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24/07/2018

Fofoca no trabalho gera até R$ 30 mil em indenizações

Empresa deve agir ao tomar conhecimento de qualquer boato que gere constrangimento a algum funcionário

Fofoca no ambiente de trabalho causa efeitos que vão além do clima ruim entre os funcionários. O problema pode ocasionar prejuízos diretos às empresas. Decisões da Justiça têm condenado empregadores a indenizar por danos morais funcionários vítimas de boatos e intrigas, nos casos em que fica comprovada omissão da companhia. Os valores variam entre R$ 5 mil e R$ 30 mil.

Em um dos casos, o Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo condenou uma loja a pagar R$ 10 mil de indenização a um vendedor alvo de boatos acerca de suposta traição da mulher. O processo aponta que os próprios donos do comércio teriam espalhado boato de que o filho esperado pela esposa do vendedor seria de outro homem.

Outra empresa teve de pagar R$ 30 mil a um funcionário demitido por furto, sem que o empregador tenha comprovado o ato. No setor em que ele trabalhava, eram fortes os rumores de que o funcionário seria um dos responsáveis pelo sumiço de celulares. O funcionário chegou a ser revistado e levado por seguranças até a saída da empresa. Ao decidir por conceder a indenização, o relator do processo considerou que essas situações atentaram contra a dignidade, integridade psíquica e o bem-estar individual do ex-empregado. 

Zelar pelo bom ambiente de trabalho é um dos deveres da companhia, acredita Juliana Bracks, advogada trabalhista do escritório Bracks Advogados Associados. "Se a companhia tem conhecimento de um boato que deixou uma pessoa constrangida, precisa tomar alguma medida ", afirma. Autores de fofocas podem ser demitidos, em alguns casos até por justa causa. Recentemente, o TRT de Rondônia manteve o desligamento de uma funcionária que espalhou pelo aplicativo WhatsApp um áudio para dizer que seu supervisor casado traía a esposa com outra funcionária da empresa.

Segundo Daniel Chiode, sócio do  Chiode Minicucci Advogados, para se proteger, já há empresas formulando uma ata notarial com cópia da tela do celular para comprovar a fofoca e os motivos da demissão por justa causa . "A empresa, tomando conhecimento, tem que punir os envolvidos e até mesmo o administrador do grupo , se funcionário da companhia, por não ter coibido a fofoca", destaca.

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