas que fazem do ambiente de trabalho algo divertido criam uma cultura corporativa mais integrada”, disse Gilboa ao Quartz. “Se nós contratarmos a pessoa mais tecnicamente hábil no mundo, mas cujo estilo de trabalho não se adequa ao nosso, ela não será bem-sucedida aqui.”

26/02/2018

Como atua o profissional de RH estratégico

Grande parte dos profissionais de RH (recursos humanos) ainda trabalha num modelo convencional, "reativo", executando funções dentro de uma estrutura bem definida. Usam tecnologias novas apenas quando a ordem vem de cima, a despeito do impacto da transformação digital nas empresas e sociedade. A pesquisadora britânica Helen Rosethorn designa esses profissionais como "convencionalistas" -- e os considera não eficazes para garantir que empresas se mantenham competitivas e funcionários mantenham seus trabalhos, diante do avanço de robôs e inteligência artificial. CEO da consultoria Prophet e autora do livro "The Employer Brand" (A marca do empregador, ainda sem edição no Brasil), Helen fez pesquisas para mapear de que forma o RH pode ajudar as empresas a criar valor para clientes e funcionários e trabalhar num modelo mais ativo e digital. No dia 6 de março, ela estará no Brasil para um palestra durante o HR Conference, realizado pela HSM. Helen comenta que, embora os "convencionalistas" dominem o RH, há quem esteja disposto a mudar esse cenário. “Estou ajudando muitos profissionais a entender quais são as reais necessidades dos funcionários, a criar experiências boas. Muitos RHs estão conseguindo fazer isso e de forma particularmente boa”, diz. A mudança de pensamento e postura é gradual. A partir de uma pesquisa que realizou com 550 profissionais do setor – incluindo 250 líderes – ela mapeou seis arquétipos que vão do “convencionalista” (menos disposto à mudança e realizando tarefas burocráticas e padrão) ao “provocador” (pioneiro, ativo e impulsionador da transformação digital na empresa).

23/02/2018

Lucro líquido do Magazine Luiza avança 260%

O Magazine Luiza teve um crescimento de vendas – muito acima da média do varejo de eletroeletrônicos e móveis. Nos últimos três meses do ano, o faturamento total do Magalu atingiu R$ 4,4 bilhões, uma alta de 31% em relação ao mesmo período de 2016. Foi o melhor resultado trimestral da companhia nos últimos cinco anos. No quarto trimestre de 2017, o lucro líquido foi de R$ 166 milhões, crescimento de 260%. No ano, o lucro líquido atingiu R$ 389 milhões, 350% superior ao registrado no ano anterior. Graças ao aumento das vendas, as despesas operacionais foram diluídas em 1,7 ponto percentual. Graças a esse desempenho, o Magalu novamente ganhou participação de mercado nas principais categorias de produtos. No acumulado de 2017, o faturamento da empresa cresceu 28%. Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no mesmo período, a expansão do varejo brasileiro de eletroeletrônicos e móveis foi de 7,7%. O crescimento acelerado foi registrado em todos os canais do Magalu. As vendas digitais de produtos próprios (1P) e de terceiros (3P) cresceram 60% no quarto trimestre, contra os 6,1% do mercado, registrados pelo E-bit. O marketplace do Magazine Luiza, lançado em 2016 e que já reúne mais de 750 sellers e mais de 1,5 milhão de itens disponíveis, faturou 230 milhões de reais no ano passado. Mais da metade desse valor, R$ 120 milhões, foi registrada nos últimos três meses do ano, o que demonstra o ritmo da adesão de varejistas de todos os portes à plataforma. No e-commerce tradicional da companhia, cada vez mais clientes optam pelos dispositivos móveis. Em 2017, o número de downloads do aplicativo de vendas para smartphone chegou a 10 milhões. Durante a última Black Friday, em novembro, o app do Magalu foi o mais baixado do Brasil, superando opções de entretenimento e de serviços. As vendas das lojas físicas também apresentaram forte expansão: 20% entre os meses de outubro e dezembro do ano passado. No critério de vendas nas mesmas lojas (same store sales), a alta foi de 15%. Em 2017, o Magalu inaugurou 60 lojas físicas, instaladas principalmente na região Nordeste.

22/02/2018

Ação do GPA cai depois de mudanças na gestão

Ao longo de todo o dia de ontem (21/02), foi a maior baixa do Ibovespa, encerrando o pregão com recuo de 5,27%, a R$ 67,55. Após anunciar mudanças importantes no comando da companhia e publicar números do quarto trimestre - parte deles avaliados como fracos pelo mercado - o GPA (Grupo Pão de Açúcar) viu suas ações fecharem em queda ontem na B3. Ao longo de todo o dia, foi a maior baixa do Ibovespa, encerrando o pregão com recuo de 5,27%, a R$ 67,55, menor preço desde 21 de julho de 2017. A Via Varejo, controlada pelo GPA, caiu 3,3%, a R$ 25,80. Apesar de já circularem informações no mercado, analistas se surpreenderam com as mudanças divulgadas - especialmente envolvendo o negócio alimentar. A varejista anunciou na segunda-feira a saída de Ronaldo Iabrudi da presidência do GPA e de Luis Moreno da linha de frente das redes Extra e Pão de Açúcar. Peter Estermann, atual presidente da Via Varejo, controlada pelo GPA, será o novo CEO do grupo. Ainda ontem os impactos estavam sendo melhor absorvidos pelo mercado. Desde a noite de segunda-feira, o comando do grupo tem conversado com analistas para esclarecer e reforçar pontos positivos em torno da decisão. "Achamos a mudança mais inesperada a saída de Luis Moreno da chefia do multivarejo [Extra e Pão de Açúcar] ", escreveu em relatório ontem Richard Cathcart, analista do Bradesco BBI, ressaltando que a entrada de Estermann não deve alterar a estratégia do grupo, com foco no Assaí.

21/02/2018

Dólar sobe a R$ 3,25 com exterior e após governo desistir de Previdência

São Paulo (Reuters) - O dólar fechou em alta e de volta ao patamar de 3,25 reais nesta terça-feira, acompanhando a cena externa e um dia depois de o governo ter jogado a toalha sobre a reforma da Previdência, considerada essencial para colocar as contas públicas em ordem. O dólar avançou 0,63 por cento, a 3,2555 reais na venda, depois de fechar a véspera em alta de 0,43 por cento. Na mínima da sessão, a moeda norte-americana marcou 3,2397 reais e, na máxima, 3,2577 reais. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,50 por cento no final da tarde. "O mercado já esperava o enterro da reforma", afirmou o superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva, ao citar as cotações "comportadas" e a sintonia com o cenário externo neste pregão. Na véspera, o governo formalizou que não votará a reforma da Previdência agora, como era previsto, sob a justificativa do decreto de intervenção federal no Rio de Janeiro. Como paliativo, anunciou um conjunto de medidas econômicas, boa parte já em tramitação no Congresso, numa tentativa de reafirmar o compromisso com o equilíbrio fiscal. "O pacote é inócuo. O governo tenta jogar alguma migalha para o mercado com as medidas, que igualmente (à Previdência) terão que ser aprovadas pelo Congresso", acrescentou Gomes da Silva, ao lembrar da falta de apoio para passar a Previdência. Entre as medidas, estão a privatização da Eletrobras e a reoneração da folha de pagamentos. Dentro da equipe econômica, no entanto, há avaliações de que esses projetos dificilmente serão aprovadas neste ano.

21/02/2018

Meirelles diz que é Congresso quem define a pauta de votações

Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quarta-feira (21) que os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira, é quem são os responsáveis por definir a pauta de votações do Legislativo. Nesta segunda-feira, após desistir de votar a proposta de reforma da Previdência Social antes da eleições, em outubro próximo, o governo anunciou uma lista de projetos considerados prioritários para melhorar a economia. Entretanto, nesta terça-feira (20), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a nova pauta econômica apresentada pelo governo é um "equívoco", além de "desrespeito" ao Congresso e um "abuso". De acordo com o ministro Meirelles, foram feitas diversas reuniões para definir "uma seleção entre projetos em andamento já no Congresso". "A nossa visão, juntamente com líderes parlamentares, que participaram, de quais são os projetos mais importantes. Evidentemente, que o Congresso é soberano e compete aos presidentes das casas [Câmara e Senado] definir a pauta de cada um. É uma definição técnica, objetiva, de quais são, na nossa visão, os projetos mais importantes", afirmou o ministro da Fazenda. A pauta proposta pelo governo contempla os seguintes projetos: Reforma do PIS/Cofins e a simplificação tributária Autonomia do Banco Central Marco legal de licitações e contratos Nova lei de finanças públicas Regulamentação do teto remuneratório Privatização da Eletrobras Reforço das agências reguladoras Depósitos voluntários no Banco Central Redução da desoneração da folha Programa de recuperação e melhoria empresarial das estatais Cadastro positivo Duplicata eletrônica Distrato Atualização da Lei Geral de Telecomunicações Extinção do Fundo Soberano

21/02/2018

Dificuldades para se comunicar no trabalho?

Seja na hora de disputar uma vaga no mercado, evoluir no ambiente de trabalho e cultivar relacionamentos, ter boa comunicação é fundamental. Mas não é uma tarefa fácil para todos. Para evitar que essa dificuldade atrapalhe sua vida, veja a seguir algumas orientações de Reinaldo Passadori , especialista em comunicação verbal e presidente do Instituto Passadori Educação Corporativa. Ele lista sete pontos que podem ser desenvolvidos no dia a dia. 1. A primeira é a intrapessoal, que tem a ver com a “ponte” que uma pessoa estabelece consigo mesma e até onde ela é capaz de trabalhar o seu comportamento e transformar a timidez em força para se expressar com confiança e entusiasmo 2. A segunda dimensão é a interpessoal, que não é exatamente o oposto da primeira, mas engloba o diálogo, a empatia, a importância do feedback, o elo com nosso interlocutor e a força da alteridade (a capacidade de se colocar no lugar do outro e de ouvir o outro) 3. Outra dimensão é a vocal, que lida com o “como” dizer. Cuidado com arrogâncias e em ser imperativo demais 4. A quarta dimensão trata da comunicação corporal: nossos gestos, expressões faciais, estilos, aparências e sinais são importantes para as mensagens sem palavras 5. A dimensão técnica, por sua vez, tem a ver com os recursos para uma comunicação adequada aos ambientes e circunstâncias, isto é, o ambiente ou ferramentas como aplicativos, audiovisuais, etc.

21/02/2018

Trabalhar 30 horas por semana pode ser uma realidade próxima

Recentes estudos mostram que grande parte dos millenials não quer passar horas e horas trabalhando e que prezam pelo tempo que passam fora do trabalho .Estudo da Deloitte recente com profissionais de 29 países (incluindo o Brasil) mostrou que os jovens consideram "equilíbrio entre trabalho e vida pessoal" mais importante que progredir na carreira. Trabalho com horário flexível também foi apontado com um dos objetivos de carreira, à frente de treinamento oferecido pela empresa ou possíveis oportunidades de viagens internacionais. Eles querem chegar em casa logo - seja para cuidar dos filhos, para jogar Nintendo ou para praticar ioga. Se a exigência pode causar arrepios em certos recrutadores, chefes ou empresas, já uma demanda que vem se tornando realidade em alguns países. Artigo publicado na edição impressa de fevereiro do Financial Times discorre sobre a tendência e cita particularmente o caso da Alemanha. Segundo a análise, "com a economia mundial crescendo desde 2011, candidatos qualificados estão escassos - e podem fazer exigências". O maior sindicato da Alemanha, o IG Metall, fechou um acordo que permite que os profissionais filiados possam ter uma jornada de trabalho semanal de 28 horas por até dois anos, no caso deles tenham filhos pequenos. "A criação não é só um problema da mãe alemã. A maioria dos filiados ao sindicato é homem", afirma o FT. Tudo bem que as regras trabalhistas da Alemanha podem ser consideradas um "paraíso" perto da realidade de outros países. Mas o que a matéria indica é que se a economia mundial continuar a crescer, a carga de trabalho vai ganhar relevância. "Durante 'booms', muita gente quer trocar dinheiro por tempo'", analisa Simon Kuper, no FT. O tempo parece se tornar cada vez mais precioso às pessoas. No mundo desenvolvido, é uma demanda plausível considerando o alto nível que os rendimentos alcançaram. Segundo a matéria, os salários estão acima do nível médio que vigorava antes da crise de 2008 nos países desenvolvidos (com exceção do Reino Unido e da Grécia). O desemprego na zona do euro é o menor - e os salários nos Estados Unidos estão crescendo. Por esta e outras razões, o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho vem se tornando uma questão importante. Gurus de auto-ajuda recomendam abandonar o Facebook, ignorar emails e meditar. Há best-seller já fazendo sucesso com dicas para as pessoas se desconectarem de seus celulares e "aproveitarem mais a vida ao redor". Há, porém, quem garanta que não são os indivíduos que precisam mudar - mas o sistema (Anne-Marie Slaughter, no livro Unfinished Business).

21/02/2018

GPA pretende investir R$ 1,6 bi em 2018

A quantia deverá ser destinada à abertura de 20 lojas Assaí, incluindo conversões, e reforma de outras 20 lojas Pão de Açúca. A estimativa do GPA (Grupo Pão de Açúcar) em investir R$ 1,6 bilhão consta de projeções para o ano de 2018 divulgadas em conjunto com o informe de resultados referente ao quarto trimestre e total do ano de 2017. O valor previsto de investimento para 2018 é semelhante aos projetados nos dois últimos anos, de 2016 e 2017. Em 2015, o montante investido foi de pouco mais de R$ 2 bilhões, e em 2014, de R$ 1,9 bilhão. O objetivo é destinar a quantia para abertura de 20 lojas Assaí, incluindo conversões, e reforma de outras 20 lojas Pão de Açúcar. O grupo também divulgou que as vendas em mesmas lojas, considerando apenas as unidades abertas há mais de 12 meses, do segmento Assaí devem crescer acima da inflação e multivarejo ficará em linha com a inflação alimentar, com continuidade dos ganhos de participação de mercado. Para a margem de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) do segmento multivarejo, a empresa prevê um aumento entre 0,5 ponto percentual (p.p.) a 0,6 p.p. Em 2017, a margem Ebitda foi de 5,6%. Segundo a varejista, a melhora do indicador virá com a deflação alimentar, que deve se manter no primeiro semestre e recuperar progressivamente na segunda metade do ano, contribuindo em cerca de 0,3 p.p., e com ganhos de eficiência operacional em logística e quebra, com 0,2 p.p. Outros benefícios virão da recuperação da tendência de vendas, maturação de projetos e implementação de novos conceitos. Já no segmento Assaí, a projeção é de aumento da margem Ebitda de 0,2 p.p. a 0,3 p.p., em função da menor deflação, maturação das lojas e da fidelização dos clientes. No ano passado, a margem Ebitda foi de 5,4%.

21/02/2018

Perspectiva de alta no consumo alimenta aposta de investidores no varejo

Demanda reprimida deve elevar vendas, e analistas projetam valorização de até 66% para ações do setor.O consumo das famílias será a grande alavanca da economia em 2018 e irá responder por quase a totalidade do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), de cerca de 3%, esperado para o ano. Com base nesse cenário, crescem as apostas em ações ligadas ao setor, em especial varejistas, que ainda têm grande potencial de valorização. Maior confiança dos consumidores, juros em patamares mais baixos, aumento da renda e melhora, mesmo que lenta, do mercado de trabalho contribuem para que os consumidores voltem a gastar. E, com a perspectiva de crescimento, os bancos também ficam mais confortáveis em conceder crédito, o que favorece a venda de produtos de maior valor. Sandra Peres, analista-chefe da corretora Coinvalores, lembra que, após dois anos de consumo fraco, a demanda reprimida fará com que mais empresas consigam aumentar as suas vendas, melhorando seus resultados, o que se reflete na perspectiva de valorização das ações. "As pessoas estão mais propensas a consumir, e as empresas também estão melhores. As companhias fizeram ajustes nos dois últimos anos e estão com custos e dívidas menores. Com a casa arrumada e a economia em crescimento, devem apresentar números melhores", explica Sandra, ressaltando que o fator de atenção para o setor, e para a economia de forma geral, será a corrida presidencial. A analista lembra que dois fatores determinam a demanda pelo consumo. O primeiro é o conjunto de renda e emprego, que vem melhorando de forma gradual. O segundo é o crédito, que tem poder de ação mais rápido e favorece a venda de produtos de maior valor, como eletrônicos e eletrodomésticos.

21/02/2018

China reinventa a forma de comprar no supermercado

Os caixas desaparecem para dar lugar aos pagamentos automáticos pelo celular. Carros que seguem o cliente e esteiras rolantes que transportam os pedidos pelo teto já fazem parte do cenário. Ele é chamado de new retail (novo comércio), e dizem que é o futuro. Os gurus que buscam a fórmula perfeita para reinventar as lojas duradouras estão convencidos de que os negócios off-line só sobreviverão se conseguirem se integrar aos canais on-line e oferecer experiências que a internet não pode reproduzir. Em suma, não tem sentido ir às compras no supermercado – um dos estabelecimentos que mais vão mudar nos próximos anos – se tudo o que existe nas prateleiras pode ser adquirido através de um aplicativo que nos poupa de sair por aí carregando sacolas. Ninguém duvida que a China está na vanguarda nessa área. A Amazon também atua forte, mas o gigante asiático está um passo à frente. O extraordinário desenvolvimento dos pagamentos móveis, somado à grande penetração dos smartphones e ao insaciável apetite da população por todas as novidades, fez com que diferentes estabelecimentos redefinissem, de uma maneira ou de outra, o processo de compra. Alibaba e JD estão entre os mais inovadores, mas nesse campo também jogam redes tradicionais, como os supermercados Carrefour, Olé e City Shop. Os estabelecimentos da Hema, pertencentes ao Alibaba e inaugurados em 2015, são os mais veteranos do setor e servem para ver como será o futuro mais imediato. À primeira vista parecem supermercados comuns, mas os clientes logo descobrem que não são. O espaço destinado aos produtos à venda, por exemplo, é muito menor que em outras lojas tradicionais. A empresa decidiu que é melhor dedicar grande parte de sua superfície a pequenas ilhas temáticas onde os clientes podem degustar o produto. Há um pequeno bar que serve cerveja, uma esquina de cafés administrada pela Starbucks e várias cozinhas onde vários cozinheiros preparam alimentos que o cliente quiser comer ali mesmo. Para isso, só é preciso pagar uma pequena taxa extra, calculada segundo o tipo de prato e o peso. O meio quilo sai no máximo por 30 yuans (cerca de 15 reais). Os mariscos são os favoritos do público chinês, mas lá é possível comer de tudo: de sopa de macarrão até um bife. “Antes, costumávamos ir a pequenos restaurantes perto do escritório, mas descobrimos que aqui o produto é melhor, fresco e muitas vezes importado, e o preço é mais baixo”, diz a jovem Huang, que foi com colegas da sua empresa comer numa filial da Hema que o Alibaba abriu no bairro Changning, em Xangai. “Os mariscos estão vivos, e cada um escolhe o que quer vendo o produto. Não como nos restaurantes, onde você não sabe bem o que te servem.” Além dessa vantagem sobre as vendas tradicionais, a Hema oferece três tipos de compra. Primeiro, pode-se comprar à moda antiga, pegando os produtos das prateleiras e levando-os num carrinho até o caixa de autoatendimento, embora só seja possível pagar através do aplicativo do supermercado, que está ligado à conta de pagamentos eletrônicos da Alipay. O cliente também pode comprar de casa através do app, e um entregador leva o pedido em menos de 30 minutos – desde que o domicílio esteja no máximo a três quilômetros de distância. E, finalmente, pode-se optar por um modo híbrido, em que você escolhe o produto no supermercado, mas compra através do aplicativo escaneando os códigos de barra, que abrem sites com informações detalhadas sobre o que será adquirido. Os dados ficam registrados na conta de cada consumidor, e o aplicativo os utiliza em visitas posteriores para recomendar produtos que se ajustam ao gosto do usuário.

08/02/2018

Currículo tradicional está com os dias contados

As transformações em curso no mercado de trabalho chegam – com certo atraso diriam recrutadores “moderninhos” – a um dos documentos mais tradicionais das seleções de emprego: o currículo. Sem passar por grandes mudanças há décadas no Brasil, a versão clássica do currículo vai ganhar novos dados profissionais e deixar de lado algumas informações. Candidatos a estágio e trainee são os primeiros a entrar em contato e a adotar a novas formas de apresentação. Vídeos, links para redes sociais e outras plataformas digitais não são novidade nas principais seleções de jovens no mercado brasileiro. Ficar de olho no que aconteceu na última e no que vem por aí na próxima temporada de trainees, por exemplo, pode trazer bons insights sobre o que deve ocorrer em outros níveis hierárquicos, segundo Lucas Oggiam, consultor da Page Personnel. Pesquisar as seleções em mercados internacionais, também. “O currículo é um reflexo do que o entrevistador quer ver. Por isso é um jeito no Brasil, nos Estados Unidos é de outro, na Europa e na Ásia também”, diz Oggiam. Confira o que vai entrar e o que vai sair no novo modelo de currículo: 1. Sem informações pessoais nem nome da universidade Você já ouviu falar em currículo cego? É uma tendência mundial de mercado que elimina do currículo detalhes de gênero, raça, idade, nacionalidade, endereço. Iniciais substituem o nome e até o endereço de email é adaptado para que não “denuncie” nenhuma informação pessoal do candidato. Por aqui, esse tipo de ajuste no currículo para evitar interferência de preconceito no julgamento que um recrutador faz de um candidato, é raro, mas existe. No Nubank por exemplo, uma parte da seleção é feita às cegas. “Empresas que estão pensando à frente consideram isso um avanço natural, mas ainda depende da mentalidade do gestor da vaga em si”, diz Oggiam. Mudar a cultura da chefia no Brasil vai levar tempo, mas é caminho sem volta. Na França por exemplo, empresas com mais 50 funcionários são obrigadas por lei a usar o currículo cego. Na Holanda e no Reino Unido essa política também já ganhou força. 2. Sem fotos Há quase uma década no mercado brasileiro de recrutamento, Oggiam ainda recebe currículos com foto. O espaço da imagem deve, desde já, ser substituído por links para redes sociais, como o LinkedIn, por exemplo. “Não me recordo de nenhum recrutador, que hoje em dia tenha contratado alguém sem fazer uma pesquisa sobre o candidato no LinkedIn ou em outra rede social”, diz o consultor da Page Personnel.

