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29/01/2019

Inflação nos supermercados sobe em dezembro e o acumulado 2018 fica acima da pro

O Índice de Preços dos Supermercados (IPS), calculado pela Associação Paulista dos Supermercados (APAS) e pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), subiu 0,53% em dezembro, valor considerado dentro dos padrões históricos para o período. Porém, com este resultado, o acumulado do ano encerrou 2018 com inflação de 4,33%, ou seja, 0,33% acima das projeções da APAS, que eram de alta nos preços entre 3% e 4%. “Os preços seriam bem mais comportados no ano, podendo ficar até próximo do piso projetado se não fossem três fatores que, pela intensidade ocorrida, prejudicaram uma série de produtos de peso no orçamento do consumidor paulista. Os fatores foram a greve dos caminhoneiros, os custos de energia elétrica e a alta do dólar”, explicou Thiago Berka, economista da APAS. A greve dos caminhoneiros influenciou nos preços das aves (principalmente o frango), categoria esta que estava mantendo o índice geral no início do ano em um nível mais baixo. Já os custos de energia elétrica sofreram forte influência das bandeiras tarifárias, mais caras em vários momentos do ano, que encareceram os custos de produção da indústria. Por último, a disparada do dólar, que saiu de R$ 3,30 para um pico de R$ 4,20, teve influência direta em produtos importados e nos que têm matéria-prima cotada em dólar, como categorias de higiene e beleza, produtos de limpeza, entre outras. “A demanda por produtos, fator natural de inflação, não foi observada neste ano, pois, com os níveis de desemprego e de inadimplência ainda muito altos, e um PIB que será praticamente o mesmo de 2017 e que não recupera nem metade do que tínhamos em 2014, podemos confirmar que os consumidores compraram menos”, observou Berka

16/08/2018

Perdas do setor supermercadista somaram R$ 6,4 bilhões em 2017

O setor supermercadista registrou um índice de 1,82% de perdas em 2017, uma queda de 0,28 ponto percentual, na comparação com o ano anterior, de acordo com a 18ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro de Supermercados, divulgada hoje (15), durante *Fórum promovido pela ABRAS, em São Paulo. Em números absolutos, as perdas somaram R$ 6,4 bilhões do faturamento bruto do setor no ano passado ante R$ 7,11 bilhões registrados na última edição da pesquisa. A avaliação, realizada pelo Departamento de Economia e Pesquisa da ABRAS, em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA/Provar), contou com a participação de 218 redes supermercadistas. Dentre as principais causas de perdas registradas em 2017 pelos empresários estão: quebra operacional (36%), furto externo (15%) e erro de inventário (15%), e furto interno (10%), entre outros. Os produtos que mais sofreram perdas em quantidade, no ano passado, de acordo com a pesquisa, foram: energético, cerveja, corte bovino (exceto picanha), pilhas e baterias, chocolate em barra/tablete, queijo, sabonete, azeite e odorizador de ambiente. "A prevenção de perdas é preocupação constante da ABRAS, que por meio do seu Comitê de Prevenção de Perdas e Desperdício de Alimentos procura disseminar a cultura da área nas empresas, que precisa ser vista como um investimento e não como gasto operacional. A Avaliação de Perdas é a principal fonte de informação do setor. Somente com a identificação do que está dando errado é que podemos elaborar ações bem sucedidas, para prevenir as perdas", destaca o presidente da ABRAS, João Sanzovo Neto.

