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11/02/2020

Custo da cesta básica avança pressionado por tomate e batata

O custo da cesta básica em Belo Horizonte aumentou 2,57% em janeiro na comparação com o mês de dezembro, chegando a R$ 456,35, enquanto no primeiro mês de 2019 houve queda de 0,81 %, de acordo com os dados divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Nos últimos doze meses, o incremento foi de 12,57%.


As previsões para o mês passado, no entanto, eram um pouco diferentes do resultado que foi registrado. Conforme destaca o supervisor técnico do Dieese-MG, Fernando Duarte, era esperado que os preços das carnes, que vinham em uma crescente acelerada, diminuíssem em janeiro, o que realmente ocorreu, o que poderia ajudar a reduzir o valor da cesta. O produto apresentou um recuo de 8,94%.


Entretanto, o tomate e a batata tiveram aumentos significativos, de 65,94% e 35,61%, respectivamente, motivados, sobretudo, pelas fortes chuvas que atingiram o Estado no último mês.


"Em janeiro, estava claro para a gente que haveria um movimento de redução do valor da carne, uma acomodação do preço. Como a maioria da população não tem renda compatível para comprar o produto por valores muito mais elevados, era natural esperar a queda", diz ele. "Porém, a batata e o tomate tiveram altas muito expressivas. Esses itens têm uma volatilidade muito alta relacionada a questões climáticas mais adversas, como seca prolongada ou período chuvoso", diz.


Todo esse cenário, inclusive, contribuiu para que Belo Horizonte tivesse o quarto maior crescimento no custo da cesta básica entre as capitais pesquisadas, ficando atrás apenas de Aracaju (4,75%), Salvador (4,43%) e João Pessoa (3,87%).


Já em relação ao aumento do tomate e da batata, Belo Horizonte ficou à frente de todas as outras capitais pesquisadas. A segunda maior alta na batata foi verificada em Brasília (16,61%) e a do tomate, em Aracaju (45,42%).


O óleo também foi outro produto que apresentou um crescimento de destaque em Belo Horizonte, de 6,17%.
Do lado das quedas mais acentuadas, além da carne, houve recuo na farinha (-1,67%) e no feijão (-1,10%).
Fevereiro - Embora não seja possível realizar uma previsão acerca de como deverá ser o comportamento do preço da cesta básica no mês que vem, o supervisor técnico do Dieese-MG destaca que, no caso do tomate e da batata, "quando osfatores climáticos pararem de interferir, há uma tendência de os valores se estabilizarem ou reduzirem", diz. "Como, nesse caso, houve uma alta significativa no mês, possivelmente haverá um recuo posteriormente", pontua.


Já em relação aos valores da carne, Fernando Duarte pondera que vai depender de como se dará a questão da exportação do produto.


Estudo - O Dieese pesquisa todos os meses o custo da cesta básica, que é composta por treze itens, nas quantidades que são estabelecidas pela legislação. Esses produtos e suas quantidades por adulto são: carne (6,0 kg), leite (7,5 1), feijão (4,5 kg), arroz (3 kg), farinha de trigo (1,5 kg), batata (6,0 kg), tomate (9,0 kg), pão de sal (6,0 kg), café em pó (0,6 kg), banana (7,5 dz.), açúcar (3,0 kg), óleo de soja (0,75 1) e manteiga (0,75 kg).


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