08/02/2018

10 dicas para melhorar suas técnicas de negociação

A arte de negociar não é fácil e para ajudar a melhorar suas habilidades nessa área, veja orientações de Ricardo Bellino, considerado pelo um mestre na área. Em seu currículo estão experiências de negociação com o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele adianta que, para ter sucesso, é preciso um pouco de CDP (cara de pau), se preparar bastante e acreditar naquilo que você está negociando. Confira abaixo as 10 dicas de Bellino: 1) Preocupe-se mais em entender “com quem” você vai falar e menos com “o que” vai falar e alinhe expectativas na largada: uma negociação bem-sucedida deve ser tratada como um acordo pré-nupcial, aonde todas as expectativas e regras estão definidas. Pois quando o “amor e sexo” acabarem entre os sócios, você ainda poderá salvar o relacionamento empresarial. 2) Prepare-se para o imprevisível, como por exemplo ter que vender a sua ideia em apenas 3 minutos: pratique a apresentação em menos de cinco minutos. Pratique a sua introdução em menos de três minutos. Você descobrirá que você pode ser um editor eficaz cortando tudo o que não é absolutamente necessário. Sua audiência, ou seus superiores, agradecerão sua capacidade de destilar a essência para eles. 3) Nunca se deixe intimidar pelo poder ou arrogância de seu interlocutor: não perca o seu foco, caso contrário você perderá tempo na apresentação e cometerá erros desnecessários. 4) Demonstre pelo seu entusiasmo que você é a pessoa certa para aquela oportunidade: mostre ao seu interlocutor o motivo para você ser a melhor pessoa para o trabalho e por que merece ele. Compartilhe suas experiências que justamente mostram o por que você é ideal para o negócio. 5) Não terceirize a entrega de suas promessas e muito menos de desculpas por não as tê-las cumprido: terceirizar mostra falta de comprometimento e também a falta de responsabilidade já que a que você transfere “a responsabilidade dos compromissos assumidos para outras pessoas, como forma de se blindar do não cumprimento. Mas conhecido como ‘cover ass policy’”. Não peça desculpas, assuma o erro e se possível corrija ele.

18/12/2017

Você está exausto no trabalho? Arranje tempo para seu hobby

Não é difícil achar ambientes de trabalho em que responder e-mails fora do expediente e levar trabalho para casa se tornaram parte da rotina. Um novo estudo da Universidade de Zurique, no entanto, chega como alerta para quem adotou esse estilo de vida. Pessoas que não criam limites entre a vida pessoal e profissional reportam níveis mais baixos de bem-estar e mais altos de exaustão. Fazer atividades voltadas para o relaxamento e lazer é, segundo os pesquisadores, essencial para garantir a saúde. A pesquisa, publicada no Journal of Business and Psychology, teve participação de quase dois mil funcionários de empresas de diversos setores localizadas em países germânicos. Deles, metade disse trabalhar mais de 40 horas por semana, enquanto 37,7% trabalhavam entre 30 e 39 horas/semana. Eles responderam questionários sobre a frequência com que levavam trabalho para casa, trabalhavam nos fins de semana ou se preocupavam com atividades profissionais durante o tempo livre. Os participantes também indicaram se tinham tempo para relaxar participando do que os especialistas consideram “atividades restauradoras”, como socializar com amigos ou a família, praticar esportes ou hobbies e dedicar qualquer período ao relaxamento. O nível de bem-estar dos participantes foi medido com base no nível de exaustão física e emocional e no senso pessoal que cada um reportou de equilíbrio entre o trabalho e o resto da vida....

18/09/2017

A JAB Holdings diminuiu sua fatia em um ponto percentual. Analistas acreditam qu

A maior acionista da Reckitt Benckiser, a JAB Holdings, reduziu sua participação no grupo britânico de 8,9% para 7,9%. Uma década atrás, sua fatia era de 16%. Analistas de mercados começam a prever que a fabricante não conseguirá cumprir sua meta de vendas para este ano. A notícia da venda das ações ocorre na esteira de mudanças na administração, com a saída de quatro dos dez diretores seniores da Reckitt. E segue-se a um ataque cibernético em junho, que disparou uma advertência sobre queda nas vendas bem no momento em que a empresa estava realizando sua maior aquisição – a compra, por US$ 18 bilhões, da americana Mead Johnson, que fabrica fórmulas alimentares para bebês. Eva Quiroga-Thiele, analista do Deutsche Bank, afirmou: "A JAB vem vendendo sua participação na RB gradualmente ao longo de vários anos e a decisão provavelmente reflete suas opções de investimento. Eles têm investido mais em café e na Coty e, presumivelmente, enxergam maiores oportunidades de longo prazo nesses negócios." Um número crescente de analistas acredita que a Reckitt provavelmente não atingirá sua meta de crescimento de receitas de 2%, estabelecida em julho. Mesmo à época, o CEO Rakesh Kapoor disse que essa taxa não era uma estimativa final. A Reckitt deve reportar mês que vem suas vendas no terceiro trimestre. Martin Deboo, analista da Jefferies, disse esperar um avanço de vendas de 1%. A companhia tem apresentado há bastante tempo um desempenho superior à média do setor de bens de consumo e ainda se beneficia de altas margens de lucro, em torno de 23%.

12/09/2017

Você pode estimular sua equipe mesmo sem ter recursos financeiros

Em tempos de crise, muitos gestores quebram a cabeça para engajar seus liderados. Mas motivar sem investir dinheiro é mais fácil do que se imagina. Veja como fazer.Grande parte das empresas está acostumada a promover a felicidade dos funcionários por meio de recompensas financeiras. Mas será mesmo que essa é a única forma de fazer com que um colaborador se sinta motivado e engajado? Segundo Sofia Esteves, do Grupo Cia de Talentos, a resposta para essa pergunta é não, por mais estranho que isso possa parecer. “Claro que dinheiro é importante e as pessoas valorizam e precisam disso, porém, existem várias outras formas de motivar as equipes”, diz. Muito mais que dinheiro, as pessoas querem sentir que há um propósito naquilo que fazem, que o tempo que dedicam ao trabalho trará satisfação pessoal. “Ou seja, elas querem ter certeza de que tudo o que fazem tem algum sentido”, explica. Veja a seguir as dicas da consultora: • O primeiro ponto importante para motivar e engajar as pessoas é trabalhar a liderança e a equipe, como um todo, para aumentar o nível de confiança na empresa e entre as pessoas. Para que isso seja possível, é fundamental entender que confiança não se ganha na declaração, mas em um processo de construção que envolve comportamentos consistentes. Ou seja, basicamente, é preciso ter coerência entre fala e prática: falar o que se faz e fazer o que se fala.

31/08/2017

Taxa de desemprego foi de 12,8% no trimestre encerrado em julho

A taxa de desocupação foi de 12,8% no trimestre móvel de maio a julho de 2017, com queda de 0,8 ponto percentual em relação ao trimestre de fevereiro a abril de 2017 (13,6%). Na comparação com o mesmo trimestre móvel do ano anterior (11,6%), houve alta de 1,2 ponto percentual. A população desocupada (13,3 milhões de pessoas) caiu 5,1% (menos 721 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e cresceu 12,5% (mais 1,5 milhão de pessoas) no confronto com igual trimestre de 2016. A população ocupada (90,7 milhões de pessoas) aumentou 1,6% em relação ao trimestre anterior (mais 1,4 milhão pessoas) e não apresentou alteração em relação ao mesmo trimestre de 2016. O número de empregados com carteira de trabalho assinada (33,3 milhões de pessoas) manteve-se estável frente ao trimestre anterior, mas caiu 2,9% frente ao mesmo trimestre do ano anterior (- 1,0 milhão de pessoas). Já o número de empregados sem carteira assinada (10,7 milhões de pessoas) cresceu 4,6% em relação ao trimestre anterior (mais 468 mil pessoas) e 5,6% contra o mesmo trimestre de 2016 (mais 566 mil pessoas). O contingente de trabalhadores por conta própria (22,6 milhões de pessoas) subiu 1,6% na comparação trimestral (mais 351 mil pessoas) e na anual houve estabilidade. O rendimento médio real habitual (R$ 2.106) ficou estável frente ao trimestre anterior (R$ 2.111) e ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.045). A massa de rendimento real habitual (R$ 186,1 bilhões) cresceu 1,3% frente ao trimestre anterior e não mudou estatisticamente em relação ao mesmo trimestre de 2016.

30/08/2017

Varejistas querem mudar data do Black Friday

As conversas chegaram a ocorrer em comitês do IDV (Instituto para o Desenvolvimento do Varejo) e entre associações setoriais para uma alteração ainda neste ano. Em 2018, o evento promocional deve migrar de novembro para o início de outubro, período sem datas comemorativas relevantes e mais distante do Natal. Desta forma, a nova data não afetaria as compras de dezembro, que nos últimos anos têm sido antecipadas para a última semana de novembro, quando ocorre a Black Friday no Brasil. Este é um dos objetivos principais da alteração no calendário: evitar o esvaziamento do Natal. Quando chegou ao País, há sete anos, a data ajudou a elevar as vendas em novembro, um mês com demanda mais fraca. Percebe-se que, agora, não só o Natal acabou se enfraquecendo como, com a crise, cresceu a caça às ofertas de produtos, muitas vezes, com rentabilidades baixas. Já haverá, neste ano, um esforço das cadeias líderes de mercado em reduzir o volume de itens em oferta. Continuará a ser feito muito "barulho" em torno da data, diz um executivo do setor, com ações promocionais na TV e nos sites, mas o total de itens ofertados deve cair em relação à "Black Friday" de 2016. O Google estimou alta de 15% a 20% nas vendas da edição deste ano - em 2016, a alta foi de 17%. Há três semanas, a mudança da data ainda este ano voltou a ser cogitada numa das reuniões dos comitês do IDV, mas houve uma oposição ao avanço do debate - em parte, porque as estratégias para o evento promocional já estão montadas. O Valor apurou que redes como Renner, Grupo Pão de Açúcar e O Boticário já eram favoráveis a uma mudança neste ano. Representantes da indústria de eletrônicos e de eletrodomésticos defenderam a manutenção desta edição do evento em novembro mesmo. "No fim, quem tem que definir o preço e as condições ao consumidor, como pagamento de frete, é o varejo. No dia do evento, se o nível de agressividade dos concorrentes é grande, é a loja que decide se reduz seu ganho e faz a venda para não perder cliente. A indústria não tem perda, porque já fechou a venda para a loja em determinadas condições", diz uma fonte que acompanha o assunto.

27/07/2017

REDUÇÃO DE 1 PONTO LEVA SELIC A 9,25% AO ANO, O MENOR PATAMAR DESDE 2013

São Paulo - O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou, ontem, um corte de 1 ponto percentual na taxa básica de juros. Com isso, a Selic recuou para 9,25% ao ano, o menor patamar desde outubro de 2013, quando a taxa estava em 9% ao ano. Em nota divulgada no final da tarde, os diretores do Banco Central (BC) justificaram a decisão unânime, que veio em linha com as expectativas do mercado, e minimizaram o impacto do atual quadro de instabilidade no País. Depois de admitir um aumento da incerteza sobre a implementação das reformas, o Copom disse que foi visto impacto "limitado" nos índices de confiança dos agentes econômicos". Já para os índices de preços, os efeitos dessas incertezas "não se mostram inflacionários nem desinflacionários", avaliaram os executivos do BC. Eles voltaram a destacar o cenário externo - "tem se mostrado favorável" - e o comportamento da inflação - "permanece favorável com desinflação difundida". Sobre a próxima reunião, os membros do Copom indicaram que o ritmo de flexibilização da Selic "continuará dependendo da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação". Segundo analista consultado pelo DCI, o corte deve ser menor no próximo encontro do comitê. "Isso porque a inflação deve acelerar, nos próximos meses, por causa do aumento recente no PIS/Cofins sobre os combustíveis", explicou Miguel de Oliveira, diretor executivo na Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac)....

26/07/2017

REFORMAS POLÍTICA E DA PREVIDÊNCIA DEVEM ENTRAR NA PAUTA DO PLENÁRIO NESTE 2º SE

As reformas da Previdência e política são dois dos principais temas pendentes de análise pelo Plenário da Câmara dos Deputados no segundo semestre deste ano. Cinco medidas provisórias (MPs) com relatórios aprovados por comissões mistas também serão pautadas. Aprovada no começo de maio em comissão especial, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, do Executivo, aumenta a idade exigida para aposentadoria, tanto no INSS quanto no setor público, para 62 anos de idade, se mulher, e 65 anos, se homem. De acordo com relatório do deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), estão previstas transições para os atuais segurados da Previdência, com o cumprimento de um pedágio para poder se aposentar e diminuição do valor da aposentadoria. Para ser aprovada, a matéria precisa do voto favorável de ao menos 308 deputados, em dois turnos de votação. Fundo para eleições No caso da reforma política, composta por projetos de lei e propostas de emenda à Constituição (PEC), as mudanças na legislação precisam ser aprovadas, tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal, até outubro de 2017 para poderem ser aplicadas nas eleições de 2018. O prazo exigido pela Constituição é de um ano antes do pleito. O deputado Vicente Candido (PT-SP), relator do projeto de lei que altera as leis dos Partidos Políticos (9.096/95), das Eleições (9.504/97), o Código Eleitoral (4.737/65) e a minirreforma eleitoral de 2015 (13.165/15), apresentou uma nova versão do seu relatório à comissão especial relacionada ao tema, prevendo a criação de um fundo para financiar as campanhas eleitorais, o Fundo Especial de Financiamento da Democracia (FFD). Para 2018, o FFD teria recursos da ordem de R$ 3,5 bilhões; e de R$ 2 bilhões para os pleitos sucessivos. Além desse fundo, permanecerá existindo o Fundo Partidário. O dinheiro para as campanhas será dividido a partir da configuração das bancadas na Câmara e no Senado em agosto de 2017, e não apenas em razão dos eleitos em 2014.....

24/07/2017

ORÇAMENTO DE 2018 PREVÊ ALTA DE 13% EM GASTOS COM O SEGURO-DESEMPREGO

Reforma da CLT que entra em vigor em novembro pode impulsionar rotatividade do mercado de trabalho, pois o custo para demitir ou contratar tende a ficar menor com as regras mais flexíveis São Paulo - A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018 prevê um aumento de 13,2% nas despesas com seguro-desemprego para R$ 44,23 bilhões, ante os R$ 39,07 bilhões esperados para o exercício de 2017. Entre os parâmetros considerados pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda para esse avanço estão uma inflação de 4,50% para 2018, com a taxa básica de juros (Selic) em 9% ao ano, salário mínimo calculado em R$ 979 e uma expectativa de 2,5% de aumento do produto interno bruto (PIB). "Chega a ser contraditório o governo projetar uma alta do PIB e sinalizar mais gastos com o seguro-desemprego", comentou a professora de economia da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), Juliana Inhasz. Uma possível explicação para elevação mais acentuada das despesas com esses benefícios pode estar relacionada a provável maior rotatividade da mão de obra em 2018, após três anos de crise econômica em que os empregados com carteira assinada tentaram se segurar em seus postos, sem buscar alternativas de melhor remuneração. "Num primeiro momento, a reforma trabalhista não terá muito impacto. O custo de demissão ainda é alto e também há um custo de treinamento e de adaptação do substituto. Acredito que os empregadores não se arriscariam tanto a trocar trabalhadores qualificados por outros até terceirizados", diz Juliana. A reforma trabalhista aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada em 13 de julho entrará em vigor em meados de novembro próximo. Na avaliação do professor de finanças do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec-RJ), Alexandre Espírito Santo, com um crescimento da economia da ordem de 2% em 2018, a rotatividade da mão-de-obra pode subir entre os mais qualificados. "A reforma trabalhista tem pontos positivos, pode facilitar acordos entre patrões e empregados", aponta Espírito Santo. Os dados da LDO mostram que a alta rotatividade vinha caindo desde 2013, quando esteve em 43,4% entre os celetistas (pela CLT) e 37,4% entre os estatutários (ex. funcionários públicos com estabilidade definida em estatutos) para a faixa de 40,9% entre celetistas e de 35,4% entre os estatutários. "Somado a elevada rotatividade de mão de obra e aos sucessivos aumentos do salário mínimo, a alta formalização do mercado de trabalho proporcionou significativos incrementos nos dispêndios com pagamento desses benefícios", considerou o documento da LDO 2018, ao analisar o período entre 2005 a 2016....

10/07/2017

MERCADO FINANCEIRO PREVÊ MENOS INFLAÇÃO E ALTA MENOR DO PIB NESTE ANO

O mercado financeiro voltou a reduzir suas estimativas de inflação para os anos de 2017 e de 2018 e também baixou a previsão de crescimento da economia brasileira neste ano. As expectativas foram coletadas pelo Banco Central na semana passada e divulgadas nesta segunda-feira (10) por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. Mais de cem instituições financeiras foram ouvidas. Para o comportamento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2017 – a "inflação oficial" do país –, o mercado baixou sua previsão de 3,46% para 3,38%. Foi a sexta queda seguida do indicador. Com isso, manteve-se a expectativa de que a inflação deste ano ficará abaixo da meta central para o ano, que é de 4,5%. A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e deve ser perseguida pelo Banco Central, que, para alcançá-la, eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic). A meta central de inflação não é atingida no Brasil desde 2009. À época, o país ainda sentia os efeitos da crise financeira internacional de forma mais intensa. Pelo sistema vigente no Brasil, a meta de inflação é considerada formalmente cumprida quando o IPCA fica dentro do intervalo de tolerância também fixado pelo CMN. Para 2017, esse intervalo é de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima do centro da meta. Assim, o BC terá cumprido a meta se o IPCA terminar este ano entre 3% e 6%. Para 2018, a previsão do mercado financeiro para a inflação caiu de 4,25% para 4,24% na quinta redução consecutiva. O índice segue abaixo da meta central (que também é de 4,5%) e do teto de 6% fixado para o período. Produto Interno Bruto Para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2017, o mercado financeiro reduziu sua estimativa de crescimento de 0,39% para 0,34%. O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. Em 2016, o PIB brasileiro caiu pelo segundo ano seguido e confirmou a pior recessão da história do país, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para 2018, os economistas das instituições financeiras mantiveram sua estimativa de expansão da economia em 2%. Taxa de juros O mercado financeiro baixou sua previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 8,5% para 8,25% ao ano no fechamento de 2017. Ou seja, os analistas passaram a estimar uma redução mais forte dos juros neste ano. Atualmente, a Selic está em 10,25% ao ano.....

06/07/2017

PREÇO DO LEITE AO PRODUTOR DEVE DIMINUIR 7,4%

São Paulo - O preço pago ao produtor pelo litro de leite deve recuar 7,4% nos próximos três meses. Conforme projeção da Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil), o valor pode cair para R$ 1,25 por litro. O preço médio do litro pago ao produtor foi de R$ 1,35 no mês passado, o que já representa retração de 1,48% sobre o valor bruto praticado pelas indústrias em maio. Entre os componentes que devem derrubar os preços está o aumento da produção, favorecida pelo clima chuvoso e a maior oferta de alimento aos animais no período de safra no Sul do País. "É natural que a maior oferta reduza o preço", observa o presidente da Apil, Wlademir Dall'Bosco. Ele afirma, no entanto, que esse excesso de volume não é a preocupação principal do setor, por não ser acima do esperado. "O que nos preocupa é a falta de demanda pelo produto no mercado interno", destaca. Na avaliação de Dall'Bosco, o consumo de produtos lácteos vem sendo afetado pela crise econômica. "O aumento do consumo depende da geração de emprego e renda, já que hoje, o consumo não é suficiente para esse volume de produção", acrescenta ele. O executivo também lista como razão para o recuo nos preços pagos ao produtor o aumento da importação de leite do Uruguai e da Argentina. Nos primeiros quatro meses do ano, a importação de produtos lácteos aumentou 6,7% em valor na comparação com mesmo período do ano passado e passou de US$ 204,2 milhões para US$ 218 milhões. "O preço médio do produto brasileiro está mais caro que o dos países vizinhos", Dall'Bosco. Para ele, o alto custo de produção e a tributação elevada deixam o produto brasileiro menos competitivo no mercado e abre espaço para as importações. A entrada em quantidade elevada do produto (leite em pó) vindo desses dois países é uma queixa recorrente no setor. O Brasil estabeleceu cotas de aquisição para a Argentina, com limite de 4,5 mil toneladas mensais. Mas ainda negocia com o Uruguai um acordo semelhante....

