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07/01/2022

Segmento de vinhos prevê mais lançamentos em 2022

O crescimento do setor de vinhos durante a pandemia inspirou empresários a investirem em novos rótulos e embalagens. De acordo com a consultoria Ideal BI, em 2020 o setor registrou faturamento histórico de R$ 19,8 bilhões e a expectativa é de que o desempenho tenha se repetido em 2021.

Diante deste cenário, o CEO da Evino, Ari Gorenstein, afirmou que fará diversas apostas este ano. Entre elas, está a bag-in-box, embalagem de três litros que mantém o vinho em vácuo após sua abertura e consumo. Ele serve tanto para consumo doméstico quanto para os restaurantes.

Outras apostas são o vinho em lata, os coquetéis prontos (WorRTD) com vinho, vinhos com zero álcool e os vinhos feitos a partir da agricultura sustentável, orgânico ou biodinâmico. “Os vinhos brasileiros são também nichos que considero promissores para 2022”, revela Gorenstein.

A Henkell-Freixenet, uma das poucas empresas a oferecer vinhos sem álcool, pretende continuar apostando no segmento. O motivo, é que o consumo do espumante Henkell Zero Álcool passou de 12 mil garrafas em 2020 para 80 mil em 2021.

Já a Moët Hennessy, do grupo LVMH, que detém as marcas Moët & Chandon e Veuve Clicquot, está no projeto argentino Terrazas de los Andes, onde acaba de lançar a linha Parcel, composta por quatro rótulos, todos 100% Malbec e vinificados de forma muito parecida, ressaltando que a grande diferença das expressões está apenas no tipo de solo onde está o vinhedo e a altitude.

“Hoje temos a coragem para mostrar a identidade da Malbec e dos diferentes terroirs”, afirma o diretor de enologia de Terrazas, Marcos Fernandez. “Por muito tempo, fizemos vinhos para agradar alguns críticos, com muita concentração e barrica de carvalho, mas eram todos vinhos muito parecidos.”

A importadora World Wine aposta na chegada de novos rótulos e vai trazer para o Brasil vinhos de alguns dos mais renomados produtores, como o alemão, Markus Molitor, que foi catapultado no círculo dos enófilos quando três de seus Rieslings receberam a nota perfeita da Wine Advocate, do aclamado crítico americano Robert Parker, em uma mesma safra (2013).

Outra aposta da World Wine é em Gerard Bertrand, hoje o maior produtor de vinhos biodinâmicos no mundo. Além disso, Chapoutier, uma das vinícolas mais premiadas da região do Rhône, integrará o catálogo da importadora em 2022.

“Na França, já somos vistos como o principal importador de vinhos daquele país. Nos dois últimos anos fomos os principais compradores de Bordeaux, entre as empresas brasileiras”, afirma Juliana La Pastina, presidente da World Wine. “Em 2022, já temos mais de 70 mil garrafas compradas en primeur (compra futuro).”

A Casa Flora, tradicional importadora de alimentos e vinhos finos, trará novos vinhos da Lupé-Cholet, da Borgonha, além de vinhos de pequenos produtores de Bordeaux (chamados Petit-Châteaux). Um novo tinto espanhol da conhecida linha Pata Negra (de Toro) deve chegar em 2022.

Apesar das novidades, os empresários acreditam que o segmento deve crescer em um ritmo menor do que o verificado em anos anteriores, mas com expansão constante. A instabilidade econômica, a alta do dólar e o ano eleitoral, que trás inseguranças, são alguns dos motivos que podem impor um crescimento mais moderado este ano.


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