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21/06/2021

Por que o brasileiro está cozinhando em casa?

Quando um grupo de WhatsApp foi criado no condomínio onde mora, logo no começo da pandemia, para que as pessoas oferecessem seus serviços e produtos a outros moradores, Vera Fiori resolveu arriscar. Entrou no grupo decidida a preparar massas na antiquíssima máquina da família. Um ano e meio depois, com 300 moradores inscritos na “economia condominial”, Vera já se profissionalizou: adquiriu uma batedeira americana, cilindros e acessórios. Assistiu a tutoriais e se integrou a um grupo do Facebook de massas artesanais, com o qual aprendeu “pulos do gato”. A produção caseira, que começou com talharim, se estendeu para massas recheadas, pães e quiches, vendidos por encomenda apenas para o pessoal do condomínio.

Jornalista aposentada, Vera conseguiu uma fonte de renda adicional (ainda que modesta) e, principalmente, tem se divertido com a nova atividade. “Não passei por nenhuma crise emocional na pandemia porque a culinária tem sido uma terapia, invento massas com cores, florzinhas, listras e vou curtindo minhas invenções”, diz. A jornalista escolhe a dedo as farinhas, usa hortifrútis para dar cor aos produtos e aproveita todo o conhecimento sobre moda, adquirido ao longo de sua carreira, para criar beleza em cada produção. “O pessoal não gosta muito das massas coloridas, prefere as tradicionais, mas o visual impressiona. Há quem diga que tem dó de comer”, diverte-se. Os planos agora são fazer cursos, comprar mais acessórios e criar novas opções. Ou seja, continuar se divertindo.

Aumento do tíquete

RENATA MAFFEZOLI
que já gostava de cozinhar, agora consulta livros de receitas e sites de culinária e compra bem mais itens nos supermercados

A culinária caseira virou rotina para Renata Maffezoli desde o início da pandemia. Ela passou a gastar bem mais em supermercados, mudando seu perfil de compras e consumo. “Antes eu só cozinhava nos fins de semana e por curtição. Hoje, cozinho quase diariamente e preciso diversificar as receitas e os ingredientes”, conta a paulista Renata, que mora sozinha há 10 anos em Brasília, onde trabalha. Segundo ela, entraram pela primeira vez em sua cozinha ingredientes como farinha de trigo e fermento – já que aprendeu a fazer pizzas, tortas salgadas e bolos –, além de produtos light para preparo de doces. Hoje Renata usa bem mais especiarias a fim de valorizar o sabor das refeições. “Também comecei a testar marcas melhores de produtos, como macarrão e molhos, o que me obriga a uma dança das cadeiras para equilibrar o orçamento”, comenta.Renata acha que a culinária rotineira não é tão agradável quanto a culinária recreativa, mas já abriu mão dos delivery de restaurantes e reconhece que dificilmente voltará 100% aos estabelecimentos por quilo. “Cozinhar exige criatividade, além de ser uma tarefa meio meditativa. Às vezes, durante o preparo, ponho meus pensamentos em ordem”, acrescenta

Bem mais ingredientes

LEONARDO DOS SANTOS
investiu em delivery de pratos saudáveis e indulgentes e multiplicou os resultados do seu negócio

Leonardo Pereira dos Santos, 34 anos, já preparava bolos, tortas e marmitas antes da pandemia. Também já tinha um bem-sucedido cardápio de massas, mas com a pandemia seu pequeno negócio caseiro ganhou impulso. Ele passou a oferecer cardápios especiais para datas comemorativas como aniversários, Dia das Mães e Dia dos Pais, além de cestas com café da manhã. As vendas cresceram 300% em volume, e o consumo de ingredientes de todos os tipos deu um salto: de 5 kg de arroz por semana para 5 kg por dia; de 5 kg de carne por semana para 20 kg. As compras de especiarias, creme de leite e achocolatados, entre outros, também aumentaram. A esposa entrou na dança, elaborando os cardápios especiais e ajudando na cozinha, e dois auxiliares são chamados para ajudar nos dias mais puxados. Por enquanto Leonardo faz as compras,prepara os pratos e se encarrega das entregas, mas, como começou a atender empresas, já pensa em contratações. Recentemente, ele forneceu marmitas para corretores de uma incorporadora e, como a receptividade foi boa, pretende expandir o negócio para o segmento corporativo. A Spartafood, empresa por ele criada, tem apostado em cardápios que oferecem opção saudável (as marmitas, por exemplo, são fitness) e indulgente (sobremesas e pratos diferentes). Leonardo não se preocupa com o momento em que os restaurantes reabrirem totalmente. “Estamos cultivando oportunidades mais econômicas para o cliente”, acredita o empreendedor.pretende expandir o negócio para o segmento corporativo.

A Spartafood, empresa por ele criada, tem apostado em cardápios que oferecem opção saudável (as marmitas, por exemplo, são fitness) e indulgente (sobremesas e pratos diferentes). Leonardo não se preocupa com o momento em que os restaurantes reabrirem totalmente. “Estamos cultivando oportunidades mais econômicas para o cliente”, acredita o empreendedor.pretende expandir o negócio para o segmento corporativo. A Spartafood, empresa por ele criada, tem apostado em cardápios que oferecem opção saudável (as marmitas, por exemplo, são fitness) e indulgente (sobremesas e pratos diferentes). Leonardo não se preocupa com o momento em que os restaurantes reabrirem totalmente. “Estamos cultivando oportunidades mais econômicas para o cliente”, acredita o empreendedor.


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