03/07/2017

DESEMPREGO PERMANECERÁ ELEVADO, MAS RENDA DE TRABALHADORES AUMENTA

São Paulo - A desocupação - que atinge 13,77 milhões de pessoas ou 13,3% da força de trabalho do País - deve seguir elevada no segundo semestre, sem perspectivas muito animadoras. A única boa notícia é que a renda dos 44,42 milhões de empregados mostra crescimento. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referente ao trimestre de março a maio, o número de pessoas desocupadas aumentou 2,33 milhões em relação a igual trimestre de comparação de 2016 para um total de 13,77 milhões de desempregados. Ao mesmo tempo, a renda média dos 33,258 milhões de empregados privados com carteira assinada cresceu 1,4% no período, assim como a renda média dos 11,165 milhões de trabalhadores do setor público tiveram uma evolução 1,9%, nessa comparação de iguais trimestres pelo IBGE. A "esperança" de especialistas consultados pelo DCI, é que esse pequeno aumento da renda do trabalhador com carteira assinada possa gerar a contratação de postos temporários no quarto trimestre para atender alguma alta do consumo no final de 2017. "O efeito do pagamento do Fundo de Garantia [de contas inativas] não foi nada desprezível na regularização de débitos das famílias, e com o 13° salário, a expectativa é de consumo em áreas como vestuário, calçados e supermercados no final do ano", aponta o assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), Jaime Vasconcellos. Outro fator que aponta uma pequena melhora para a renda e consumo no final do ano é o período de dissídios salariais em tempos de inflação baixa. "Nossos estudos mostram que a massa salarial deve crescer entre 1% a 2% acima da inflação. Os dissídios com reajustes reais tem sido mais recorrentes", identificou o economista. Dados do Salariômetro, que acompanha negociações salariais coletivas da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostram ganho real de 1 ponto percentual nos dissídios do mês de abril, e de 1,3 ponto percentual nas negociações de maio. A Federação das Indústrias do Paraná (FIEP) também relatou ganho médio real de 0,84 ponto percentual nos dissídios de maio e 0,46 ponto percentual nas negociações do mês de junho.

30/06/2017

IBGE: DESEMPREGO FICA EM 13,3% EM MAIO E ATINGE 13,8 MILHÕES

O desemprego ficou em 13,3% em maio, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da pesquisa Pnad Contínua. No mês passado, o Brasil tinha 13,8 milhões de desempregados. Trata-se de uma redução em relação à taxa de abril, que foi de 13,6%. Mas, na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o índice foi de 11,2%, o quadro foi de elevação (2,1 pontos percentuais). Segundo o instituto, é a segunda queda seguida da taxa desde 2014, mas a maior taxa para maio da série histórica, iniciada em 2012. A taxa de desemprego é medida pelo IBGE por meio de uma média móvel trimestral, ou seja, de três meses, portanto, o dado de maio se refere ao período de março a maio. O instituto divulga a taxa mensalmente. Para o IBGE, a taxa de desemprego permaneceu estável em relação ao trimestre de dezembro a fevereiro. A população desocupada permaneceu estável em relação ao trimestre terminado em fevereiro e 20,4% (mais 2,3 milhões de pessoas) maior que no mesmo trimestre de 2016. A população ocupada (89,7 milhões) manteve-se estável em relação ao trimestre terminado em fevereiro, mas caiu 1,3% (menos 1,2 milhão de pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2016. No ano, é a primeira vez que o contingente de desocupados fica abaixo de 14 milhões. "Nós tivemos uma desaceleração no processo de queda da população ocupada, mas essa desaceleração vem acompanhada de uma queda forte do contingente de carteira assinadas", analisa o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo....

27/06/2017

NÍVEL DE PRODUÇÃO AVANÇOU EM MINAS GERAIS

O nível de produção da indústria mineira avançou 13,5 pontos em maio no comparativo com abril, chegando a 53,9 pontos, segundo a Sondagem Industrial divulgada ontem pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). O indicador, no entanto, ainda não mostra recuperação do setor porque sofre o efeito calendário – maio teve mais dias úteis que abril – e veio acompanhado de índices que sinalizam desaquecimento da atividade, como recuo do emprego e acúmulo indesejado de estoque. Quanto às expectativas para os próximos seis meses, todos os indicadores recuaram na comparação com o mês anterior, mostrando os efeitos da crise política desencadeada pelas delações envolvendo o presidente Michel Temer (PMDB). “É um cenário de recuperação lenta e gradativa. E, com a instabilidade política, devemos continuar seguindo nesse ritmo”, disse a economista da Fiemg, Annelise Fonseca. O nível de produção de maio – 53,9 – também teve elevação no comparativo com maio de 2016 (46 pontos). Além disso, foi o segundo melhor resultado do ano, ficando atrás de março, que atingiu 55,3. Nos outros meses os resultados foram: janeiro, 43,2; fevereiro, 42,2; e abril 40,4. “Percebemos oscilações fortes na produção, devido ao efeito calendário. Em relação ao ano passado, os índices estão melhores, mas ainda não podemos falar em tendência forte de recuperação”, reforçou Annelise. De acordo com a Sondagem Industrial, o nível de emprego ficou em 47,5 pontos em maio, tendo recuo no comparativo com abril (48,3). O índice mostrou avanço de 3 pontos na comparação com maio de 2016. Já quanto à utilização da capacidade instalada efetiva considerada usual para o mês, houve um avanço de 6,3 pontos com relação a abril, elevando o índice para 40,7 em maio. Esse é o melhor resultado desde novembro de 2014 (40,9). Ainda assim, o índice continua menor que 50, indicando ociosidade...

26/06/2017

APÓS PERDER VENDAS E CANCELAR BÔNUS, AMBEV FOCA EM PREÇO E VOLTA A CRESCER

O ano de 2016 foi um dos piores da história da gigante de bebidas Ambev. A queda de 5,5% nas vendas reduziu os volumes da empresa ao nível mais baixo desde 2009. O resultado foi tão fraco que deixou os funcionários sem bônus. Desde o início do ano passado, os números ruins já se prenunciavam. Por isso, o diretor-geral da Ambev, Bernardo Paiva, colocou o pé na estrada para fazer uma gestão mais próxima de supermercados e bares, a fim de buscar soluções para o negócio. Desde então, ele passa ao menos dois dias por semana fora do escritório central, em São Paulo. Essa peregrinação foi motivada pela forte queda nas vendas no primeiro trimestre de 2016, quando o volume da companhia caiu 7,5% ante o mesmo período de 2015. Ao longo do ano passado, vários desafios se impuseram à companhia, que sofreu com a alta de impostos de bebidas, os custos de uma operação de hedge (proteção) para a flutuação do dólar e a agressiva estratégia de preços da concorrência. De certa forma, explica o analista Gabriel Vaz de Lima, do Bradesco BBI, a gigante brasileira das bebidas enfrentou uma “tempestade perfeita”. Em entrevista ao Estado, o diretor-geral da Ambev afirmou que era preciso achar uma forma criativa de superar os reveses. “O mercado de cerveja depende da renda disponível do consumidor. Num cenário de crise, era necessário desenvolver estratégias para deixar nosso portfólio mais forte”, conta Paiva.

26/06/2017

MERCADO BAIXA ESTIMATIVAS DE INFLAÇÃO E DE ALTA DO PIB PARA 2017 E 2018

Os economistas do mercado financeiro reduziram suas estimativas de inflação e de alta do Produto Interno Bruto (PIB) para os anos de 2017 e de 2018. As expectativas foram coletadas pelo Banco Central na semana passada e divulgadas nesta segunda-feira (26) por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. Mais de cem instituições financeiras foram ouvidas. Para o comportamento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2017 – a "inflação oficial" do país –, o mercado baixou sua previsão de 3,64% para 3,48%. Foi a quarta queda seguida do indicador. Com isso, manteve-se a expectativa de que a inflação deste ano ficará abaixo da meta central para o ano, que é de 4,5%. A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e deve ser perseguida pelo Banco Central, que, para alcançá-la, eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic). A meta central de inflação não é atingida no Brasil desde 2009. À época, o país ainda sentia os efeitos da crise financeira internacional de forma mais intensa. Pelo sistema vigente no Brasil, a meta de inflação é considerada formalmente cumprida quando o IPCA fica dentro do intervalo de tolerância também fixado pelo CMN. Para 2017, esse intervalo é de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima do centro da meta. Assim, o BC terá cumprido a meta se o IPCA terminar este ano entre 3% e 6%. No ano passado, a inflação ficou acima da meta central, mas dentro do intervalo definido pelo CMN. Já em 2015 a meta foi descumprida pelo BC – naquele ano, a inflação superou a barreira dos 10%. Para 2018, a previsão do mercado financeiro para a inflação caiu de 4,33% para 4,30%. O índice segue abaixo da meta central (que também é de 4,5%) e do teto de 6% fixado para o período. Produto Interno Bruto Para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2017, o mercado financeiro reduziu sua estimativa de crescimento de 0,40% para 0,39%. O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. Em 2016, o PIB brasileiro caiu pelo segundo ano seguido e confirmou a pior recessão da história do país, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)....

19/06/2017

RETOMADA DA ECONOMIA PODE SER MAIS (OU MENOS) DEMORADA QUE A ANTECIPADA, DIZ ILA

Brasília - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse nesta segunda-feira, 19, em São Paulo, que a retomada da economia pode ser mais (ou menos) demorada que a antecipada. O comentário, feito a uma plateia de investidores em evento do Bradesco, retoma ideia contida nos comunicados mais recentes do BC. De acordo com Ilan Goldfajn, "a manutenção, por tempo prolongado, de níveis de incerteza elevados sobre a evolução do processo de reformas e ajustes na economia pode ter impacto negativo sobre a atividade econômica". Desde que estourou a crise política trazida pelas delações de executivos da JBS, o BC tem externado preocupações quanto ao efeito da turbulência sobre o andamento das reformas - em especial, da Reforma da Previdência, que tramita na Câmara. "O fator de risco principal é o aumento de incerteza sobre a velocidade do processo de reformas e de ajustes na economia", disse Ilan. "Isso se dá tanto pela maior probabilidade de cenários que dificultem esse processo quanto pela dificuldade de avaliação dos efeitos desses cenários sobre os determinantes da inflação." Entre os determinantes da inflação, Goldfajn citou a atividade econômica, as expectativas de inflação, as estimativas da taxa de juros estrutural e os preços de ativos financeiros relevantes. "É necessário acompanhar possíveis impactos do aumento de incerteza recente sobre a trajetória prospectiva da inflação", disse o presidente do BC. "Por um lado, a manutenção, por tempo prolongado, de níveis de incerteza elevados sobre a evolução do processo de reformas e ajustes na economia podem ter impacto negativo sobre a atividade econômica e, portanto, desinflacionário. Por outro lado, o impacto da incerteza sobre a formação de preços e sobre as estimativas da taxa de juros estrutural pode ter impacto oposto", disse. Para ele, as projeções condicionais do Copom envolvem hoje maior grau de incerteza....

25/05/2017

EM 12 MESES, DEMANDA POR CRÉDITO SOFRE QUEDA DE 8,5%

São Paulo - A demanda por crédito caiu 2,3% de março para abril deste ano, segundo dados da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), divulgados ontem. A diminuição entre estes dois períodos segue a tendência dos últimos 12 meses, que registrou queda acumulada de 8,5%. O cenário, segundo o levantamento, reflete o receio do consumidor em relação a despesas futuras, que ainda pode ser afetado negativamente caso a crise política, em ebulição desde a última quarta-feira (17) afete a saída do País da recessão. Alguns aspectos de melhora também foram percebidos nos dados do SCPC. A singela estabilização da economia registrada nos últimos meses foi refletida pela desaceleração da queda registrada entre maio de 2016 e abril de 2017 frente aos 12 meses anteriores. "A demanda não está em um nível ideal, mas, na comparação com o ano anterior, tem uma melhora", comenta o economista da Boa Vista SCPC, Yan Cattani. Para os próximos meses, a confiança sobre a queda da inflação e do repasse da trajetória de corte nos juros para o consumidor final é o que garante o otimismo em relação ao crescimento da demanda pelo crédito, de acordo com o especialista. "Demora entre seis e sete meses para que a diminuição dos juros comece a afetar essa procura", aponta Cattani. O Banco Central do Brasil anunciou a primeira redução em outubro do ano passado, e a expectativa é que a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) decida pelo corte em 1 ponto porcentual da taxa Selic, de 11,25% para 10,25%. A delação da JBS e a instabilidade do governo Temer também entram na balança das previsões sobre o crédito, em um cenário mais pessimista. Para Cattani, uma paralisação da retomada recairia sobre os investimentos do setor produtivo, aumentando as taxas de desemprego e a desconfiança do consumidor. "Ainda é muito difícil prever algo em cima deste cenário", ponderou, refletindo a reação geral do mercado, que espera desdobramentos da crise política para estabelecer novas projeções. Instituições financeiras - Considerando os segmentos que compõem o indicador, na avaliação dos últimos 12 meses, as instituições financeiras representaram a queda mais acentuada, de 13,4%, mais que o dobro da procura no segmento não-financeiro, como o varejo que oferece crédito ao consumidor na hora da compra. Neste, foi registrada uma diminuição de 5,4% na demanda. "Bancos fecham e abrem mais rápido a peneira do crédito, mas cobram antes de quem deve." Segundo Cattani, isso acontece porque o setor bancário é mais volátil, enquanto o segmento não-financeiro tem uma melhor relação com o consumidor. O economista explica, ainda, que nas instituições não-financeiras existem outras formas de oferta de crédito, como por meio de carnês e boletos. "O parcelamento de compras nesses moldes pode ter incidência de juros mais elevadas, mas não são necessariamente maiores que outras modalidades de crédito rotativo, por exemplo."

23/05/2017

MEIRELLES AFIRMA QUE REFORMA DEVE SOFRER ATRASO

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou ontem que o cronograma da reforma da Previdência deverá sofrer atraso em função da nova crise política, mas disse que acredita na aprovação da proposta, mesmo sem o presidente Michel Temer. Em conversa por telefone com investidores, Meirelles afirmou que seu cenário-base contempla a permanência de Temer no cargo. Ainda que isso não aconteça, ressaltou não enxergar possibilidade de a oposição contrária às reformas assumir o poder e mudar o curso da política econômica. "A agenda de reformas nesse momento se tornou parte da agenda do Congresso. Os líderes mais importantes do Congresso já entenderam que as medidas fiscais têm de ser aprovadas e estamos seguindo adiante", disse ele. Temer virou alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da Justiça em investigação aberta com base em acordo de delação fechado por Joesley Batista, do grupo JBS. O plenário do STF decidirá na quarta-feira se aceita ou não o pedido de Temer para suspender o inquérito contra ele. A divulgação na semana passada de conversa gravada por Joesley com Temer injetou forte volatilidade no mercado, com agentes passando a questionar a viabilidade das reformas, em especial a da Previdência, considerada crucial para o reequilíbrio fiscal. Meirelles admitiu que o governo não possui os 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência no plenário da Câmara dos Deputados com base no posicionamento público dos parlamentares. Porém, afirmou que vários deputados lhe disseram que irão apoiar a proposta no momento certo.

18/05/2017

DÓLAR FUTURO ATINGE LIMITE MÁXIMO, NA CASA DE R$3,32, APÓS DENÚNCIAS E

São Paulo - O dólar futuro disparava na abertura dos negócios desta quinta-feira, atingindo o limite máximo permitido de 3,3235 reais para este pregão, depois de denúncias envolvendo o presidente Michel Temer. Segundo informações da B3, o dólar futuro tem limite de negociação diária de 6 por cento, para cima ou para baixo e, uma vez atingido, só podem sair negócios dentro desse nível. Ainda não foram registrados negócios no mercado à vista, com os investidores evitando tomar posições diante das graves denúncias. Por enquanto, o Banco Central manteve a oferta de até 8 mil swaps cambiais tradicionais --equivalentes à venda futura de moedas-- para rolagem do vencimento de junho. A autoridade monetária divulgou nota mais cedo informando que está monitorando o impacto das informações divulgadas e que atuará para manter a "plena funcionalidade dos mercados". Segundo o BC, isso inclui o mercado de câmbio. Na noite passada, o jornal O Globo noticiou que Joesley Batista, um dos controladores do frigorífico JBS, gravou Temer concordando com pagamentos para manter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, que está preso. Assim que a notícia chegou ao Congresso, a oposição não perdeu tempo para pedir o impeachment de Temer, enquanto líderes governistas, pegos de surpresa, pediam cautela com a informação, evitando fazer defesas mais taxativas. Especialistas afirmaram que o governo foi fortemente abalado e, assim, as reformas consideradas essenciais para recuperar a economia serão afetadas.

12/05/2017

RETOMADA DA CONFIANÇA NA ECONOMIA FOI A APOSTA DO PRIMEIRO ANO DE TEMER

O ano do ajuste. Um duro ajuste. Para economistas e analistas do mercado financeiro, assim foi o primeiro ano do governo de Michel Temer na gestão da economia. Há consenso de que, considerando o ponto de partida, o País está muito melhor. A maior vitória, consideram, ocorreu no terreno das expectativas. O Brasil recuperou a confiança, patrimônio essencial para a saúde financeira de qualquer nação. A regeneração das finanças públicas e a saída da recessão, porém, não seguiram na mesma velocidade. Em parte porque a herança do governo anterior era mais pesada do que se supunha, mas também como resultado de estratégias adotadas pelo atual governo, avaliam os economistas. "Todo presidente da República precisa entender o seu mandato, pois, sobre cada um, recai uma expectativa diferente. Temer deveria mudar, em curto espaço de tempo, a estrutura da política econômica e estabilizar a bolha que estourou na economia: nisso, ele foi um sucesso", diz o economistas Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A estabilização aparece na reversão dos chamados indicadores de "alta frequência", sensíveis ao humor do mercado. O risco país - que, quanto mais baixo, melhor - é o principal exemplo da virada. Despencou. Estava encostando em 500 pontos, quando teve início o processo de impeachment. Ontem, fechou em 205 pontos. Para Mendonça de Barros e outros economistas, a melhora nas expectativas foi fruto da habilidade na montagem de um tripé. "O mérito de Temer foi escolher uma equipe econômica de qualidade e credibilidade; estabilizar a queda no vácuo em que vínhamos - estabilizar, ainda não deu para reverter coisas como o aumento do desemprego; e criar a confiança no futuro, a partir do resgate da agenda de reformas. O resto são questões de segunda ordem", diz ele. Ajustes "Questões de segunda ordem", porém, começam a preocupar parte dos especialistas. Uma delas é a opção pelo ajuste de longo prazo, via reformas, como a da Previdência, sem que fossem feitas ações de curto prazo para tirar a economia do marasmo ou estancar a deterioração das contas públicas. Nisso, o governo teria perdido oportunidades. Expectativas melhores são vistas como trunfos duplos. Ao mostrarem que o mercado financeiro tem confiança no futuro do País, permitem que os governos tenham espaço para serem mais ativos no presente, define a economista Mônica de Bolle, pesquisadora do Instituto Peterson de Economia Internacional, em Washington. "Se a expectativa melhora, o Banco Central pode ser agressivo no corte de juros e o governo, acabar com desonerações. Não vimos nada disso, mesmo com a recessão derrubando a inflação e a arrecadação", diz ela. Segundo Mônica, colocar todas as fichas nas reformas, na expectativa, é uma estratégia arriscada. "Expectativas otimistas não derrubam o desemprego, não mudam o que empresários sentem na pele, numa recessão", diz Mônica.....

12/05/2017

CONSUMIDORES DEVEM GASTAR CERCA DE R$ 173 COM PRESENTE PARA O DIA DAS MÃES

O Dia das Mães será celebrado no próximo domingo (14) e 59% dos consumidores têm a intenção de presentear na data. Entre eles, o valor médio a ser gasto neste ano é de R$ 173, segundo dados revelados pela FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo). O estudo aponta que o número dos que não pretendem presentear aumentou de 19% para 25% na passagem de 2016 para 2017. Esse porcentual, somado aos que dizem que não têm contato com as mães (que caiu de 21% para 15%), chega a 40%, valor também igual ao do ano passado. O principal motivo citado pelos que não comprarão um presente é o endividamento ou a ausência de condições financeiras (45%), ante os 52% que alegaram o mesmo motivo no ano passado. Na sequência, outros motivos correspondem a 36% e 9% dizem que não costumam dar presentes em datas comemorativas. Setores O setor que poderá atrair mais consumidores é o de vestuário, calçados e acessórios, com 40% da preferência dos entrevistados. Em segundo lugar, aparecem os perfumes e cosméticos, com 19%. Coincidentemente, os produtos mais desejados pelas mães para este ano são vestuário, calçados e acessórios (29%) e perfumes e cosméticos (13%), embora itens como celulares (10%), eletrodomésticos (9%) e aparelhos de TV e som (5%) também estejam na lista. Dívidas Os dados da pesquisa mostram ainda que desemprego e as condições financeiras desfavoráveis são fatores que ainda preocupam os paulistanos e intimidam um consumo mais expressivo para o Dia das Mães. Com isso, o consumidor quer evitar contrair novas dívidas. Por isso, 94% dos entrevistados diz não estar disposto a recorrer a financiamentos ou empréstimos para comprar presentes na data....