24/07/2018

Reforma trabalhista muda contratos entre empresas e advogados

A reforma trabalhista começa a alterar a forma de relacionamento entre departamentos jurídicos e escritórios de advocacia terceirizados. O motivo é a previsão de pagamento de honorários de sucumbência por trabalhadores aos advogados da parte contrária que ganharem as causas -- possibilidade que não existia até novembro, quando a Lei nº 13.467, de 2017, entrou em vigor. Os honorários, que a depender do montante da causa podem ser altos, começaram a chamar a atenção das áreas jurídicas de algumas empresas, que passaram a reivindicar parte desses valores. Alguns escritórios já revisaram seus contratos para dividi-los com os clientes (departamentos jurídicos), sob forma de desconto nas faturas mensais. Esse posicionamento, porém, não é unânime. Há bancas que decidiram manter os contratos no antigo formato, por entenderem que só têm direito aos honorários advogados externos que atuaram na causa. O advogado Daniel Chiode, sócio do Chiode Minicucci Advogados, resolveu dividir os ganhos. Após a reforma, propôs aos clientes um percentual dos honorários de sucumbência. "Achei legítimo dividir porque o fato de eu ganhar ou perder uma ação tem a ver também com a atuação do departamento jurídico", afirma. De acordo com Chiode, foram alterados 18 contratos. Os valores destinados aos departamentos jurídicos serão descontados das faturas enviadas aos clientes. Com a medida, Chiode ganhou trabalho. Ele afirma que seus clientes remanejaram processos que estavam com outras bancas para o escritório. Do ponto de vista ético, a seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) considerou válida a divisão dos honorários sucumbenciais entre o advogado e o cliente. Em decisão da 1ª Turma, na 606ª sessão, realizada em agosto, o Tribunal de Ética e Disciplina entendeu que essa negociação é possível. Porém, "é dever do advogado atuar com dignidade e contratar honorários advocatícios que não sejam aviltantes, cujas condutas podem ser reprováveis eticamente". Até a reforma trabalhista (Lei nº 13.467, de 2017), os honorários de sucumbência eram previstos apenas para a esfera cível. O artigo 791-A da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) passou a prever que são devidos os honorários sucumbenciais, inclusive ao advogado que atue em causa própria, "fixados entre o mínimo de 5% e o máximo de 15% sobre o valor que resultar da liquidação da sentença, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa". A medida foi incluída como forma de coibir "aventura jurídicas". Mercado A divisão com os departamentos jurídicos, porém, não parece, ao menos por enquanto, que será a praxe do mercado. O advogado Marcello Della Monica, do Demarest Advogados, afirma que o artigo 23 do Estatuto da Advocacia (Lei nº 8906, de 1994) é claro no sentido de que os honorários de sucumbência pertencem ao advogado que atua na causa. Para Della Mônica, tudo dependerá também do tipo de contrato. A maioria dos grandes escritórios estabelece em contrato que o processo será outorgado exclusivamente ao advogado da banca. "Nesses casos, não haveria discussões em relação a quem pertencem esses honorários", diz. Já nas situações em que há o substabelecimento e iguais poderes para o advogado externo e interno, poderia, segundo ele, haver esse questionamento em relação aos honorários. "Apesar de ser um direito que se pode transacionar entre escritórios e departamentos jurídicos, o que deve nortear essa discussão é quem de fato está atuando no processo", afirma Della Mônica. Para ele, esses honorários são do advogado contratado porque caberá a ele fazer as petições, comparecer às audiências e fazer sustentações orais.

18/06/2018

R$ 39,3 bilhões para turbinar o consumo

Não há forma mais rápida e eficiente de aquecer a economia do que colocar dinheiro vivo na mão da população. Dada a baixa propensão do brasileiro a poupar, os destinos naturais de qualquer renda extra acabam sendo o pagamento de dívidas ou o consumo – ambos são positivos. De olho nesse efeito virtuoso, o governo decidiu liberar, a partir da segunda-feira 18, o saque do Fundo PIS/Pasep para 28,7 milhões de pessoas que trabalharam entre 1971 e 1988. Em média, cada um tem direito a R$ 1.370, totalizando R$ 39,3 bilhões até o dia 28 de setembro, quando termina o prazo. “Esses R$ 39 bilhões são valores preciosos, que não pertencem à Caixa Econômica Federal ou ao governo, mas ao próprio trabalhador”, afirmou o presidente Michel Temer, na quarta-feira 13, ao assinar o decreto. No fim de 2016, o governo havia tomado medida semelhante para aquecer a economia. Na ocasião, o presidente Temer autorizou o saque das contas inativas do FGTS para 25,9 milhões de pessoas, injetando R$ 44 bilhões. Esse montante contribuiu para a expansão de 7,4% no comércio varejista ampliado (incluindo automóveis e materiais de construção) no ano passado. Em 2018, o varejo vem demonstrando bons resultados nas principais datas comemorativas (leia quadro abaixo). O desempenho do comércio em abril, divulgado na quarta-feira 13, superou as expectativas dos analistas, com expansão de 1,3% em relação a março, segundo o IBGE. Em 12 meses, a alta acumulada é de 7,0%, comprovando que o consumo ainda é o principal motor da gradual retomada do crescimento.

18/04/2018

Natura supera Unilever e volta a liderar mercado

Três anos após perder a liderança no mercado de cosméticos e cuidados pessoais no país para a anglo-holandesa Unilever, a Natura recuperou o posto em 2017 graças ao desempenho nas categorias de perfumaria e cuidados com a pele. Segundo a empresa de pesquisas Euromonitor, o setor movimentou R$ 106,3 bilhões no ano passado, uma alta de 3,2% sobre 2016. A Natura & Co, marca corporativa que congrega Natura, Aesop e The Body Shop, encerrou o período com participação de mercado de 11,7%, aumento de 0,9 ponto percentual em relação a 2016. A Unilever ficou com uma fatia de 11,1%, perda de 1,5 ponto percentual. O Grupo Boticário continuou na terceira posição, com 10,8% das vendas totais, um pequeno aumento de 0,2 ponto percentual. "As companhias enfrentaram um ambiente mais competitivo devido à economia. Os consumidores continuaram trocando de marca e as empresas intensificaram a disputa por preço", afirmou Elton Morimitsu, analista sênior da Euromonitor. Em 2017, o destaque foi a categoria de fragrâncias, impulsionada pelas promoções. O Brasil seguiu como quarto maior mercado de beleza no mundo, com faturamento de US$ 32,1 bilhões. Os maiores consumidores de cosméticos e produtos de higiene pessoal são os americanos, que movimentaram US$ 86 bilhões no ano passado. Em seguida vem a China, com US$ 53,5 bilhões. O Japão ficou em terceiro lugar, com receita de US$ 36,1 bilhões. Morimitsu disse que a Natura foi beneficiada pelo relançamento da linha de cremes antissinais Chronos com nova fórmula, embalagem e estratégia de comunicação.

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