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10/07/2019

Venda de produtos saudáveis cresce 12,7% e exige adaptação do varejo

Saudabilidade não é mais uma palavra complicada ou uma tendência para um pequeno nicho de consumidores. Essa preocupação é um caminho sem volta e já se reflete nos resultados do varejo alimentar brasileiro. Tanto que, no último ano, as vendas de produtos saudáveis cresceram 12,7% no Brasil, de acordo com dados da Nielsen

Entre os resultados do estudo Estilos de Vida 2019, realizado pela Nielsen, ficou evidente que a preocupação com saúde e meio ambiente estão presentes na rotina de muita gente: 57% dos entrevistados afirmaram ter reduzido o consumo de gordura; 56% diminuíram a ingestão de sal e 42% estão mudando seus hábitos de consumo para minimizar o impacto no meio ambiente. Esse chamado "shopper saudável" – aquele que declara ir ao médico ao menos uma vez por ano, ter aumentado o consumo de orgânicos e diminuído a ingestão de sal, açúcar, gordura e industrializados – já representa 28% da população brasileira (Estilos de Vida 2018).

A notícia é boa, afinal trata-se de um público com alta disposição para consumir. Os domicílios formados por esse grupo de consumidores são compostos, em média, por 3 a 4 pessoas, sem crianças e pertencentes ao nível socioeconômico A e B. apresentando um maior tíquete médio e indo mais vezes aos pontos de vendas. No entanto, mesmo com maior incidência da classe mais alta, a busca por um consumo mais saudável e sustentável vem permeando todas as faixas da população brasileira, rompendo a barreira de uma segmentação demográfica.

Em média, o shopper saudável vai 27 vezes ao ponto de venda, com um tíquete médio de R$ 29, comprando seis itens por visita. Os canais especializados estão entre os seus preferidos: 96% declara fazer compras em feiras de rua e 74% em sacolão/hortifruti, ou seja, 26% acima da média do total de lares brasileiros sem esse perfil. Os resultados mostram que há um caminho para os supermercados atraírem esse público com mais frequência. 

A pesquisa mais recente aponta que 73% dos consumidores saudáveis afirmam que gastariam mais com marcas preocupadas com o meio ambiente.  No entanto, 43% deles declaram que ainda é difícil encontrar produtos sustentáveis nas lojas. No quesito saudabilidade, 64% afirmam seguir alguma dieta que limita ou proíbe o consumo de determinados produtos ou ingredientes: 44% gostariam de ter mais opções de produtos orgânicos, 26% adotaram uma dieta livre de glúten e 15% passaram a privilegiar alimentos sem lactose.

“A qualidade e a conveniência são atributos muito valorizados pelo shopper saudável, 83% afirmam que uma das principais razões para escolha da loja é encontrar itens de boa qualidade e 64% preferem fazer compras no fim de semana, principalmente, para ter mais tempo para analisar os ingredientes que os compõem”, afirma Fernanda Vilhena, gerente de Atendimento ao Varejo da Nielsen.


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