05/05/2017

Saiba quando dizer ‘sim’ ou ‘não’ a uma reivindicação da equipe

Interromper um desconforto, implementar uma nova ideia ou simplesmente resolver um problema que atinge seus membros estão entre os principais motivos de uma reivindicação feita em equipe. No entanto, Sílvio Celestino, sócio-fundador da Alliance Coaching, explica não ser recomendável ao líder atender indiscriminadamente a todas as reivindicações, tanto quanto recusá-las simplesmente para mostrar força perante a equipe. O ideal, segundo o especialista, é antes de qualquer decisão, o gestor considerar alguns fatores. Veja quais Celestino listou: 1) Viabilidade da reivindicação O líder deve observar se o que a equipe solicita cumpre as condições legais sob as quais a empresa é regida. Infelizmente, nossa legislação trabalhista é muito atrasada, e, por vezes, uma solicitação que parece ser uma questão de bom senso não é possível de ser atendida porque a lei não permite, ou colocaria a empresa diante de um risco jurídico. Outro aspecto importante é saber se o que se está sendo solicitado está de acordo com as regras de segurança. Não é possível conceder algo que fira essas regras. Observar, também, se não causará divergência de tratamento em relação aos membros de outros setores. Atender à reivindicação poderá causar problemas maiores na totalidade da empresa. Uma última recomendação é verificar o custo do que está sendo reivindicado. Afinal, se algo não está no orçamento, não deve ser atendido, ou deve-se readequá-lo com as compensações pertinentes.

26/04/2017

PLENÁRIO DA CÂMARA VOTA REFORMA TRABALHISTA NESTA QUARTA

O Plenário da Câmara dos Deputados vota nesta quarta-feira (26) o projeto de lei que trata da reforma trabalhsita (PL 6787/16). O relatório foi aprovado ontem (25) na comissão especial que debateu o tema por 27 votos a 10 e nenhuma abstenção, com ressalvas aos destaques incluídos no relatório durante a discussão. Depois de apresentar o relatório com nova redação, o relator Rogério Marinho (PSDB-RN) acatou algumas alterações sugeridas por parlamentares, entre as quais a proibição de que o pagamento de benefícios, diárias ou prêmios possam alterar a remuneração principal do empregado e a inclusão de emenda que prevê sanções a patrões que cometerem assédio moral ou sexual. Marinho disse que, após a votação, vai se reunir com integrantes da bancada feminina para definir acordo sobre mais alterações em torno de alguns pontos, em especial o que trata do trabalho de grávidas e lactantes em ambientes insalubres. O texto consolidado com todas as mudanças incorporadas ainda não foi divulgado. A oposição ainda tentará votar os destaques em separado antes do início da Ordem do Dia no plenário. O relator disse que poderá fazer mudanças até o momento da votação em plenário, prevista para começar no período da tarde. Veja a seguir os principais pontos do parecer de Marinho: Negociado sobre o legislado Considerada a "espinha dorsal" da reforma trabalhista, esse ponto permite que as negociações entre patrão e empregado, os acordos coletivos tenham mais valor do que o previsto na legislação. O texto enviado pelo governo previa que o negociado sobre o legislado poderia ser aplicado em 13 situações, entre as quais plano de cargos e salários e parcelamento de férias anuais em até três vezes. O substitutivo de Marinho aumentou essa possibilidade para quase 40 itens. O parecer mantém o prazo de validade de dois anos para os acordos coletivos e as convenções coletivas de trabalho, vedando expressamente a ultratividade (aplicação após o término de sua vigência). Foi alterada a concessão das férias dos trabalhadores. A medida enviada pelo governo prevê que as férias possam ser divididas em até três períodos. No parecer, o relator propõe que não é permitido que um dos períodos seja inferior a 14 dias corridos e que os períodos restantes não sejam inferiores a cinco dias corridos cada um. Além disso, para que não haja prejuízos aos empregados, vedou-se o início das férias no período de dois dias que antecede feriado ou dia de repouso semanal remunerado. Para Marinho, ao se abrir espaço para que as partes negociem diretamente condições de trabalho mais adequadas, sem revogar as garantias estabelecidas em lei, o projeto possibilita maior autonomia às entidades sindicais, ao mesmo tempo em que busca conferir maior segurança jurídica às decisões que vierem a ser negociadas. Por outro lado, a lista de pontos previstos em lei que não poderão ser alterados por acordo coletivo chegou a 29. O projeto original proibia mudanças apenas em normas de segurança e medicina do trabalho. O novo texto, prevê, entre outros, a liberdade sindical e o direito de greve; FGTS; salário mínimo; décimo terceiro salário; hora-extra, seguro-desemprego, salário família; licenças-maternidade e paternidade; aposentadoria; férias; aviso prévio de 30 dias; e repouso semanal remunerado. Fim da contribuição sindical obrigatória Marinho propõe que a contribuição sindical fique restrita aos trabalhadores e empregadores sindicalizados. O desconto do pagamento da contribuição deve ser feito somente depois de manifestação favorável do trabalhador ou da empresa. "Criada em uma época em que as garantias constitucionais estavam suspensas, a contribuição sindical tem inspiração claramente fascista, uma vez que tinha como principal objetivo subsidiar financeiramente os sindicatos para que dessem sustentação ao governo", afirmou Marinho. O tributo é recolhido anualmente e corresponde a um dia de trabalho, para os empregados, e a um percentual do capital social da empresa, no caso dos empregadores. Segundo o deputado, o país tem 17 mil sindicatos que recolhem R$ 3,6 bilhões em tributos anualmente. "Não há justificação para se exigir a cobrança de uma contribuição de alguém que não é filiado e que, muitas vezes, discorda frontalmente da atuação de seu sindicato", destacou o relator. Para Marinho, os sindicatos se fortalecerão com o fim da obrigatoriedade da cobrança de um dia de trabalho por ano, e a mudança vai acabar com instituições sem representatividades, o que chamou de "sindicatos pelegos". Trabalho intermitente A proposta do relator prevê a prestação de serviços de forma descontínua, podendo o funcionário trabalhar em dias e horários alternados. O empregador paga somente pelas horas efetivamente trabalhadas. A modalidade, geralmente praticada por donos de bares, restaurantes, eventos e casas noturnas, permite a contratação de funcionários sem horário fixo de trabalho. Atualmente, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) prevê apenas a contratação parcial de forma descontínua, com duração que não exceda a 25 horas semanais. O contrato de trabalho nessa modalidade deve ser firmado por escrito e conter o valor da hora de serviço...

04/04/2017

CONTAS DE LUZ DE ABRIL VIRÃO COM BANDEIRA VERMELHA, ANUNCIA A ANEEL

Brasília - As contas de luz de abril vão incluir a bandeira vermelha, o que vai implicar na cobrança de taxas extras para todos os consumidores do País. A decisão foi anunciada na sexta-feira pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com a bandeira vermelha, que será aplicada em seu primeiro patamar, será adicionado R$ 3,00 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos. O sistema de bandeiras é atualizado mensalmente pela Aneel, que avalia a situação dos reservatórios em todo o País para tomar uma decisão. Em março, as chuvas já tinha ficado abaixo das expectativas, o que levou à necessidade de acionar mais termelétricas para abastecer o País. Na avaliação da agência, a situação se agravou. A preocupação agora é poupar água nos reservatórios para garantir que não haja escassez depois do fim do período chuvoso. Para guardar essa água, é necessário ligar mais usinas termelétricas. Há mais de um ano a bandeira vermelha não era acionada. O recurso ficou acionado durante todo o ano de 2015 e janeiro e fevereiro de 2016. Desde então, as contas mensais oscilaram entre bandeiras verdes e amarelas. A bandeira vermelha possui dois patamares de cobrança. Quando o custo das termelétricas ligadas supera R$ 422,56 por megawatt-hora (MWh), a Aneel utiliza o primeiro patamar da bandeira vermelha, que adiciona entre R$ 3,00 a cada 100 kWh consumidos. Se o valor for superior a R$ 610,00 por MWh, o sistema atinge o segundo patamar da bandeira vermelha, cujo acréscimo é de R$ 3,50 a cada 100 kWh. Em março, esse custo ficou entre R$ 211,28 por MWh e R$ 422,56 por MWh, nível em que é aplicada a bandeira amarela, que adiciona R$ 2,00 para cada 100 kWh consumidos. De dezembro a fevereiro, havia vigorado a bandeira verde, sem nenhuma cobrança adicional na conta de luz, porque o custo das térmicas acionadas ficou abaixo de R$ 211,28 por Mwh.

04/04/2017

TEMER SANCIONA TERCEIRIZAÇÃO COM TRÊS VETOS, SEM SALVAGUARDA PARA O TRABALHADOR

BRASÍLIA - O presidente Michel Temer sancionou o projeto de lei que regulamenta a terceirização irrestrita, aprovado pela Câmara dos Deputados na semana passada. A lei foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União, com três vetos parciais ao texto aprovado na Câmara, conforme antecipou a Coluna do Estadão. A medida já tem efeito a partir desta sexta-feira, 31. Com isso, as empresas já podem contratar trabalhadores terceirizados para qualquer função. Antes, o entendimento em vigor era de que essa contratação só era permitida para funções que não fossem a atividade-fim da empresa. Por exemplo, uma montadora poderia ter terceirizados nas funções de limpeza ou de segurança, mas não na linha de produção. O principal veto no projeto sancionado por Temer é o que permitia que o prazo do contrato do trabalhador temporário poderia ser alterado mediante acordo ou convenção coletiva. Com isso, os contratos temporários terão 180 dias e poderão ser prorrogados por até 90 dias. Ou seja, a duração máxima dos contratos será de 9 meses. Outros dois trechos, segundo o Palácio do Planalto, foram vetados porque dispunham sobre direitos trabalhistas que já são assegurados pela Constituição. Um deles obrigaria o registro, na carteira de trabalho, da condição de temporário. O outro assegurava aos trabalhadores temporários direitos como salário e jornada e equivalentes ao recebido por empregados na mesma função ou cargo. Ele também assegurava INSS, FGTS, férias e 13.º salário proporcionais. De acordo com o Planalto, outros ajustes na lei serão realizados por meio de emendas à proposta da reforma trabalhista. Com a decisão de sancionar o projeto antes do prazo final (14 de abril), o governo desistiu de editar uma MP para colocar as proteções aos trabalhadores terceirizados. A expectativa é que a o texto da reforma trabalhista seja votado no mês que vem....

28/03/2017

A competição na sua empresa é incentivada de maneira positiva?

Dependendo de como ela é comunicada, pode levar a comportamento antiético dos envolvidos A competição é um elemento comum em muitos ambientes de trabalho, seja por meio de práticas formais como sistemas de avaliação de desempenho que classificam os funcionários em rankings, ou pela presença de culturas corporativas que valorizam sair na frente de colegas. Estudos apontam que os resultados de incentivar a competição interna nem sempre são positivos, podendo levar a "atalhos" pouco éticos na busca pelo primeiro lugar. Tudo vai depender, no entanto, de como a liderança da companhia apresenta a competição aos funcionários. A recomendação é de pesquisadores da London Business School, do Banco Mundial e da PwC, que detalharam suas descobertas em um artigo recente na Harvard Business Review. Em um estudo com 204 funcionários de empresas de diversos setores, eles analisaram a relação entre políticas de recompensa como bônus, gestão de performance e promoções e os comportamentos adotados pelos profissionais para se destacarem junto aos colegas. Estes poderiam ser considerados criativos, como buscar novos processos e tecnologias, ou antiéticos, como receber o crédito pelo trabalho alheio ou sabotar os pares. Os resultados apontaram que quando as políticas da empresa causavam empolgação nos funcionários, eles tinham mais propensão a usar a criatividade para atingir os objetivos. Já quando o efeito era gerar ansiedade em relação às práticas, a tendência era a adoção de comportamentos prejudiciais aos outros. Em outro experimento com 475 gerentes, os pesquisadores focaram em como os gestores poderiam influenciar a maneira como os funcionários receberiam as práticas de competição, para tentar gerar empolgação e não ansiedade. "Apesar de empresas poderem, supostamente, influenciar as reações dos funcionários com o redesenho dos sistemas de gestão de performance e incentivo, mudanças estruturais tão grandes são muitas vezes difíceis de serem alcançadas por executivos individualmente", apontam....

17/03/2017

FRENTE CSE E UNECS DEBATEM REFORMAS TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA

A Frente Parlamentar Mista em Defesa do Comércio, Serviços e Empreendedorismo (Frente CSE) e as líderes dos setores do comércio e serviços se reuniram ontem (15), em Brasília, para discutir dois temas em prol do desenvolvimento nacional: as reformas previdenciária e trabalhista. Durante o debate que contou com cerca de 40 parlamentares e representantes da União Nacional de Entidades de Comércio e Serviços (UNECS) foram destacados os temas do trabalho intermitente e terceirização na pauta da reforma trabalhista; e o limite do tempo de contribuição e acúmulo de benefícios, além de outros pontos da reforma da Previdência. A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) foi representada pelo presidente do Conselho Consultivo e coordenador da UNECS, Fernando Yamada, pelos vice-presidentes Mário Habka, Paulo Pompilio e Valdemar Martins do Amaral, e também pelo diretor de Relações Institucionais, Alexandre Seabra. Reforma da Previdência O crescimento populacional e o aumento da expectativa de vida são fatores que juntos ampliam o tempo de recebimento do benefício previdenciário. Foi o que pontuou o relator da proposta da reforma da Previdência, o deputado federal Arthur Maia (PPS-BA), na reunião. "A combinação desses dois fatores leva a uma situação muito difícil, além do que o Brasil é um dos pouquíssimos países do mundo que ainda mantém a aposentadoria pela via do tempo de contribuição", ressaltou Maia....

13/03/2017

IPCA DE FEVEREIRO É O MAIS BAIXO PARA O MÊS DESDE 2000, AFIRMA IBGE

Rio, 10 - A taxa de inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou fevereiro no menor nível para o mês desde o ano 2000, quando estava em 0,13%, informou nesta sexta-feira, 10, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com a alta de 0,33% no IPCA de fevereiro, o resultado acumulado em 12 meses desacelerou de 5,35% em janeiro para 4,76% em fevereiro, menor patamar desde setembro de 2010, quando estava em 4,70%. A inflação registrada no mês de fevereiro de 2016 tinha sido de 0,90%. Alimentos Os preços dos alimentos tiveram uma queda de 0,45% em fevereiro, contribuindo para conter a inflação do mês em 0,11 ponto porcentual, de acordo com os dados do IPCA divulgados pelo IBGE. O grupo Alimentação e Bebidas, maior impacto negativo sobre o índice, apresentou o menor resultado desde julho de 2010, quando os alimentos ficaram 0,76% mais baratos. Considerando apenas os meses de fevereiro, o resultado de alimentação foi o mais baixo da série histórica a partir do início do Plano Real, em 1994. Considerando os alimentos para consumo em casa, o recuo nos preços alcançou 0,75% em fevereiro, devido a reduções em todas as regiões pesquisadas: de -0,39% em São Paulo até -1,57% em Campo Grande. Vários itens importantes na cesta de consumo do brasileiro ficaram mais baratos em fevereiro, como feijão-carioca (-14,22%) e frango inteiro (-3,83%). Já os alimentos consumidos fora do domicílio ficaram 0,11% mais caros.

07/03/2017

SETOR DE ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL CRESCE APOIADO NO MAIOR APETITE DO BRASILEIRO

São Paulo - Para conciliar saúde e alimentação, 66% dos brasileiros se mostram dispostos a pagar mais pelas refeições balanceadas. O número, divulgado pela Nielsen, aponta o potencial do consumo desses itens, ainda que o segmento de restaurantes voltados à alimentação saudável tenha crescido menos que a média do setor ano passado. De acordo com dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o segmento de alimentação cresceu, em média 8,8% ao longo do ano passado, resultado um pouco melhor que de estabelecimentos especificamente voltados à alimentação saudável, onde o avanço no mesmo período, sobre 2015, foi de 6,6%. O motivo, segundo o diretor de inteligência de mercado da ABF, Claudio Tieghi, é que as empresas que não atuam especificamente nesse mercado - de olho no potencial desse tipo de alimento - têm incrementado opções mais balanceadas em seus cardápios. "O que estamos observando, principalmente no Brasil, é o fato das pessoas estarem deixando de fazer alimentação no lar. Por conta disso, as empresas estão buscando um mix de produtos com alimentos mais saudáveis; com uma oferta mais balanceada e maior valor nutricional', contou o executivo ao DCI, lembrando que cerca de 51% das empresas de alimentação oferecem algum tipo de opção saudável em seu menu. O Pedidos Já, plataforma de delivery on-line, admite a melhora na procura e demanda, mas alerta que o fenômeno pode estar ligado ao período do ano. "Sentimos uma alta no número de restaurantes no setor. Além de mais estabelecimentos, houve aumento da procura pelo consumidor. A estimativa é de continuar crescendo. Por ser verão, as pessoas querem colocar mais opções saudáveis no prato, seja na rua ou em casa", informa a gerente comercial da empresa, Bruna Rebello....

06/03/2017

- LANÇADO PELA ACATS EM SC O PROJETO “SUPERMERCADOS SOLARES”

Em parceria com a empresa Engie Solar, a Associação Catarinense de Supermercados (ACATS) promoveu na última quinta-feira (2/3), em Florianópolis, o lançamento do projeto "Supermercados Solares". Trata-se de uma parceria inédita no Brasil para possibilitar o uso de energia solar por parte dos supermercados catarinenses associados à entidade, aproveitando a disponibilidade dos telhados das lojas. Na oportunidade, o BRDE, formalizou um protocolo de intenções com o objetivo de disponibilizar linhas de financiamento a supermercados que participem do projeto Supermercados Solares. Participaram do evento o presidente executivo da ACATS, Paulo Cesar Lopes, o presidente da Engie Brasil, Eduardo Sattamini, o presidente da Engie Solar, Rodolfo de Sousa Pinto e o superintendente de SC do BRDE, Nelson Ronnie dos Santos e a diretora do Imetro-SC, Elisabete Fernandes. A ACATS esteve também representada pelo vice-presidente Administrativo e Financeiro, Lucio Matos, também presidente do Singa, pelo vice-presidente Regional Delamar Silva Filho, pelo diretor executivo Antonio Carlos Poletini e pelo conselheiro Mário Cesar Pacheco. Ineditismo do projeto Em sua manifestação, o presidente da Engie Brasil, Eduardo Sattamini, afirmou que os negócios com a matriz da energia solar estão evoluindo no Brasil e torna-se estratégico para a empresa atuar neste segmento a fim de completar a oferta do serviço de fornecimento de energia para o mercado. Sattamini também destacou a oportunidade da parceria com a ACATS, a primeira Entidade a se posicionar de forma inovadora em favor dessa busca de uma nova alternativa energética. O presidente executivo da ACATS, Paulo Cesar Lopes, considerou este lançamento uma data importante para o setor supermercadista catarinense, avançando mais uma etapa no Programa de Eficiência Energética (PEE/ACATS) lançado em 2015.

06/03/2017

BRASIL PODE TER META DE INFLAÇÃO MENOR

SÃO PAULO - O Brasil já tem condições de ter uma meta de inflação mais baixa do que os atuais 4,5%, para 17 de 25 instituições do mercado financeiro ouvidas pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Segundo analistas, o País poderia estipular uma nova faixa entre 4% e 4,25%. Uma eventual mudança poderá ocorrer em junho, quando o Conselho Monetário Nacional (CMN) se reunirá para ratificar ou não a meta de 2018 e fixar a do ano seguinte. No ano passado, o CMN decidiu que a meta para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2018 seria de 4,5%, com uma margem de 1,5 ponto porcentual, para cima ou para baixo. O sistema foi adotado em 1999. A desaceleração consistente da inflação corrente e das expectativas inflacionárias estão refletindo em grande parte os efeitos da pior recessão já enfrentada pelo País. Para alguns economistas, além desse cenário, o otimismo com o avanço nas medidas fiscais justificariam uma redução. Se a mudança for confirmada, o Banco Central passaria um sinal maior de confiança ao mercado. No boletim Focus da última quarta-feira, 1.º, as projeções para o IPCA nos próximos anos já estão abaixo de 4,5%. Para este ano, a mediana caiu para 4,36% e foi mantida em 4,50% para 2018. Como o cenário parece favorável ao arrefecimento de preços, essas estimativas podem ceder ainda mais. Para Heron do Carmo, economista da Universidade de São Paulo, o País tem hoje uma janela de oportunidade para trabalhar com uma perspectiva de inflação mais baixa. "Tivemos uma situação parecida em 2006, em que o resultado de inflação ficou abaixo da meta, e não aproveitamos para reduzir. Foi um erro grave. Sinalizar que a intenção é chegar aos 3% é uma forma de não jogar fora o esforço que fizemos nos últimos 30 anos." "A redução da meta ajudaria a coordenar as expectativas de inflação corrente, e o Banco Central atual tem confiança para isso. Na economia real, 0,5 ponto porcentual pode não fazer diferença em um primeiro momento, mas aliviaria o custo social em um período mais longo, impactando em contratos e preços", diz Claudio Adilson Gonçalez, da MCM Consultores Associados. Em 2006, quando a inflação fechou em 3,14%, o Brasil tinha condições de reduzir a meta de inflação, mas não o fez pois, segundo o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, acreditava-se que um pouquinho de inflação seria bom para o crescimento. "O que obviamente não é verdade. Ali, não foi apenas a meta que não foi baixada, mas toda a economia que foi desarranjada, especialmente com o começo da deterioração fiscal", relembra. Hoje, Vale avalia que o cenário é o inverso, especialmente com o fiscal entrando nos eixos. Cautela Apesar de um horizonte favorável, alguns analistas afirmam que para ocorrer redução na meta seria necessária uma queda mais significativa nas expectativas, especialmente para os anos seguintes até 2020, que atualmente estão em 4,5%....

