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29/01/2019

Grupo Mateus quer ser quarta maior rede do ranking em 2020 e abrir capital

Nos planos da empresa maranhense, está chegar a 350 lojas nos próximos cinco anos – hoje são cerca de 90 em todos os formatos, inclusive no de franquias

O Grupo Mateus  acredita que poderá ser a quarta maior rede do ranking do varejo alimentar no ano que vem. Com receita anual na casa de R$ 7 bilhões, a empresa maranhense desbancaria o Cencosud , hoje com pouco mais de R$ 8 bilhões anuais – segundo dados da pesquisa Maiores Varejistas de SA Varejo . A afirmação foi feita por Ilson Mateus, proprietário da companhia, em coletiva realizada na quinta-feira passada (17/01) e transmitida ao vivo pelas redes sociais. O empresário também disse que a empresa deverá abrir capital até 2022. Hoje, no segmento de varejo alimentar, apenas GPA e Carrefour estão presentes na Bolsa de Valores no Brasil. 

Com quase 33 anos e presença no Piauí e Pará, além do Maranhão, o Mateus conta com 15 atacarejos, 20 supermercados, 3 hipermercados, 37 lojas de eletroeletrônicos e 18 de vizinhança. Essas últimas consistem num sistema de franquia que levam a marca El Camiño. Lançada em 2017, os pequenos comerciantes que aderem ao formato têm suas lojas padronizadas e contam com apoio de marketing e suporte de gestão da empresa, por meio do seu braço de atacado Armazém Mateus. Um dos varejistas que aderiram ao modelo é o Carone, também do Maranhão – que tem um homônimo no ES. Depois de pouco mais de um ano, a varejista saiu do vermelho e alcançou, em dezembro último, R$ 450 mil de lucro.

Nos próximos cinco anos, o Mateus espera atingir 350 unidades – considerando todos os formatos. Para Ilson Mateus, expansão é essencial para garantir o futuro da empresa. Sem isso a companhia não ganha escala e não consegue ser competitiva frente aos gigantes do setor. Outra novidade é que, nesta semana, deve ir ao ar o e-commerce da empresa voltado à venda de eletroeletrônicos e de material escolar. 

Esclarecimento sobre monopólio
A coletiva de imprensa teve como objetivo esclarecer notícias que circularam pela internet associando a empresa a monopólio e afirmando se beneficiar de leis de incentivo do governo maranhense que visam atrair centros de distribuição para o Estado – a 10.576/2017. A ideia é que a companhia estaria sendo favorecida por esta legislação e por outra que rege o regime tributário de atacados. Ilson Mateus explicou que a rede não está credenciada como CD e, portanto, não se beneficia da legislação referente a esses estabelecimentos. Ela, assim como outras 104 companhias do Estado, se enquadra como atacado, o que permite pagar 2% de ICMS para quem tem até 30% das vendas realizadas para pessoas jurídicas. 

Início do Grupo Mateus
A empresa nasceu em pleno Plano Cruzado, em 1986, depois de algumas tentativas frustradas de negócio de Ilson Mateus. Na cidade de Balsas, ele abriu uma pequena mercearia de apenas 50 metros quadrados. Dois anos depois, ela se transformou em um supermercado de médio porte. Nesse período, surgiu o Armazém Mateus, que, até hoje, é o braço de atacado da empresa. 

Frases de Ilson Mateus
Conheça o que norteia o empresário na condução dos negócios

“Relutei muito para abrir a primeira filial, que foi na cidade de Imperatriz. Não sabia como administraria, como iria controlar estoque, dinheiro etc. Foi um desafio muito grande, mas entendi rapidamente que, para crescer no varejo, precisava de logística”

“Uma das coisas que o varejista precisa ter é credibilidade. Por isso, sempre me preocupei com capital de giro. Ele é sagrado. Com ele, não se pode mexer”

“Muitas empresas desapareceram porque não acreditaram no atacarejo. O nome, aliás, foi inventado de maneira pejorativa pelo Abílio Diniz para falar do cash & carry. Hoje, todos os grandes players estão nesse negócio, que representa, em nossa região, mais de 50% das vendas”

“Este ano preciso abrir loja e mais loja, pela competição que estamos vivendo. Devem entrar em São Luiz competidores que não vieram para brincar. Por isso, preciso aumentar faturamento. Quando isso acontece, aumento Ebitda e geração de caixa. Aí eu posso aumentar meu endividamento e iniciar projetos novos”

“Todos os sistemas que temos, os nossos aplicativos, CRM tudo está sendo desenvolvido internamente por nossa equipe, que conta com jovens estudantes do Maranhão”

“Entramos no Pará pelo interior para não apanhar muito. Aí surgiu a oportunidade de comprar as lojas do Yamada. Falei para o Jesuíno {vice-presidente da empresa}: Tem coragem? Ele respondeu: Sim! E fomos! A concorrência lá é dura, mas, nos próximos cinco anos, vamos vender no Pará o mesmo que vendemos no Maranhão”

“Em minha última viagem para a China, a convite de um fornecedor, fiquei abismado com a tecnologia. Fomos visitar consumidores e perguntei para um deles por que preferia comprar pelo e-commerce. Ele me respondeu: porque não gosto de carregar sacola, é chato. Dá para imaginar?”

“Nenhuma empresa cresce sem formar lideranças. Já formamos mais de 1000 pessoas e vamos formar mais 4000 gerentes e subgerentes nos próximos anos”


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