21/02/2017

EM SC, TREBESCHI INAUGURA NOVA UNIDADE PARA A SELEÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE TOMATE

Uma das principais produtoras e distribuidoras de tomates do país, a Trebeschi, acaba de inaugurar um novo packing house - ou unidade de beneficiamento - no município de Lebon Régis, no oeste de Santa Catarina. O centro será responsável pela distribuição de frutos a todo o Brasil e a alguns países da América do Sul, com a utilização das tecnologias mais modernas para o controle de qualidade. A empresa já conta com um packing house em Araguari (MG) e pontos de distribuição no Ceagesp, em São Paulo (SP). “Rastreamos nossos frutos desde a colheita até a entrega aos supermercados. Eles são classificados eletronicamente de forma rigorosa e embalados de maneira a atender diferentes públicos e exigências. Depois de passar pelo packing house, são transportados sob refrigeração, garantindo qualidade em todo o ciclo”, explica Edson Trebeschi, presidente da companhia. “A escolha pelos melhores frutos começa já na plantação, desde a seleção das sementes até a semeadura em viveiros automatizados. Em um segundo momento, a produção conta com acompanhamento técnico para utilizar os recursos naturais de forma otimizada e sustentável, priorizando a segurança do alimento”, complementa Edson. Na unidade de beneficiamento, os frutos são analisados por máquinas importadas, que realizam classificações por sensores de fotocélulas capazes de identificar 120 tonalidades diferentes de cores. “A Trebeschi é auditada pelas principais redes de varejo brasileiras, que exigem o mais alto padrão de qualidade. O processo para garantir a escolha dos melhores frutos inclui o trabalho de uma equipe técnica experiente, além da estratégia de possuir plantações espalhadas em diferentes regiões do país, de forma a amenizar ricos climáticos e sempre garantir excelentes colheitas”, acrescenta Edson.......

17/02/2017

APLICATIVO SELECIONA OFERTAS EM SUPERMERCADOS

Entender, atrair e fidelizar o consumidor não são tarefas fáceis, principalmente para o pequeno varejista que não tem muitos recursos à disposição. Pensando nesse público e também na necessidade dos consumidores de encontrarem ofertas em locais próximos, os empreendedores Eduardo Sampaio e Gabriel Fernandes se uniram para criar a Instaofertas, que é focada no setor supermercadista. A plataforma on-line, lançada em Belo Horizonte no fim de janeiro, divulga as ofertas dos estabelecimentos de forma inteligente, direcionando anúncios e promoções de acordo com o perfil do usuário. Até o momento, os sócios investiram cerca de R$ 40 mil na plataforma, que já funciona em fase de teste com cerca de oito supermercadistas. Sampaio explica que a ideia surgiu a partir de uma experiência própria, quando ele viajou para outra cidade e teve dificuldade de encontrar supermercados e bons preços. Ao pesquisar plataformas para localização desses estabelecimentos, ele não localizou nada que fosse muito eficiente e decidiu começar um projeto nesse sentido. “Para encontrar as ofertas dos supermercados hoje, os consumidores precisam pegar aquele panfleto de preços, o que não é muito prático. Então decidi construir uma plataforma on-line onde as pessoas podem não só encontrar essas ofertas onde estiverem, como também seguir e monitorar algum produto de interesse”, afirma. De acordo com o empreendedor, assim que o usuário se cadastra no site, ele preenche um questionário sobre seus interesses, que é o primeiro passo para a plataforma entender seu perfil. Em seguida, todas as ações desse consumidor dentro do site são monitoradas e processadas de forma a entender mais sobre o que ele quer, gosta ou está interessado. “Quando navega pelos produtos, os usuários deixam rastros e isso é informação para nós”, explica. É justamente esse rastro que permitirá que as ofertas certas e mais apropriadas sejam direcionadas para aquele consumidor....

17/02/2017

INTENÇÃO DE CONSUMO DAS FAMÍLIAS SOBE 1,2% EM FEVEREIRO ANTE JANEIRO, DIZ CNC

RIO - Os brasileiros ficaram mais propensos às compras em fevereiro, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) alcançou 77,1 pontos, o que corresponde a um aumento de 1,2% em relação a janeiro. No entanto, o resultado permanece abaixo dos 100 pontos, o que indica uma percepção de insatisfação com as condições correntes. O indicador está 2,1% abaixo do patamar registrado em fevereiro de 2016. Segundo a CNC, o custo elevado do crédito, o alto desemprego e a queda da renda ainda impedem resultados melhores da pesquisa. Mas os cortes recentes na taxa básica de juros aliados ao processo de redução da inflação devem promover um maior incentivo à recuperação do comércio e à confiança do consumidor. "Mas é válido ressaltar que o ritmo de melhora das vendas e da atividade do setor ainda vai depender da velocidade de redução do endividamento das famílias, das empresas e da retomada do mercado de trabalho", ponderou Juliana Serapio, assessora econômica da CNC, em nota oficial. Em fevereiro, os dois componentes ligados ao emprego registraram pontuação acima da zona da indiferença. A avaliação sobre o Emprego Atual atingiu 106,4 pontos, alta de 0,7% em relação a janeiro e elevação de 0,1% na comparação com fevereiro de 2016. Já a Perspectiva Profissional atingiu 101,8 pontos, aumento de 1,9% ante janeiro, mas 1,4% menor do que em fevereiro do ano passado....

17/02/2017

O desafio de recuperar a essência do fundador

Na medida em que a organização se torna maior, mais lenta e burocrática, ela deixa de valorizar funções operacionais essenciais, diz o consultor inglês James Allen Toda empresa começa inovadora e com clareza de qual é a sua função para clientes e consumidores mas, com o tempo, essa visão pode se perder - e é a capacidade de evitar isso que separa as companhias de sucesso do resto, na opinião de James Allen, sócio da consultoria Bain & Company e líder da prática global de estratégia. Na medida em que a organização se torna maior e mais lenta e burocrática, ela deixa de valorizar funções operacionais essenciais, que acabam se tornando posições de onde os profissionais precisam "fugir" rumo aos supervalorizados cargos de liderança. "A empresa não existe para ajudar os gestores a serem promovidos. O papel da companhia é fortalecer a linha de frente para servir melhor os clientes", diz. Allen é coautor, junto com Chris Zook, do livro "A Mentalidade do Fundador", lançado no Brasil no ano passado pela editora Novo Século, que descreve o "paradoxo do crescimento" das companhias que perdem a essência na medida em que se tornam maiores. O livro tem como base estudos de casos e pesquisas com empresas e executivos de diversos países, entre eles o Brasil, para onde Allen viaja com frequência desde 2013 para visitar clientes da Bain & Company e coletar informações para a obra. Em sua visita mais recente, neste mês, ele conversou com o Valor por telefone. A "mentalidade do fundador" descrita por Allen não é algo que só existe quando a empresa é comandada por um fundador - na verdade, em muitos casos o melhor caminho é substituí-lo ou passá-lo para outras funções, como o conselho de administração - mas é uma combinação de três fatores comuns a companhias de sucesso nos primeiros anos de vida. "Toda empresa de sucesso começa em guerra com o seu setor em nome de consumidores mal servidos, e todos que trabalham nela sabem porque ela existe e entendem que eles precisam focar sua atenção em determinadas atividades", explica. Mentalidade do fundador 1 Essa clareza de propósito é o primeiro fator da mentalidade do fundador desenvolvida por Allen e Zook, algo que ele chama de senso de "missão insurgente". Na medida em que as empresas crescem, diz Allen, ele é substituído por ambições como ganhar mercado e bater metas financeiras - que, embora sejam importantes para gestores, não são "a razão de a empresa existir". "Assim, as companhias perdem essa missão insurgente e se tornam defensoras dos lucros do setor", diz. Mentalidade do fundador 2 O segundo aspecto da mentalidade do fundador é uma obsessão com a linha de frente e com a relação com os clientes e consumidores. "Falamos para CEOs que o trabalho deles é sair da sede administrativa e voltar ao campo para se conectar diretamente com as pessoas que estão executando o trabalho da empresa, e para traduzir a estratégia e as discussões da organização de forma que elas façam sentido na rotina deles", diz. Uma forma de colocar isso em prática é transformar uma estratégia mais ampla em "mini batalhas", desafios pontuais para resolver determinados problemas, que se tornam "pequenas experiências de fundadores". "Isso dá às pessoas a sensação de trabalhar como um fundador", diz. Mentalidade do fundador 3 Pensar como o dono da empresa, seja na hora de considerar custos ou de entender as prioridades da companhia no momento, é o terceiro elemento da mentalidade do fundador descrita pelo consultor. "É diferente de ser um burocrata que trabalha apenas em prol da sua própria área", diz. Segundo a pesquisa de Allen, embora todas as empresas de sucesso tenham os três aspectos, algumas valorizam mais um do que outro. A fabricante de brinquedos Lego, por exemplo, valoriza a missão de criar brinquedos criativos, enquanto a rede de varejo brasileira Magazine Luiza é um dos melhores exemplos do País de obsessão pelo cliente, na visão de Allen. Já a Ambev, famosa pela cultura competitiva, seria o grande símbolo de companhia que dissemina a postura de dono entre os funcionários. "Quando a empresa ganha a vantagem do crescimento, que é real e importante, ela perde a cultura original. Ela se torna boa em exercer seu tamanho mas perde a missão de insurgência, a obsessão com a linha de frente e a mentalidade de dono. E não dá para operar para sempre sem recuperá-las", diz. Um dos primeiros passos é ter consciência desse paradoxo e das forças que trabalham contra a empresa na medida em que ela aumenta de tamanho.

13/02/2017

NA CONTRAMÃO DAS LÍDERES NACIONAIS, REDES DO SUL APOSTAM EM HIPERMERCADOS

SÃO PAULO - Enquanto redes como Pão de Açúcar e Carrefour investem em pequenas lojas de bairro, com marcas como Minuto Pão de Açúcar e Carrefour Express, ainda há supermercados no Brasil que estão ampliando suas redes de megalojas, um modelo de negócio tido por muitos como ultrapassado. As empresas sulistas Angeloni, Zaffari, Muffato e Giassi estão entre as que ainda investem nos hipermercados – e não pretendem alterar seus projetos. Segundo analistas, essas redes continuam tendo êxito com o modelo porque sempre privilegiaram os produtos alimentícios – eletrodomésticos e bazar entram apenas como complemento, enquanto vestuário nem é comercializado. A localização das lojas, não tão distantes do centro, e a forte identificação com a região em que atuam também favorecem essas companhias. A paranaense Muffato, sexta maior rede do País em faturamento, está investindo em duas novas lojas. Suas unidades têm em média 6 mil m2, enquanto os mercados de vizinhança, principal tendência do setor, não costumam ultrapassar os 600 m2. Para Everton Muffato, diretor do grupo, os hipermercados são mais interessantes por permitirem que os custos se diluam por uma maior área de venda e por oferecerem um mix de produtos mais variado. “Os minimercados são mais relevantes em cidades com problemas de locomoção”, diz. No Angeloni, de Santa Catarina, o projeto de expansão também continua explorando unidades maiores. Com 27 lojas em operação, a 12.ª maior rede do País aguarda autorização da Prefeitura de Curitiba para iniciar as obras de um mercado com 4,8 mil m2 de área de venda, 25 mil m2 de área construída, 15 lojas de apoio e 500 vagas no estacionamento....

13/02/2017

NÚMERO DE LOJAS VIRTUAIS SUBIU 30% EM 2016

São Paulo - O desemprego e a busca dos brasileiros por alternativas de sustento fizeram com que o número de lojas virtuais crescesse consideravelmente. Só no Estado de São Paulo o avanço foi de 30% com mais de 45 mil novos empresários entrando em atuação. O alto volume, no entanto, esconde um problema comum entre os lojistas menores: a falta de profissionalização. Para o especialista em varejo virtual e advogado Romero Andrade Filho, a falta de conhecimento tanto em legislação quanto em estruturação de negócio faz com que a taxa de mortalidade desse tipo de negócio ainda seja enorme. "É preciso tomar muito cuidado para que o sonho de empreender não vire um pesadelo", conta ele, ressaltando a importância do novo varejista se manter informado e participar de fórum que discutam as melhores práticas de operação. Os números foram compilados pela Loja Integrada, plataforma virtual que reune pequenos varejistas. Segundo o estudo, o número de pedidos na internet também deu um salto: de 388.852 em 2015 para 911.298 no ano passado, quase o triplo. O levantamento mostrou ainda que o segmento que mais se destacou em São Paulo durante o ano passado foi o de cosméticos, perfumaria e cuidados pessoais. Em 2016, esse nicho faturou quase R$ 30 milhões só na plataforma. Moda e Acessórios e Casa e Decoração também cresceram bem. "A economia e a praticidade são algumas das vantagens para quem compra. Para quem vende, o investimento inicial e o risco são muito baixos. Abrir uma loja virtual é simples e prático", diz o especialista em comércio eletrônico e diretor da Loja Integrada, Adriano Caetano.

13/02/2017

MERCADO PREVÊ INFLAÇÃO NO CENTRO DA META EM 2017

Os economistas do mercado financeiro baixaram sua estimativa de inflação para este ano, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 4,64% para 4,47% na semana passada. As expectativas dos analistas do mercado financeiro foram coletadas pelo Banco Central na semana passada e divulgadas nesta segunda-feira (13) por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. Mais de cem instituições financeiras foram ouvidas. Com isso, o mercado financeiro passou a estimar que a inflação ficará abaixo da meta central de inflação deste ano, fixada em 4,5% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), e que o objetivo central será atingido. A última vez que o mercado havia estimado que a meta central de inflação deste ano seria atingida foi em outubro de 2013, quando os economistas estimaram um IPCA de 4,50% para 2017. A meta central de inflação não é atingida no Brasil desde 2009. Naquele momento, o país ainda sentia os efeitos da crise financeira internacional de forma mais intensa, que acabou se espalhando pelo mundo. A piora da crise financeira veio após o anúncio de concordata do banco norte-americano Lehman Brothers, em setembro de 2008. Pelo sistema de metas de inflação vigente, a meta não pode ser considerada formalmente descumprida quando o IPCA fica dentro do intervalo de tolerância - que, para 2017, é de 1,5 ponto percentual. Neste caso, a inflação pode oscilar entre 3% e 6%. A inflação já havia ficado dentro do intervalo no ano passado - após ter sido descumprida em 2015 ao superar a barreira dos 10%....

06/02/2017

SETORES COMEMORAM RESULTADO MENOS NEGATIVO EM 2016 QUE NO ANO ANTERIOR

O tamanho da produção de setores como o de calçados e eletrodomésticos caiu no ano passado, porém as quedas foram menos acentuadas que em 2015. A variação do volume de sapatos feitos no Brasil foi negativa em 1,8% em 2016, mas, mesmo assim, foi o melhor desempenho desde 2013, quando havia crescido 4,7%. No decorrer dos doze meses, os números melhoraram, diz Heitor Klein, presidente da Abicalçados (do setor). "Houve recuperação ao longo do ano e tudo indica que esse ritmo deverá continuar em 2017: lento, gradativo e seguro", afirma. A estabilidade da inflação e um estancamento dos índices de desemprego contribuirão para uma volta da capacidade de consumo das famílias, segundo ele. Os indicadores de preços no varejo, no entanto, apontam uma redução de cerca de 2%, na média geral. O setor de eletroeletrônicos teve quedas mais acentuadas -a produção de televisores, por exemplo, caiu 15,8% em 2016 e 36,65% no ano anterior. "Estamos atentos ao índice de emprego. Se ele se reverter, iremos vender mais", afirma Lourival Kiçula, presidente da Eletros (associação do segmento). A linha branca teve recorde de consumo em 2012, com 18,9 milhões de unidades. Os televisores chegaram ao auge em 2014, com quase 15 milhões de produtos fabricados. Para que os volumes voltem a crescer, diz ele, é preciso haver revisão de alíquotas de IPI, e não isenção temporária como no passado.....

17/01/2017

Entrega da RAIS 2016 será de 17 de janeiro a 17 de março

O período para entrega da declaração da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) de 2016 será aberto no próximo dia 17 de janeiro e se estende até 17 de março. São obrigadas a preencher o documento todas as pessoas jurídicas com CNPJ ativo na Receita Federal no ano passado, com ou sem empregados, dos setores público ou privado, e todos os estabelecimentos com CEI (Cadastro de Empresa Individual) que possuem funcionários. A declaração é facultativa a MEI (Microempreendedores Individuais) sem empregados. Quem não entregar a declaração da RAIS no prazo estabelecido ou fornecer informações incorretas pagará multa. Os valores, que variam conforme o tempo de atraso e o número de funcionários, vão de R$ 425,64 e podem chegar a R$ 42.641,00. Para fazer a declaração da RAIS é preciso utilizar o programa GDRAIS 2016. O envio da declaração da RAIS deverá ser feita somente via internet. Em se tratando de estabelecimento sem vínculos empregatícios no ano-base, deverá ser utilizado o formulário próprio de Declaração de RAIS Negativa Web. Ambas as formas de declaração estarão disponíveis no site da RAIS (www.rais.gov.br). A Portaria Nº 1.464, que trata das regras sobre esse documento, foi publicada no Diário Oficial da União, em 30 de dezembro de 2016. O coordenador-geral de Estatísticas do Ministério do Trabalho, Mário Magalhães, explica que a RAIS é a fonte de informação mais completa sobre empregadores e trabalhadores formais no Brasil. Nela constam dados como o número de empresas, em que municípios estão situadas, o ramo de atividade e a quantidade de empregados.

17/01/2017

Casino está confiante nas vendas em 2017

A redução de custos e melhora nas vendas na França e no Brasil são motivos para a expectativa otimista O varejista francês Casino disse nesta terça-feira (17/1) que está confiante de que poderia aumentar mais a receita e a lucratividade neste ano, em razão de redução de custos e melhora nas vendas na França e no Brasil. A companhia também disse a investidores que cumprirá sua previsão de lucro para 2016 na França, após as vendas no quarto trimestre mostrarem uma melhora no mercado doméstico no quesito mesmas lojas, principalmente nos hipermercados Geant e nas lojas Monoprix. No Brasil, seu segundo maior mercado por receita, as vendas no varejo de alimentos foram robustas, impulsionadas pelas lojas do Assaí, que atua no segmento de atacado de autosserviço, e recuperação de vendas dos hipermercados Extra, disse o Casino. "Nós acabamos 2016 com um bom ímpeto de vendas e estamos confiantes no ímpeto para 2017. A tendência de vendas na França nas últimas quatro semanas foi positiva", disse o diretor financeiro do Casino, Antoine Giscard d'Estaing, em teleconferência. "Nós esperamos que as vendas consolidadas do grupo e a lucratividade continuem a crescer em 2017", acrescentou. A companhia, que controla o Grupo Pão de Açúcar no Brasil, registrou vendas de 10,929 bilhões de euros no quarto trimestre. Desconsiderando as aquisições, alienações, efeitos cambiais e combustíveis, as vendas do grupo aumentaram 5,1 por cento em relação ao ano anterior. O Casino, que divulga o resultado do ano inteiro em 7 de março, disse que o lucro do exercício de 2016 na França - estimado e não auditado - foi ligeiramente superior a 500 milhões de euros, conforme previsto pela empresa. Os números foram publicados no site da empresa.

29/12/2016

COMÉRCIO APOSTA EM PROMOÇÃO PÓS-NATAL

-SÃO PAULO -As promoções pós-Natal vão começar com força hoje nos shoppings e no comércio de rua de todo o país. O objetivo é tentar melhorar o resultado ruim do Natal que, segundo a Serasa Experian, foi de retração de 4% nas vendas na comparação com 2015 — segundo pior resultado desde 2003, atrás apenas dos -6,4% do ano passado. Agora, a expectativa dos varejistas é aproveitar o movimento de consumidores que visitarão as lojas para trocar os presentes de Natal e fisgá-los com as liquidações. — Seguramente, as promoções começarão de forma intensa. Quando a economia está represada, o período pós-Natal é de preços mais baixos e vendas aquecidas — disse ao GLOBO Luiz Augusto Ildefonso, diretor da Alshop, associação que representa os shoppings centers. As vendas natalinas dos shoppings tiveram o desempenho mais fraco desde 2004, ano que a Alshop começou a monitorar o volume de vendas. De acordo com os dados da associação, o faturamento dos lojistas de shoppings caiu 3% neste Natal sobre o mesmo período do ano passado. Segundo Ildefonso, para compensar essa retração, os descontos chegarão a até 70% e serão em todos os tipos de itens, de roupas e sapatos a eletroeletrônicos e eletrodomésticos. Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, reforça a ideia de que as promoções que começam agora são a chance de os varejistas reaquecerem as vendas até o fim de janeiro, na tentativa de compensar as perdas. — O comerciante tem agora a oportunidade de emplacar novas vendas para melhorar o fraco desempenho do Natal — disse Marcela. Lojas de departamento como a Zara, além das varejistas Leader, Ricardo Eletro e a Fnac já estampam em suas fachadas as liquidações. Os hipermercados, como o WalMart e o Carrefour, por sua vez, prometem liquidar os produtos passado o réveillon, a partir de 2 de janeiro. DE OLHO NAS TROCAS DE NATAL Na Leader, começam hoje a valer os descontos em produtos destinados para a virada do ano. O gerente de marketing da empresa, Alberto Pirro, explica que a marca aposta justamente no movimento dos consumidores que trocarão os presentes de Natal para alavancar as vendas de itens selecionados: — São as promoções mais agressivas que já fizemos. Escolhemos produtos como jogo de taças, roupas e rasteiras brancas e colocamos o preço lá embaixo O jogo de taças, por exemplo, ficará na gôndola com preço 40% menor, por R$ 29,99. A sandália rasteira branca para usar na virada, com as palavras amor e sorte chegam às prateleiras por R$ 14,99. Já a Ricardo Eletro abrirá com a liquidação “Eu vi primeiro”, que tem descontos de até 70% nos produtos anunciados e em produtos sinalizados nas lojas. A promoção se estende até esta sexta-feira. Há ventilador, por exemplo, com preço 40% mais baixo que antes do Natal, sendo vendido por R$ 59,90. Tem também panela de pressão com 60% de desconto, a R$ 79,90...

26/12/2016

MESMO COM PROMOÇÃO NO NATAL, LOJAS JÁ PREPARAM DESCONTOS PARA JANEIRO

Após antecipar as tradicionais ofertas de início de ano para atender a demanda de consumidores com bolso apertado, itens remanescentes deverão dar continuidade à estratégia no início de 2017 São Paulo - A antecipação das ofertas para antes do Natal, que ocorreu em decorrência da queda do fluxo de clientes e da previsão de vendas fracas no comércio, não deve inibir que a política de descontos agressivos continue para o mês de janeiro. Na realidade, as varejistas devem intensificar a estratégia para desovar os estoques remanescentes. "A antecipação não vai inibir que os lojistas façam promoções também em janeiro, que é um período onde as vendas caem bastante em razão da 'ressaca' do Natal e das férias. Veremos uma continuidade das promoções até que os estoques se esgotem", afirma o especialista em shopping center e varejo e diretor geral da consultoria Make it Work, Michel Cutait. Na Armarinhos Fernando, localizada em uma das principais ruas do comércio paulistano, a 25 de março, a perspectiva é de que as promoções continuem em janeiro em níveis similares aos de dezembro. "Deve sobrar 30% de toda a linha que compramos. Como seguir com as promoções não vai gerar alta nenhuma nos nossos custos, vamos mantê-las para tentar desovar esses produtos que sobraram", conta o gerente da unidade, Ondamar Ferreira. Segundo o superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Márcio Milan, a aposta na antecipação das ofertas ocorreu de forma generalizada no setor. Mesmo assim, ele aponta que no primeiro mês de 2017 as ofertas podem se intensificar. "Temos que ficar atentos à semana entre Natal e Ano Novo, porque se houver desbalanceamento de estoque a tendência é de que as ofertas do pós-Natal sejam maiores", diz. No supermercado da Cooperativa do Consumo (Coop) localizado na região de Santo André (SP), no entanto, poucos itens devem sobrar este ano, segundo o gerente da loja, Vagner Cordeiro. De acordo com ele, a unidade foi mais precisa nas compras de 2016, e no dia 24 de dezembro poucos produtos natalinos ainda restavam nos estoques. Mesmo assim, ele diz que as promoções na rede podem seguir em janeiro, dependendo da negociação com os fornecedores....

26/12/2016

MERCADO REDUZ PREVISÃO DE INFLAÇÃO E PIB PARA 2016 E 2017

Estimativa para crescimento do PIB de 2017 foi reduzida pela 10ª vez consecutiva; para a inflação, previsão de 2016 caiu para 6,4% e de 2017 para 4,85%. Os economistas do mercado financeiro preveem um cenário de menos inflação para 2016 e para 2017, mas estimam uma queda maior no Produto Interno Bruto (PIB) em 2016 e um crescimento menor no próximo ano. As previsões foram divulgadas pelo Banco Central nesta segunda-feira (26), no relatório de mercado conhecido como Focus, e foram coletadas durante a semana passada. A expectativa do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano recuou de 6,49% para 6,40%, na sétima queda seguida do indicador oficial da inflação. No relatório divulgado na semana passada, os economistas das instituições financeiras ouvidos pelo BC voltaram, após mais de um ano, a estimar que a meta de inflação de 2016 não seria descumprida, ao reduzirem a inflação prevista de 6,52% para 6,49%. A meta do Banco Central para a inflação deste ano é de 4,5%, mas há um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima e para baixo. Assim, a inflação pode oscilar de 2,5% a 6,5% sem que a meta seja descumprida. No ano passado, a inflação ultrapassou esse intervalo e fechou o ano em 10,67% - a maior desde 2002. Para 2017, a estimativa do mercado financeiro para a inflação caiu de 4,9% para 4,85%, o que deixa o IPCA do próximo ano ainda acima do centro oficial da meta de inflação, que é de 4,5%....

21/12/2016

Empresas substituem programa de trainee por novo modelo de estágio

Começa a surgir nas empresas um novo modelo de estágio cujo foco é investir, cada vez mais, no trabalho dos futuros profissionais. Muitas companhias aposentaram a imagem do novato que desempenha tarefas sem brilho para oferecer aos iniciantes uma linha de carreira própria. Também incentivam a participação dos jovens em processos decisórios e nas reuniões de planejamento estratégico. Em algumas corporações, os programas de trainee, tradicionalmente mais valorizados para quem começa na profissão, nunca existiram ou estão dando lugar a estágios com mais responsabilidades. Especialistas em RH dizem que o movimento traz uma vantagem para as empresas: as chefias ganham profissionais mais alinhados à cultura corporativa e não fomentam apenas habilidades de liderança, como acontece nos programas de trainee. "Por conta do cenário econômico, as companhias apostam mais nos estágios para garantir o desenvolvimento de um futuro funcionário desde o início da carreira", diz Kiko Campos, CEO da Across, especializada na organização de programas de estágio e de trainee. Em 2016, a consultoria fez 40 seleções para estagiários em grupos como Natura e Coca-Cola. Hoje, conta com mais de 150 vagas para trainees e 600 posições para estagiários, em 42 empresas. Estudo realizado pela Across indica que, nos últimos anos, 20% das organizações aumentaram o número de estagiários. As diretorias estão deixando de fazer seleções de trainees, destinadas para quem é graduado, para melhorar os programas de estágio, diz Campos. "Alguns grupos mais maduros querem construir estágios vinculados ao 'pipeline' de liderança." Exemplo do Google É o caso do Google Brasil, que nunca fez seleção para trainees, mas está na sétima rodada de estágios, criados em 2011. "A experiência ideal é aquela que expõe o estudante a situações reais e o prepara para assumir posições no futuro", diz Daniel Borges, gerente de atração de talentos do Google para a AL. No Brasil, a empresa mantém 21 estagiários e está com 20 vagas abertas, válidas para 2017. O estágio dura seis meses. "É o período necessário para que mostrem impacto nos times", diz Borges. Para Viviane, que já foi estagiária em duas empresas e sempre desejou atuar no Google, a oportunidade a levou para a equipe de performance de grandes anunciantes do portal de buscas. No dia a dia, dá consultoria a clientes e ajuda a desenvolver ferramentas que dinamizam os contratos. "O que me atraiu foi o estágio ser desafiador."...

16/12/2016

PREJUÍZO COM FERIADOS DE R$ 1 BILHÃO

O feriado, assim como a possibilidade de emendá-lo, é visto por grande parte da população como uma ótima oportunidade para programar viagens e passeios com a família ou amigos. Em 2017, a maioria dos recessos no País cairá em dias próximos aos fins de semana, o que aumenta a chance de colocar em prática os planos de lazer. Entretanto, o que para boa parte pode ser motivo de comemoração, para o comércio é razão de muita preocupação. Na capital mineira, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) estima que o elevado número de feriados em dias úteis, no ano que vem, pode gerar um prejuízo de quase R$ 1 bilhão para o setor. Com base no faturamento dos lojistas, a CDL-BH calcula que, em apenas um dia de comércio fechado, o varejo deixa de faturar R$ 64,26 milhões no município. Estendendo este valor pelos feriados de 2017 contabilizados pela entidade, chega-se a um montante de R$ 976,75 milhões. Vale destacar que, na Quarta-Feira de Cinzas e no domingo de Páscoa, em que há funcionamento parcial do comércio, calcula-se um faturamento de 40% do valor apurado em um dia normal (R$ 25,7 milhões), e no Corpus Christi e Assunção de Nossa Senhora um prejuízo de 120% (R$ 77,1 milhões) pelo fechamento dos estabelecimentos. “Apenas no Carnaval, quando as lojas fecham as portas na segunda e só retornam após as 12h de quarta-feira, a perda será de R$ 154 milhões”, afirma o presidente da CDL-BH, Bruno Falci. Considerando o atual cenário de crise econômica no Brasil, a situação, na avaliação do vice-presidente da entidade, Marco Antônio Gaspar, pode ser ainda mais grave para os lojistas. Isso porque, segundo ele, a estimativa da CDL-BH é feita com base apenas no dia do feriado. Ou seja, em situações em que há recesso prolongado, os prejuízos podem ser bem maiores. “Quando há um feriadão, temos uma perda até maior do que a contemplada nesta estimativa. Isso porque não contabilizamos os prejuízos dos dias que as pessoas emendam e também deixam de consumir”, explica...

15/12/2016

PREÇO DE ÁRVORE DE NATAL VARIA ATÉ 280%

Quem ainda não montou sua árvore de Natal nem comprou os adereços típicos desta época do ano ainda encontra muitas opções na região. Há produtos para todos os tipos de bolsos e gostos. A diferença do valor também é grande, se considerarmos pequena árvore sintética e minipinheiro natural, de 20 centímetros, que têm preços de partida de R$ 5 e R$ 19, respectivamente, variação de 280%. Se a opção for por árvores maiores, a diferença é de 66%, considerando a sintética comercializada por R$ 300 e, a natural, por R$ 500. As comparações foram feitas a partir de pesquisa da equipe do Diário pelo comércio popular de rua e lojas de plantas e paisagismo espalhadas pelo Grande ABC. Apesar de mais caro, o pinheiro natural tem público fiel. "Quem gosta do cheiro da planta em casa, bem característica dessa época do ano, não troca pelo sintético. Isso vai muito de gosto", conta Viviane Arigoni, sócia-proprietária da floricultura A Varanda, de Santo André. Nesta temporada, especificamente, ela diz que o volume de vendas dos pinheiros menores caiu, mas o faturamento se equiparou com 2015 porque os clientes optaram por pinheiros naturais maiores e, portanto, mais caros. "Os que têm cinco metros de altura, por exemplo, são vendidos a R$ 500 e têm tido boa saída. Esse cenário é positivo diante da crise econômica pela qual o País atravessa. Então mantivemos os números do ano passado", pontua.Nos comércios de rua da região uma árvore sintética de 90 centímetros, com pisca-pisca e 12 bolas é encontrada, em média, por R$ 108. Apenas os pisca-piscas custam entre R$ 6,99 e R$ 100, dependendo do tamanho e tipo. Já os enfeites...

28/11/2016

WALMART SÓ COMERCIALIZARÁ HORTIFRÚTIS DE PRODUTORES DO PROGRAMA DE GESTÃO

Auditar, analisar e rastrear. Esses são os pilares do Programa 3P de Qualificação de Fornecedores de Hortifruti do Walmart, já em operação em todo o Brasil. A iniciativa envolve toda a cadeia e vai além da detecção de resíduos de agrotóxicos em frutas, verduras e legumes. O sistema já conta com a participação de mais de 550 fornecedores de todo o país, de 25 culturas de hortifrúti. A partir de 2017, somente produtores rurais inseridos no programa fornecerão ao Walmart. O principal diferencial do programa é não apenas assegurar a rastreabilidade e análise dos resíduos de agrotóxicos nos produtos, mas também possuir um pilar educativo de capacitação por meio de auditorias. "Com a ferramenta, o produtor tem em mãos todos os requisitos que deve atender para fornecer frutas, legumes e verduras seguros não só sob o ponto de vista químico (agrotóxicos), mas também físico e microbiológico", explica Márcia Rossi de Sylvio, gerente de Segurança dos Alimentos do Walmart Brasil. No Programa 3P, as auditorias acontecem no campo e são baseadas em Boas Práticas Agrícolas (BPA) e outros requisitos de sistemas de gestão de segurança dos alimentos voltados à produção primária. "Ao auditá-lo, estamos munindo-o com uma ferramenta completa, que poderá usar para melhoria contínua dos seus processos, garantindo fornecimento de hortifrúti cada vez mais seguro", destaca Márcia. Dessa forma, o processo também reduz outros perigos físicos, químicos e microbiológicos, e não só os agrotóxicos não autorizados ou acima do limite máximo permitido. O Programa de Qualificação de Fornecedores de Alimentos do Walmart segue o modelo GFSI (Global Food Safety Initiative), padrão de segurança de alimentos que aumenta a transparência, permite maior eficiência de custos em toda a cadeia de fornecimento de alimentos e contempla auditorias sequenciais que culminam com a certificação GFSI do fornecedor. O sistema foi desenhado em fases, conforme o porte da empresa e o risco inerente ao produto e processo. "Com ele, nossos fornecedores são auditados e têm uma meta de certificação, conforme seu grau de risco"... .

28/11/2016

Últimas Notícias Vídeos em rede social influenciam metade de quem os assiste

A chegada dos vídeos ao feed do Facebook ajuda as marcas a elevar o número de visualizações Empresas têm grande vantagem com vídeos comerciais veiculados em redes sociais. Ao assistor ao conteúdo, o impacto na decião de compra do consumidor é bem positivo. É o que revela o estudo “The Science of Social Video: Turning Views into Value”, da empresa Brightcove. A pesquisa foi feita com 5.500 consumidores no Reino Unido, França, Alemanha, Estados Unidos e Austrália. Confira os principais resultados: 7 entre 10 consumidores indicam que o vídeo visto na rede social influencia de algum modo a sua decisão de comprar ou não comprar algo 5 entre 10 consumidores que assistem ao vídeo realizam uma compra depois; 3 entre 10 consideram uma compra após o vídeo 8 entre 10 consumidores interagem com as marcas nas redes sociais e 43% destes o fazem depois de assistir a um vídeo 8 entre 10 consideram que a maneira mais fácil de conhecer uma marca online é através de um vídeo Maior consumo de vídeos comerciais A chegada dos vídeos ao feed do Facebook e o Instagram permitindo comerciais mais longos e com publicidade de marcas ajudaram a elevar o número de visualizações. 7 entre 10 passaram a ver mais vídeos em mídias sociais no último ano 49 minutos é a média de vídeos (de marcas ou não) vistos nas redes sociais por dia 6 horas é a média semanal de vídeos vistos em redes sociais Entre a geração Z (jovens entre 18 e 24 anos), a média é de 9 horas semanais.

24/11/2016

Para cortar despesas, empresas seguram salários, bônus e demitem

Estruturas mais enxutas, reajustes salariais abaixo da inflação e bônus menores estão entre as estratégias adotadas pelas empresas nos últimos cinco anos para reduzir despesas, devido à crise econômica. Pesquisa da consultoria de recursos humanos Mercer, realizada com 478 empresas de médio e grande porte, de diversos setores, mostra que um quarto delas registraram diminuição no quadro de funcionários neste ano, de 14%. A maior diminuição, 18% do quadro, foi no nível operacional, mas houve também cortes significativas no nível de diretoria (6%). "Isso mostra a juniorização das empresas, que estão demitindo pessoas mais caras e substituindo por mão de obra mais barata, usando o gerente para fazer o mesmo trabalho do diretor, ou gerando acumulação de funções", explica Rogério Bérgamo, líder de soluções de informação da área de talento da Mercer. Reajustes De acordo com o estudo, os profissionais estão ganhando menos, embora estejam trabalhando mais. O crescimento médio da remuneração total na comparação com o ano passado foi de 3,8%, abaixo da inflação, que fechou 2015 em 10,7% segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Os níveis operacionais foram os que registraram maior aumento, de 8,1%, por conta de acordos coletivos. Diretores e vice-presidentes tiveram o menor incremento, de apenas 0,7%, como reflexo dos cortes nesses níveis. Como contraste, gerentes e gerentes seniores tiveram aumentos de 2,5% e 3%, respectivamente. Já executivos de nível de presidência registraram aumento de 4,1%....

04/11/2016

Walmart demite executivos da operação online

O brasileiro Fernando Madeira está na lista de corte e deve deixar a companhia em janeiro O Walmart demitiu executivos de sua operação de comércio eletrônico global - nesse grupo, está o brasileiro Fernando Madeira - numa tentativa de dar um novo rumo a seu negócio, incomparavelmente menor que a Amazon. Parte dos diretores deve permanecer no cargo mais alguns meses, mas todos já foram informados da decisão, que tem relação direta com a aquisição recente da startup Jet.com. Madeira, presidente do Walmart.com para os Estados Unidos e América Latina, há pouco mais de dois anos no cargo, deve deixar a companhia em janeiro, como informou ontem (3/11) o Valor. Ele presidiu a operação latino-americana do Walmart.com entre 2012 e 2014, quando mudou para San Bruno, na Califórnia, para ocupar a nova função, antes pertencente ao americano Joel Anderson. O executivo foi o primeiro brasileiro no cargo de CEO de uma operação do Walmart no exterior. Ele é a interface da operação brasileira com a alta cúpula da companhia e sua promoção ocorreu após uma bem-sucedida gestão nos negócios no Brasil, num período de forte crescimento econômico no País e quando o Walmart.com crescia gastando em mídia de forma maciça e "comprando" participação de mercado por meio de promoções agressivas, mas com efeito sobre margens - estratégia que perdeu força nos últimos anos. No País, a alta direção da subsidiária ainda não foi oficialmente informada sobre a saída de Madeira, apurou o Valor. Procurado, o Walmart.com não se manifestou. Madeira não respondeu aos pedidos de entrevista. Dança das cadeiras Nesta fase de mudanças, Neil Ashe, presidente e CEO do braço de comércio eletrônico global do Walmart.com (e chefe de Madeira), também deixará a companhia, segundo a rede "CNBC". Diane Mills, vice-presidente sênior de recursos humanos, também deve sair da empresa, como antecipou na terça-feira (1/11) o "The Wall Street Journal". Outro executivo, Brent Beabout, vice-presidente sênior da cadeia de suprimentos, segundo o jornal, saiu do cargo semanas atrás e deve ser sucedido por Nate Faust, co-fundador da Jet.com, site adquirido pelo Walmart em agosto. Na prática, a aquisição da Jet.com pelo Walmart, por US$ 3,3 bilhões, a maior soma já desembolsada pela varejista por uma empresa de comércio eletrônico, é a razão principal das mudanças nos cargos de liderança, segundo analistas de mercado americanos....

01/11/2016

50ª CONVENÇÃO ABRAS ACONTECE DE 8 A 10/11, EM ATIBAIA-SP

A Convenção ABRAS 2016 será realizada de 8 a 10 de novembro no Bourbon Convention & Resort, em Atibaia (SP). O evento é o mais importante encontro de empresários e líderes supermercadistas do Brasil. Durante os três dias os participantes contarão com palestras e painéis de renomados especialistas nacionais e internacionais, além da 6ª edição da Exposição e Feira de Tecnologia ABRAS, com lançamentos e tendências em soluções, equipamentos e serviços para o varejo de alimentos. Este ano a Convenção ABRAS traz o tema Simplificação: a melhor forma de se inovar, o objetivo é ajudar os empresários do varejo a adaptar-se às inovações para potencializar melhores resultados para os supermercados, se tornando cada vez mais competitivos. "A Convenção ABRAS está completando 50 anos, e preparamos um evento especial com palestras, painéis com os melhores especialistas do mercado para ajudar o supermercadista a gerar oportunidades para simplificar o dia a dia nas lojas e tornar os processos mais fáceis e práticos com uma gestão eficiente. A Convenção é, sem dúvida, uma oportunidade única para estreitar relacionamentos e trocar experiências com as principais lideranças da cadeia de abastecimento do País", destaca o presidente da ABRAS, Fernando Yamada. Workshop ABRAS No primeiro dia da Convenção, 8/11, às 8h45, acontecerá o Workshop ABRAS, no qual renomados especialistas, por meio de blocos e painéis, irão discutir temas relacionados à sustentabilidade e à simplificação no atendimento ao consumidor. Dentre os tópicos que serão abordados no workshop estão: Sustentabilidade - simplificando para melhores resultados Este tópico discutirá por meio de painel e bloco temas como gases de refrigeração (HCFCs), eficiência energética, entre outras questões que impactam diretamente os supermercados: os altos custos relacionados ao consumo de energia, por exemplo, que afetam o desempenho das lojas. Na oportunidade serão debatidos redução de custos, alternativas para aumentar a eficiência, e como melhorar os resultados quando o assunto é sustentabilidade. Nesta parte do workshop participam: Magna Luduvice, gerente de Proteção da Camada de Ozônio, do Ministério do Meio Ambiente; Stefanie Von Heinemann, gerente de Projetos da Agência Alemã GIZ; Paulo Neulaender, vice-presidente de Meio Ambiente da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA), Rogério Marson, gerente de Engenharia da Eletrofrio; Aroldo Lima, gerente geral de Manutenção e Obras da Companhia Zaffari Bourbon; Rodrigo Sauaia, presidente da Absolar, João Ferreira Barreto, assessor técnico da ABRACEEL, Claudio Vicente Barbosa, gerente de Utilidades, Planejamento e Operações de Manutenção do GPA, Pierre-yves Mourgue, diretor-presidente no Brasil da Greenyellow. Comportamento do consumidor - como simplificar para atender melhor As palestras voltadas ao comportamento do consumidor trarão soluções para uma gestão eficiente de processos que ajudarão na fidelização e engajamento dos clientes. Especialistas irão debater maneiras de estimular a inovação, a criação de novas experiências para facilitar o dia a dia do consumidor e tornar a dinâmica de compra mais fácil e prática. Essa segunda parte do Workshop ABRAS contará com: Patrícia Beber, country manager da Kantar Worldpanel; Gabriel Marioto, gerente de Inteligência da Cielo; Nivi Valentini, presidente da Movimento Arredondar. No Bloco de FLV será discutida a importância da rastreabilidade para o consumidor, e terá: Margarete Boteon, pesquisadora do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA); Ana Paula Maniero, gerente de Engajamento e Projetos Setoriais da GS1; Débora Cosenza , supervisora de Segurança de Alimentos da Coopertativa de Consumo (COOP) e Giampaolo Buso, diretor comercial da Paripassu. O tópico sobre consumidor também contará com o Painel da União Nacional de Entidades de Comércio e Serviços (UNECS), no dia 8/11, às 15 horas, que terá a presença dos representantes das sete das maiores instituições brasileiras representativas da área do comércio e serviços, que constituem a UNECS: Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL), Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (ANAMACO), Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). Coletiva de Imprensa Convenção 2016 No dia 8 de novembro, às 11h30, será realizada a Coletiva de Imprensa da Convenção ABRAS 2016. O presidente Fernando Yamada, representantes da diretoria da entidade, e especialistas do varejo irão divulgar importantes indicadores do setor, e também trarão pesquisas sobre o comportamento do consumidor e tendências do mercado para os próximos meses. Na oportunidade serão apresentados: - Índice Nacional de Vendas ABRAS (mês x mês/ acumulado do ano) - Abrasmercado (cesta com os 35 produtos mais consumidos nos supermercados) - Pesquisa Natal (com as previsões para as festas do final de ano) - Balanço RAMA (dados do 3º trimestre do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos da ABRAS) - Pesquisa Tendências e Comportamento do Consumidor (Kantar Worldpanel) - Pesquisa Categorias e Desempenho de Formatos (Nielsen) 6ª Exposição e Feira de Tecnologia Em paralelo à Convenção ABRAS acontece a 6ª Exposição e Feira de Tecnologia para Supermercados. A abertura oficial está marcada para o dia 8/11, às 14h, e também será baseada no tema Simplificação: a melhor forma de se inovar, e apresentará soluções e tendências do varejo que irão auxiliar e facilitar os negócios dos supermercadistas: fidelização de clientes, redução de custos, e melhora da gestão das lojas. A exposição contará com importantes empresas nacionais e internacionais desenvolvedoras de softwares, hardwares, serviços e equipamentos como: Bematech,Compex, Conductor, Consinco, Cyclopes, Danfoss, DMCard, Gunnebo Gateway, Honeywell, InfoPrice, Luminae, Oki Brasil, Perto, R-Dias, RP Info Sistemas, Sensormatic /Tyco, Sisqual, Symphony Eyc, Sysmo, Systax , Tlantic, Toledo, Top Sistemas, Toshiba Global, Visual Mix, Zebra Technologies e Zuum. Na Feira e Exposição de Tecnologia acontecem ainda a Ilha de Eficiência Energética, com as últimas soluções voltadas ao setor apresentadas por empresas do segmento: BEP, Engie, Honeywell, Trinity e Wx Energy. E também a Ilha de FLV, com o foco em projetos saudáveis de alimentação e na rastreabilidade de produtos, incluindo a apresentação do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos da ABRAS (RAMA). Essa Ilha contará com as empresas: Bayer, Benassi, Benafrutti, Carrefour, Dallas, Ferretti ,Fischer, Frutas AP, Lucato, Mallmann e Sitio Barreiras. Cerimônia de abertura A abertura oficial da Convenção ABRAS 2016 está marcada para o dia 8/11, às 20 horas, e irá receber os principais proprietários, diretores e executivos do varejo brasileiro, além de representantes do governo federal e líderes de entidades empresariais. São esperados mais de 700 participantes. Um pouco antes do evento, às 18 horas, os convidados participarão de um coquetel especial na Exposição e Feira de Tecnologia para incentivar o networking e auxiliar nas negociações entre supermercadistas, indústria e fornecedores....

29/09/2016

GOVERNO ELEVARÁ PARA 2% ALÍQUOTA QUE COMPENSA EMPRESAS POR EXPORTAÇÕES

Empresários, porém, querem que governo eleve a alíquota para 5%. O Ministério do Desenvolvimento informou nesta quarta-feira (28) que a alíquota do chamado Reintegra, programa que "devolve" aos empresários uma parte do valor exportado em produtos manufaturados via créditos do PIS e Cofins, subirá de 0,1% para 2% em 2017. A informação foi confirmada por representantes do ministério, empresários e analistas que participaram, nesta quarta, de uma reunião com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em Brasília. O G1 entrou em contato com o Ministério da Fazenda, mas ainda não obteve resposta. Os empresários que estavam no encontro, porém, pediram uma alíquota maior para o ressarcimento dos impostos que incidem sobre as exportações em 2017: de 5%. Segundo o presidente-executivo da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, o ministro da Fazenda disse que vai estudar o pleito. "O Brasil é o único país do mundo que exporta impostos. Todos os países do mundo que têm representatividade no exterior desoneram os tributos nas exportações. E o Brasil, principalmente na indústria, aquela que tem maior valor agregado, tem resíduos tributários nas cadeias produtivas que, quando a gente exporta o nosso produto, exporta com impostos", disse Velloso a jornalistas, após a reunião com Meirelles. O presidente-executivo da Abimaq disse que os cálculos apontam que a indústria de transformação brasileira exporta em média 7,2% de impostos. "Pedimos uma análise para rever essa questão. A Receita Federal vai fazer o cálculo deles. O pleito é de 5% [de alíquota do Reintegra em 2017]. O governo foi receptivo, mas não prometeu nada", acrescentou. Renúncia de R$ 10 bilhões...

29/09/2016

CRISE ESTIMULA NEGÓCIO VIRTUAL ENTRE EMPRESAS

São Paulo - Impulsionadas pela crise e pela necessidade de reduzir custos, empresas de diversos setores vêm migrando suas compras para o e-commerce. Quem tem se favorecido desse movimento são as companhias que atuam no comércio eletrônico business to business (B2B), mercado que só no ano passado movimentou R$ 600 bilhões no Brasil. "Estimamos hoje que o segmento business to consumer (B2C), em comparação com o B2B, represente menos de 10%. A transação entre empresas no meio digital foi o que deu origem ao e-commerce como temos hoje", explica o presidente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), Maurício Salvador. De forma resumida, o comércio B2B consiste em um ambiente virtual onde uma empresa (indústria, distribuidor, importador ou revendedor) comercializa seus produtos para outras empresas. Já o B2C seria a venda diretamente para o consumidor final. Segundo estimativas da entidade, o primeiro formato faturou cerca de R$ 600 bilhões em 2015, enquanto o segundo registrou cerca de R$ 48 bilhões no mesmo período. Mesmo com o volume muito grande, Salvador acredita que esse mercado ainda seja pequeno no Brasil, se comparado a outros países. "Ainda existe muito a crescer em termos de penetração das empresas", diz, completando que muitas companhias pequenas e médias, por uma resistência de automatizar os processos, ainda fazem os pedidos por telefone. Segundo o presidente do marketplace Mercado Eletrônico - maior do segmento na América Latina -, Eduardo Nader, uma das razões para que poucas empresas operem nesse segmento é a maior complexidade que ele impõe. "No B2C é muito fácil abrir uma loja virtual e começar a vender. No B2B é muito mais complexo. O aporte em tecnologia é robusto e o nível de serviços também tem que ser maior", diz. Fundado em 1994, a plataforma possui hoje uma base de mais de 1 milhão de companhias cadastradas, 8 mil clientes e só no ano passado transacionou cerca de R$ 80 bilhões...

29/09/2016

ELISEU PADILHA REFORÇA A NECESSIDADE DE REFORMAS

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou ontem, em palestra a empresários da imprensa, que sem as reformas fiscal, previdenciária e trabalhista o sistema do Estado "estoura" na próxima década. "Temos de convencer o cidadão que as reformas que estão sendo feitas não são para tirar direitos, mas para garantir", disse. "Se continuar como está, o sistema estoura em 2025, 2030", completou. "O sujeito vai ao banco com o cartãozinho e não terá dinheiro para sacar." Em almoço com membros da Associação Nacional de Jornais (ANJ), em um hotel de Brasília, ele lembrou que o risco Brasil chegou a 569 pontos em fevereiro, quando o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff foi retomado na Câmara. "Em 12 de setembro, estava em 313, isto é, caiu 256 pontos", disse. "Faltam 73 pontos para voltarmos a atingir os 240, que corresponde ao grau de investimento", ressaltou. "Mas nesta queda estão 'precificadas' as reformas fiscal e da Previdência. Sem uma das duas, essa curva se inverte." O ministro disse que a "boa notícia" é que, no jantar realizado na terça-feira, no Palácio da Alvorada, "todos" os líderes da base do governo se comprometeram a apoiar as propostas de reforma fiscal preparadas pela equipe do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. "O Brasil é um mar de oportunidades, mas só tem um probleminha", disse, referindo-se depois à "herança lusitana" de não acreditar em seu potencial. Padilha disse que tem acompanhado com preocupação discussões no Legislativo que prejudicam a recuperação do orçamento. "Todo mundo está disposto a fazer bondades, na Câmara, nas assembleias...

20/09/2016

REFORMA TRABALHISTA DE TEMER FICARÁ PARA O ANO QUE VEM

Rio - Para evitar desgaste e não dificultar a tramitação de duas propostas que estarão em andamento no Congresso, a que limita os gastos públicos e a reforma da Previdência, o governo Temer decidiu adiar o processo de alteração das leis trabalhistas para o ano que vem. Mas algumas mudanças que estão no arcabouço da reforma devem ser implantados. Isso porque o governo pretende apoiar a proposta de terceirizar todos os setores das empresas, inclusive as atividades-fim conforme antecipou O DIA no dia 6 deste mês. O projeto de terceirização, já aprovado pela Câmara, no começo de 2015, está à espera da votação no Senado. A iniciativa deixa de fora empresas públicas e sociedades de economia mista da proposta que regulamentará os contratos. O Planalto aposta que o projeto da terceirização seja aprovado pelo Senado ainda este ano, em paralelo à reforma da Previdência. Se a proposta for sancionada, um banco poderia por exemplo, em tese, contratar caixas terceirizados. No entanto, provavelmente não faria porque o texto diz que o profissional da contratada não pode ser subordinado à empresa contratante. O caixa não responderia a um chefe do banco, mas, sim, a alguém da terceirizadora. Como hoje não há regulamentação, a Justiça do Trabalho limita a subcontratação a áreas-meio, como limpeza, segurança e serviços especializados que não tenham relação com o objeto de empresa. Sem lei, a terceirização da área-fim é considerada ilegal pelo Judiciário. Ou seja, pela regra atual, uma fábrica de veículos não pode terceirizar as atividades dos metalúrgicos, mas sim analistas de sistema, seguranças e equipe de limpeza. Regulamentar a terceirização é um dos pontos da “modernização” das relações de trabalho que governo quer implementar. A ideia é que com a reforma faça as convenções coletivas prevalecerem sobre as normas legais. Além dos itens que a própria Constituição permite flexibilizar — como jornada de trabalho, banco de horas, redução de salário, participação nos lucros e resultados — outros benefícios, como férias e 13º salário, adicionais noturno e de insalubridade, salário mínimo, licenças e FGTS, também devem ser negociados entre patrões e sindicatos. PL 4330 abre brecha para mudança na relação trabalhista A Câmara dos Deputados concluiu no fim de agosto a votação do projeto de lei da terceirização (PL 4330/04), que está no Senado. Foi aprovada em plenário uma emenda que permite a terceirização de todas as atividades do setor privado. Atualmente, somente as atividades-meio, que não têm a ver com o produto ou serviço final da empresa, podem ser terceirizadas. Por exemplo, um banco pode terceirizar os serviços de limpeza e segurança, mas não pode terceirizar o empregado que abre conta corrente....

16/09/2016

APÓS 6 ANOS, BLACK FRIDAY AMADURECE PARA TENTAR MITIGAR FALSAS PROMOÇÕES

São Paulo - Depois de um intenso trabalho desenvolvido por representantes do setor de comércio eletrônico para que não houvesse falsas promoções, a Black Friday deste ano deve ser caracterizada pela multiplicação no número de varejistas participantes e de clientes. Segundo a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), o programa Black Friday Legal, elaborado para combater as ofertas fraudulentas, tem atraído um número surpreendente de adeptos do varejo on-line, entre grandes, pequenas médias empresa. A estimativa da câmara, inclusive, é de ultrapassar neste ano a quantidade de certificados de procedência emitidos na edição passada do evento varejista. "Em 2013, após toda aquela polêmica, resolvemos criar uma medida que levasse boas práticas sobre o evento para os lojistas. Agora, em 2016, parece que conseguimos superar. O número de empresas adeptas é cada vez maior e isso traz confiança ao consumidor", explica o presidente da camara-e.net, Leonardo Palhares. No ano passando, de acordo com ele, 120 comerciantes obtiveram a chancela da entidade com a garantia de que as suas promoções eram verdadeiras. Neste ano, a expectativa é de ultrapassar a marca de dois mil certificados. Para Palhares, os lojistas se deram conta de que anunciar uma promoção inexistente não atrai o consumidor e ainda ajuda a defasar a imagem da empresa, que pode até correr o risco de ser processada ou perder direitos. "Se varejistas chanceladas cometerem esse tipo de atitude, têm sua chancela retirada e a denúncia encaminhada aos órgãos competentes, como os de defesa do consumidor e o Procon", avisa Palhares. A Black Friday deste ano deve contar com um número recorde de participantes. São esperadas que mais de duas mil. Ano passado, 408 lojas - fora as que não anunciaram suas participações - admitiram ter realizado liquidações na data....

16/09/2016

GOVERNO ADIA REFORMA TRABALHISTA, MAS VAI APOIAR A TERCEIRIZAÇÃO

“No Brasil, sempre que se cria um teto, deixa-se uma chaminé” José Carlos Rodrigues Martins Presidente da Cbic Pressionado pela base, o governo decidiu adiar a reforma trabalhista para concentrar esforços na aprovação do teto para gastos. Outros projetos ficaram para depois das eleições. -BRASÍLIA E RIO- Sem clareza sobre o tamanho da sua base parlamentar em votações de temas polêmicos e pressionado pelos partidos aliados a não adotar posições políticas que os prejudiquem nas eleições municipais, o governo está adaptando sua agenda de projetos importantes que dependem do Congresso. A fim de obter aprovação para sua maior prioridade — a proposta de emenda constitucional (PEC) que estabelece um teto para os gastos públicos —, o Palácio do Planalto decidiu adiar para o ano que vem a reforma trabalhista. Na última terça-feira, o presidente Michel Temer foi informado de que haveria uma debandada de partidos da base aliada caso a proposta não fosse adiada. Empresários também consideram a PEC dos gastos crucial. E ontem, em reunião com líderes dos partidos que integram o chamado “centrão” na Câmara, Temer pediu que trabalhem junto a suas bancadas pela aprovação da PEC do teto de gastos. O presidente recebeu o grupo que reúne mais de 200 deputados de legendas como PP, PSD, PTB, PR, PRB e SD. O grupo reforçou apoio à medida e garantiu que negociará o fechamento de questão em cada uma das bancadas aliadas. O grupo fez um acerto de procedimento na Câmara...

12/09/2016

NA METADE DA SEMANA DO PEIXE, VAREJO JÁ APONTA VENDAS SURPREENDENTES

De São Paulo (SP) a João Pessoa (PB), de Belo Horizonte (MG) a Campo Grande (MS). No Brasil inteiro a Semana do Peixe 2016 chega à metade com um balanço prévio positivo das ações já realizadas. Informações preliminares de redes varejistas indicam que a venda de pescado na primeira semana da campanha foi superior à expectativa, principalmente em função do feriado pátrio em plena quarta-feira. Os balanços finais serão divulgados após o encerramento da campanha. O Carrefour realizou no primeiro sábado da campanha (3/09) uma ação de degustação especial em parceria com a Zaltana Pescados. Mais de 100 kg de tambaqui preparados em churrasqueira foram servidos no estacionamento da loja de Osasco (SP). "Só para se ter noção do impacto da venda na loja que teve a degustação, Osasco foi a loja que mais vendeu tambaqui naquele dia", conta Maria Rosilene Sousa Costa, responsável pelo departamento comercial da peixaria. Segundo ela, a loja de Osasco vendeu um volume muito superior em relação ao registrado no ano passado. Para encerrar a campanha, o Carrefour fará outro churrasco de tambaqui na loja Centro de São Bernardo do Campo (SP) (R. José Benedetti, 247) no sábado, 17/09. Mas não é só no Sudeste que a campanha ganhou forte adesão do varejo. A rede Comper, com forte atuação no Mato Grosso do Sul, programou uma série de descontos para tambaqui, pintado e tilápia, mas também sashimis em preços promocionais e sardinhas congeladas, além de degustação em algumas das 14 lojas da rede. Em João Pessoa e Campina Grande (PB), as bandeiras Pão de Açúcar e Extra, do GPA, também levaram sua política de preços 20% mais baratos para vender 15% mais. Em Belo Horizonte (MG), até peixarias locais fizeram preços promocionais com identidade visual da Semana do Peixe definida pelo Ministério da Agricultura, por meio da Secretaria de Aquicultura e Pesca....

30/08/2016

EMPRESÁRIOS ESTÃO MAIS CONFIANTES

O cenário não é de otimismo, mas entre altos e baixos, o sentimento de credibilidade frente à economia vai se consolidando entre os varejistas de Belo Horizonte. Pesquisa inédita realizada pela Federação do Comércio do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG) mostra que, em agosto, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) da Capital subiu mais uma vez e chegou aos 78,4 pontos. O número ainda coloca o setor em um patamar pessimista, mas representa a terceira alta seguida no indicador, que é o maior desde abril de 2015 (74,9 pontos). A confiança nas médias e grandes empresas (100,77 pontos), ou seja, com mais de 50 empregados, é superior ao nível identificado nas micro e pequenas (77,92 pontos). Por grupo de atividade, os estabelecimentos que trabalham com produtos não duráveis (81,57 pontos), como alimentos e medicamentos, são os menos insatisfeitos. Divulgado pela primeira vez, o estudo da Fecomércio-MG tem como base os dados coletados mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) desde agosto de 2014. Nele, a linha dos 100 pontos é considerada a referência para todos os indicadores, sendo que abaixo dela se configura uma situação de pessimismo e acima de otimismo. A principal causa do crescimento contínuo da confiança dos dirigentes belo-horizontinos está no aumento, também constante nos últimos meses, de suas perspectivas por uma melhora no mercado nacional. Em agosto, o Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (Ieec) - um dos três indicadores secundários do Icec - foi o único a encerrar o mês otimista, com 125,4 pontos, a maior marca registrada em toda a série histórica. As percepções sobre o futuro da economia brasileira (115,4 pontos), do setor (125,1 pontos) e da própria empresa (135,8 pontos) foram determinantes para o resultado. O economista da Fecomércio-MG, Guilherme Almeida, argumenta que a “trégua” dada por indicadores econômicos como a inflação, aliada a fatores sazonais do segundo semestre, como o pagamento do 13º salário e a comemoração de datas importantes, explicam a evolução das expectativas entre os comerciantes. “Para os próximos meses, é esperada uma desaceleração mais intensa da inflação, que já vem ocorrendo e, com isso, os empresários acreditam que pode haver a retomada do consumo. Neste semestre, temos também a injeção do 13º (salário) e a presença de datas comemorativas de peso como o Natal e o Dia das Crianças. Há pesquisas que também mostram uma melhora na confiança dos consumidores. Tudo isso, os empresários projetam na melhoria das vendas”, analisa Almeida, que também inclui nessa lista a influência de fatores políticos. Investimentos - Os outros dois indicadores que compõem a confiança do empresário, o Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec) e o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (Iiec), apesar de também apresentarem alta neste mês, ainda estão longe de um universo otimista. O Icaec, que reproduz uma avaliação dos gestores do setor no presente, teve elevação de 1,5 ponto, mas fechou o período em 34,9 pontos, demonstrando forte insatisfação. Um pouco melhor, a propensão a realizar investimentos foi de 74,8 pontos, bem abaixo da linha dos 100 pontos, mas com boas perspectivas para contratações, melhorias nas empresas e estoques...

19/08/2016

EMPRESAS ESTRANGEIRAS SE PREPARAM PARA RETOMADA DA ATIVIDADE

São Paulo - As empresas estrangeiras estão mais otimistas em relação ao Brasil e já se preparam para o momento de retomada da atividade econômica. A avaliação delas é que o ritmo de recuperação deve ser rápido. A diretora da GAC Group no Brasil, Norma Garcia, afirma que cresceu muito o interesse de empresas francesas no País. A GAC Group presta consultoria nas áreas tributária, de funding (financiamento) e inovação para companhias que querem abrir negócios no Brasil. Ela conta que, até julho deste ano, a consultoria conseguiu faturar o mesmo valor apurado em todo o ano de 2015. Isso representou uma alta de 20% na receita bruta da GAC Group, do final de 2015 a julho de 2016. Norma diz que as áreas de maior interesse dos estrangeiros no Brasil são energia, saneamento básico, farmacêuticas, seguros e softwares. Há 80 anos no Brasil, a francesa Saint-Gobain está mais positiva em relação ao Brasil, já que se aproxima o momento de definição na política, com a finalização do processo de impeachment [até o dia 31 de agosto], o que, consequentemente, levará ao endereçamento de medidas na área econômica. "As coisas estão voltando à normalidade e começamos a reabrir projetos que estavam parados e a colocá-los na mesa", relatou Thierry Fournier, presidente do grupo industrial Saint-Gobain no Brasil, em um almoço promovido pela Câmara de Comércio França-Brasil (CCFB-SP). Ele pondera que apenas aguarda o final de agosto para avaliar encaminhamentos nos projetos de expansão de capacidade. Já os investimentos em aumento de produtividade continuam. Essa foi a estratégia escolhida pela Saint-Gobain para atravessar a crise no Brasil, além da realização de aquisições. "Já compramos quatro empresas neste ano", afirma Fournier, acrescentando que o grupo trabalha para adquirir mais duas ou três companhias. Recuperação O presidente da Saint-Gobain avalia que o setor de infraestrutura será fundamental na retomada da atividade e, por isso, aposta em um programa de parcerias público-privadas no setor após a definição do cenário político brasileiro. Para o economista-chefe do Bradesco, Octávio de Barros, a infraestrutura é setor que mais tende a prosperar nos próximos meses, caso a agenda macroeconômica que está sendo proposta pelo presidente interino Michel Temer seja colocada em prática. "Essa agenda tende a aumentar a previsibilidade de médio e longo prazo das empresas estrangeiras no Brasil", diz ele, ao se referir à expectativa de maior segurança jurídica nos contratos de concessão em infraestrutura........

16/08/2016

MEIRELLES: GOVERNO AVALIA ALTA DE IMPOSTOS

-SÃO PAULO E RIO- O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, reafirmou ontem que a equipe econômica está trabalhando nas projeções de arrecadação de tributos para decidir, até o fim do mês, se haverá aumento de impostos. A Receita Federal já encaminhou ao Ministério da Fazenda os dados relativos à arrecadação, para análise. — Estamos trabalhando nisso. Vamos tomar agora uma decisão preliminar, se vai haver aumento de impostos — afirmou o ministro, depois de participar de encontro com investidores em uma corretora em São Paulo. Meirelles voltou a negar que o governo tenha sofrido uma derrota com a aprovação, na Câmara dos Deputados, do texto-base do projeto de ajuste fiscal dos Estados, com a exclusão de regras para limitar reajustes para os servidores. — Do nosso ponto de vista foi uma vitória importante, fundamental e positiva para a aprovação da PEC (proposta de emenda constitucional) dos gastos — disse. Na avaliação do ministro, o ajuste nas contas públicas “caminha bem”, mas, por envolver o Congresso, “não é um processo linear, que a Fazenda decida”. Sobre a possibilidade de se repetir o que aconteceu com seu antecessor, Joaquim Levy, que não conseguiu aprovar medidas de ajuste durante o governo Dilma Rousseff, Meirelles afirmou: — Gosto muito do meu amigo Joaquim Levy. É um grande técnico, uma pessoa honrada. Sempre que sou comparado com algum ministro que fez algum trabalho importante, eu me sinto muito honrado...

15/08/2016

ROGÉRIO MARINHO DEFENDE MODERNIZAÇÃO DA LEI TRABALHISTA

O deputado federal Rogério Marinho (PSDB) cumpriu extensa agenda nesta sexta-feira (12) na em Curitiba (PR). Presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Comércio, Serviços e Empreendedorismo (CSE), o tucano esteve na capital paranaense para, entre outros compromissos, fazer uma palestra destinada aos empresários da cidade, na Associação Comercial do Paraná (ACP). Em pauta: “a reforma trabalhista, o ajuste fiscal e o estado necessário”; temas que estão em discussão por parte da Frente CSE. Na palestra, Rogério disse que a “modernização da lei trabalhista é fundamental. Estamos tratando de uma legislação da década de 30, consolidada em 1943. São mais de 70 anos. Nesse tempo, surgiram várias novas atividades que não estão previstas na lei”, disse. Ainda de acordo com o parlamentar, a “terceirização, por exemplo, é um fato. Existe em todos os lugares do mundo”. Em outro trecho da palestra, o deputado afirmou que um dos grandes problemas do Brasil é o “corporativismo” de algumas atividades. “Entidades organizadas como castas dentro do serviço público que não abrem mão de nenhuma vantagem que possuem. O modelo político brasileiro faliu, a reforma política é necessária para aproximar o eleitor do seu representante. Mas esse não é o único problema”, completou. Antes de participar do evento na ACP, Rogério Marinho esteve na manhã desta sexta-feira (12) na Assembleia Legislativa do Paraná, onde ocorreu um debate promovido pela Comissão Especial da Câmara que trata da nova Lei Geral do Futebol. Relator da matéria, o tucano destacou que a legislação vai “impactar diretamente no dia a dia dos clubes, dos jogadores e até dos torcedores”. Já no final da tarde desta sexta, o deputado federal Rogério Marinho se reuniu com o Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe/PR), também em Curitiba. Na oportunidade, o parlamentar debateu com os representantes da categoria o projeto Escola Sem Partido, que tem como objetivo evitar a doutrinação ideológica em sala de aula, e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Rogério Marinho é autor do projeto de lei que determina a aprovação por parte do Congresso Nacional do BNCC. O objetivo do deputado é exatamente evitar o uso da Base com viés ideológico. O parlamentar também apresentou outra proposta que está em tramitação na Câmara, que criminaliza o assédio ideológico no ensino.

01/08/2016

CARNÊ DE LOJA GANHA FORÇA COM A CRISE

am mais seletivos na aprovação do crédito. O avanço do desemprego, com fechamento de mais de meio milhão de vagas formais só no primeiro semestre, também piorou o quadro. Sem ter como comprovar a renda, o trabalhador informal tem dificuldade para obter crédito bancário. O aumento do uso do carnê ficou nítido no final do primeiro semestre. Em junho, cresceram 24% as vendas parceladas no carnê ou boleto em relação ao mesmo mês de 2015 entre os varejistas clientes da MultiCrédito, empresa que faz análise de crédito para cerca de mil estabelecimentos. Carne “O carnê permite que a loja tenha uma linha de crédito com limites determinados por ela, fideliza o cliente e pode gerar novas vendas quando ele vem pagar a prestação”, explica o vice-presidente da MultiCrédito, Flávio Vaz Peralta. Em junho, o número de lojas que procurou esse serviço aumentou 22% em relação ao mesmo mês de 2015. Móveis, materiais de construção, artigos de vestuário e óticas foram os segmentos em que o crediário próprio das lojas teve mais demanda. De acordo com a empresa, os Estados onde o uso do carnê mais cresceu foram Minas, Bahia e Pernambuco, além de municípios do interior paulista. Mesmo consumidores que têm cartão de crédito passaram a recorrer ao carnê por já terem atingido o limite de endividamento. É o caso da diarista Maria Celeste de Souza Montenegro, mãe de quatro filhos. Com renda de R$ 1,8 mil, a diarista tem quatro carnês. Em três deles paga celulares que deu de presente para os filhos. No outro, comprou uma cama beliche. Os prazos dos carnês variam entre dez meses e um ano e, segundo ela, todos estão em dia. “O carnê é uma forma de eu conseguir comprar as coisas, porque já estourei o cartão. Pretendo fazer outro em janeiro para comprar um sofá.”...

01/08/2016

DÓLAR RECUA COM PIB DOS EUA E BRIGA DA PTAX, MAS SOBE 0,98% EM JULHO

dólar fechou nesta sexta-feira (29/7), em forte queda ante o real. O ajuste acompanhou o viés negativo do dólar no exterior, após o crescimento do PIB dos EUA no segundo trimestre abaixo do esperado e que praticamente eliminou a chance de uma alta de juros neste ano no país, segundo operadores de câmbio. Houve também pressão para baixo exercida por bancos na disputa pela formação da última Ptax do mês, que encerrou aos R$ 3,2390 (-1,07%). Já o dólar futuro para setembro, que passou a concentrar a liquidez a partir de hoje, encerrou com baixa de 1,46%, aos R$ 3,2760. O volume financeiro negociado totalizou US$ 16,802 bilhões. O PIB americano avançou 1,2% no segundo trimestre deste ano, na primeira leitura da taxa anualizada, bem abaixo da previsão de alta de 2,6% dos analistas. Além disso, o PIB do primeiro trimestre foi revisado em baixa, de +1,1% para +0,8% na taxa anualizada. O presidente do Federal Reserve de San Francisco, John Williams, disse hoje que é provável que as taxas de juros de curto prazo nos EUA fiquem mais baixas do que o habitual no futuro. O gerente da Treviso corretora, Reginaldo Galhardo, avaliou que uma parte da queda refletiu pressão para o enfraquecimento da Ptax e a outra parcela, o PIB americano abaixo das expectativas, que acabou estimulando uma realização de lucros nos mercados de moedas. Na briga da Ptax, segundo ele, a posição vendida de bancos no mercado à vista de mais de US$ 30 bilhões no mês foi determinante para a condução das cotações. A decisão do Banco do Japão de apenas aumentar o volume destinado a fundos de índices de ações acabou ficando em segundo plano. O BoJ também manteve inalterados a taxa de depósitos em -0,1% e o volume de compra de bônus em 80 trilhões de ienes. A perspectiva para o dólar é de volatilidade, segundo um profissional de câmbio. O mês de agosto começa na próxima semana com uma agenda importante, que poderá manter os ativos instáveis, previu a fonte. O Congresso volta do recesso na próxima segunda-feira e a agenda de indicadores inclui os dados de junho da produção industrial e de julho da balança comercial. No exterior, haverá reunião de política monetária do Banco da Inglaterra na quinta-feira e a divulgação do relatório do mercado de trabalho dos Estados Unidos, na sexta-feira.

28/07/2016

BANCO CENTRAL ADOTA TOM CAUTELOSO NA ATA E PODE RETARDAR A QUEDA DOS JUROS

São Paulo - O Banco Central (BC) poderá retardar a queda da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 14,25% ao ano. Essa foi a visão do mercado após o tom cauteloso do Comitê de Política Monetária (Copom) sob a presidência de Ilan Goldfajn na ata divulgada ontem. Segundo especialistas no assunto, a ata foi bastante clara sobre os objetivos da autoridade monetária de levar a inflação para o centro da meta de 4,5% já em 2017. "O Banco Central foi extremamente cauteloso e mandou um recado muito claro ao mercado: que não vai produzir nenhuma redução dos juros se a inflação não começar a ceder", avaliou o mestre em economia do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) Ricardo Balistiero. Em linha semelhante, o professor do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV) Fernando de Holanda Barbosa disse que o Banco Central buscou ancorar as expectativas do mercado. "O cenário é da autoridade mantendo a taxa atual [Selic em 14,25% ao ano] e buscando ancorar as expectativas de inflação. O mercado ainda não convergiu para essa expectativa", afirmou. Em linguagem clara e objetiva na ata, o BC fala que o cenário de referência supõe, entre outras hipóteses, taxa de juros e câmbio inalteradas em 14,25% ao ano e o dólar em R$ 3,25 respectivamente por todo o horizonte de projeção. "Esse cenário aponta para inflação em torno da meta de 4,5% já em 2017", diz o BC. O mercado espera inflação de 5,3% para o próximo ano....

28/07/2016

NOVA PROJEÇÃO DE VENDAS INJETA ÂNIMO NOS INVESTIDORES DO VAREJO ALIMENTAR

São Paulo - Depois de enfrentar um ciclo recessivo, o ramo de supermercados desponta como o primeiro a avançar nas vendas, ainda que timidamente, na comparação interanual. No primeiro semestre, o ganho das redes subiu 0,07%, o que levou o setor a reverter a perspectiva de queda na casa de 1,8% no faturamento para o ano, para avanço de 0,4%% Com exceção das farmácias, que não chegaram a apresentar encolhimento dos ganhos durante a recessão, as vendas nos supermercados foram as primeiras a registrar um crescimento real - já descontada a inflação. Os números foram passados ontem (26) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e, para o presidente do conselho consultivo da entidade, Sussumu Honda, a mudança pode estimular novos investimentos das redes, que pisaram no freio nos aportes durante a recessão, mas não chegaram a parar de investir. "As redes podem ter diminuído seus investimentos em alguns segmentos, mas o varejo alimentar possui vários modelos de operação. Apesar de não estar no mesmo nível de anos anteriores à crise, o processo de expansão continua acontecendo, e como o segundo semestre costuma indicar números melhores [que o primeiro], os investimentos podem voltar a crescer", diz. Para se tornar efetivo, porém, a aceleração dos investimentos das redes terá de contar com a melhora de uma série de indicadores. Entre eles, a queda da inflação e do dólar. "O dólar é um componente muito relevante na conta dos supermercados. No início do ano, estávamos trabalhando com valores muito acima dos razoáveis. Com a inclinação de novas quedas, a tendência é de que haja estabilidade nas vendas e, por consequência, melhora da confiança dos empresários", comenta. Aportes Questionado se a mudança na previsão da Abras poderia impactar os negócios da rede Zaffari, o presidente da companhia, Claudio Luiz Zaffari, afirmou que as decisões sobre os aportes vão depender de cada operação em particular...

28/07/2016

28º CONGRESSO NACIONAL ABRASEL APOSTA NO BRASIL QUE EMPREENDE

Despertar lideranças, inspirar e promover mudanças de atitudes para que o Brasil encontre seus caminhos como potência mundial. É com essa ideia que a Abrasel promove seu 28º Congresso Nacional e traz líderes e empresários de sucesso para falar com o setor de alimentação fora do lar. Nomes como Luiza Trajano, Ana Luiza Trajano, Arri Coser, Pedro Coutinho, Everardo Maciel, Ricardo Bomeny e Morena Leite figuram entre os destaques do evento, que acontece nos dias 17 e 18 de agosto, no IESB Asa Sul, em Brasília. Com formato arrojado, o Congresso Abrasel se consolida como maior evento de geração de inteligência e conhecimento para o setor. Um dos grandes painéis será o “Brasil Empreendedor”, no dia 17 de agosto, comandado por lideranças da União Nacional de Entidades de Comércio e Serviços (UNECS). A coalização se reunirá para debater os caminhos e as estratégias que estão desenvolvendo para um Brasil melhor, com foco no desenvolvimento do ambiente de negócios e na simplificação da vida brasileira. Participarão: Paulo Solmucci Junior, presidente executivo da Abrasel; George Pinheiro, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB); Cláudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco); José do Egito, presidente Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad); Fernando Yamada, presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras); Francisco Alves, presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL); e Nabil Sahyoun, presidente da Associação de Lojistas de Shopping do Brasil (Alshop)....

22/07/2016

PELA OITAVA VEZ CONSECUTIVA, COPOM MANTÉM TAXA SELIC EM 14,25% AO ANO

São Paulo - O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, ontem, pela manutenção da taxa de juros em 14,25% ao ano. As projeções mais conservadoras sobre o futuro da Selic já empurram o início dos cortes para o segundo trimestre de 2017. Em comunicado enviado à imprensa, o BC indicou a inflação elevada, "em boa medida decorrente de preços de alimentos", como um dos motivos da escolha unânime pela oitava manutenção consecutiva da taxa de juros. Também foram mencionadas "incertezas quanto à aprovação e implementação dos ajustes necessários na economia". A autoridade monetária brasileira destacou ainda que "um período prolongado com inflação alta e com expectativas acima da meta pode reforçar mecanismos inerciais e retardar o processo de desinflação". Para Miguel de Oliveira, diretor executivo da Anefac, a decisão de ontem seguiu a linha apresentada no último relatório trimestral de inflação (RTI) do BC. "Eles já haviam indicado maior austeridade e colocado que o objetivo era trazer a inflação à meta [4,5%] no ano que vem. Como a inflação ainda está muito elevada [8,84%] era esperada a manutenção da taxa de juros". Já Patrícia Krause, economista-chefe da Coface, ressaltou que as medidas de austeridade que dependem do Legislativo "não devem avançar tão cedo", podendo ser aprovadas só depois das eleições municipais. Assim, o Copom deve aguardar mais para reduzir os juros. Cortes Para a especialista entrevistada pelo DCI, os cortes na Selic podem começar só em meados do ano que vem. "No RTI foi mostrado um tom de maior austeridade pelo BC, que falou em chegar à meta de inflação já no próximo ano. Por isso, nenhuma redução na taxa deve acontecer neste ano", ressaltou Patrícia. "Os cortes devem ficar para o segundo trimestre de 2017." Já Oliveira disse acreditar que as alterações devem acontecer mais cedo, no final deste ano. "No último trimestre de 2016, possivelmente nas duas últimas reuniões [do Copom] a Selic deve ser reduzida."... o

15/07/2016

OTIMISMO CONTAGIA BOLSA: ALTA DE 1,62%

São Paulo - O otimismo marcou os mercados mundiais ontem, com as expectativas de que os bancos centrais lancem pacotes de estímulos monetários em breve. No Brasil, o Ibovespa subiu 1,62% e renovou a pontuação máxima em quase 14 meses. Foi a sétima alta consecutiva do índice. O dólar fechou em baixa, apesar de mais uma ação do Banco Central no câmbio. Os investidores também repercutiram positivamente a eleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ), para a presidência da Câmara. “Maia não deve dificultar a vida do presidente interino Michel Temer, e reconhece a necessidade do ajuste fiscal. A governabilidade, em nossa opinião, deve melhorar”, diz, em relatório, a equipe de análise da Guide Investimentos. Impulsionado pelos papéis do setor financeiro e da Petrobras, o Ibovespa fechou em alta de 1,62%, aos 55.480,87 pontos. É a maior pontuação desde 19 de maio do ano passado (55.498,82 pontos). O giro financeiro foi de R$ 8,8 bilhões. Segundo analistas, a alta da Bolsa nos últimos pregões também embute as expectativas de que a economia brasileira vai se recuperar. “A percepção do mercado é que, com a provável confirmação do impeachment da presidente Dilma Rousseff, Temer terá mais condições de realizar as reformas necessárias e atrair investimentos ao País”, avalia Rodrigo Puga, sócio-gestor da Modalmais. No setor financeiro, Itaú Unibanco PN subiu 2,84%; Bradesco PN, +4,12%; Banco do Brasil ON, +5,31%; Santander unit, +1,95%; e BM&FBovespa ON, +3,66%. As ações da Petrobras ganharam 2,82%, a R$ 10,93 (PN), e 2,54%, a R$ 13,32, acompanhando a alta do petróleo no mercado internacional. Os papéis PNA da Vale perderam 2,47%, a R$ 13,82, enquanto os ON recuaram 2,63%, a R$ 17,35...

15/07/2016

AÇÕES PARA SEMANA DO PEIXE 2016 PODEM ELEVAR CONSUMO DE PESCADO EM MAIS DE 30%

A mobilização do setor privado para a realização da Semana do Peixe em 2016, entre 1º e 15 de setembro de 2016, já começa a dar bons frutos. Coordenada pelo Comitê das indústrias de Pesca da Fiesp (Compesca), a articulação já recebeu apoio de diversas entidades à campanha, dedicada a incentivar a comercialização de peixes e frutos do mar no varejo. Em anos anteriores, houve registros de aumento de 30% no consumo de pescado no período. Para este ano, a cadeia produtiva já se prepara para superar este patamar. A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) já iniciou a divulgação da campanha às suas 27 associações estaduais, que congregam 84,5 mil lojas. De acordo com Márcio Milan, vice-presidente de Relações Institucionais da ABRAS, uma série de iniciativas já está sendo coordenada junto aos escritórios estaduais da entidade, como uma coletiva de imprensa no fim de agosto para engajar a grande mídia na causa. Além disso, a revista SuperHiper, publicação oficial do setor supermercadista, preparou uma reportagem especial sobre a Semana para a edição de julho, cuja circulação está prevista para os próximos dias. Na abertura da I Feira Nacional da Piscicultura (Fenapis), realizada em Jaboticabal entre 13 e 15 de julho, o diretor do Instituto de Pesca de São Paulo, Luiz Ayroza, fez o lançamento oficial da campanha junto aos produtores aquícolas. "A PeixeBR [Associação Brasileira da Piscicultura], PeixeSP [Associação Paulista da Piscicultura] e a Câmara Setorial de Pescado de São Paulo farão várias ações para se aumentar o consumo de pescado para disponibilizar preços mais acessíveis ao consumidor", disse. O próprio Instituto já programou diversas atividades para estimular o consumo, como ciclos de palestras, visitas monitoradas e até oficinas de artes para as crianças. Já a Fiesp organizará, em 8 de setembro, um evento de discussão sobre os principais entraves e cases de sucesso da comercialização de pescado, no qual pretende reunir desde representantes do setor privado até entidades como o Ministério da Agricultura e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)....

12/07/2016

PESSOAS DE 30 A 39 ANOS ATRASAM MAIS AS CONTAS

No momento da vida em que as responsabilidades aumentam, seja pela chegada dos filhos ou a saída da casa dos pais, crescem também as contas a pagar. Com a crise econômica, esse peso da fase adulta tem trazido a uma geração a dor de cabeça de não pagar o que deve: mais da metade dos brasileiros com idade entre 30 e 39 anos estão inadimplentes, segundo dados divulgados ontem pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). De acordo com a pesquisa, 50,19% da população nesta faixa etária terminou o último semestre com o nome inscrito em alguma lista de devedores. E eles são 17 milhões de inadimplentes. É a segunda vez que o SPC Brasil e a CNDL segmenta o estudo por faixa etária, antes ele era feito apenas por regiões. Em maio deste ano foi a primeira vez em que a idade dos inadimplentes foi levada em consideração e também havia 17 milhões de brasileiros entre 30 a 39 anos com contas a pagar em aberto. Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a situação dessas pessoas se explica pelo fato de que “geralmente, nessa idade, elas já são chefes de família e têm um número maior de compromissos a pagar, como aluguel, água, luz, entre outras despesas domésticas. Todos esses fatores aliados à falta de planejamento orçamentário e os efeitos da crise econômica impactam negativamente na capacidade de pagamento”, explica a economista....