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11/07/2018

BRF vai interromper produção de frango em Chapecó por seis meses

Trabalhadores aprovaram a suspensão dos contratos de trabalho. Este é o primeiro caso de lay-off entre frigoríficos brasileiros

Durante seis meses, os abates de frango da BRF em Chapecó (SC) estarão interrompidos a partir de 30 de julho. Em assembleia realizada na tarde de ontem no Sitracarnes, os trabalhadores aprovaram a suspensão dos contratos de trabalho (lay-off) por um prazo de cinco meses. Além disso, a produção de frango ficará parada por mais um mês em razão de férias coletivas. 

Jenir de Paula, presidente do Sitracarnes (Sindicato dos Trabalhadores em Indústrias de Carnes e Derivados de Chapecó), a categoria entendeu ser esse o melhor caminho diante das dificuldades pelas quais passa a BRF, que vive a maior crise financeira de sua história. Com os contratos de trabalho suspensos, 1.400 empregados da linha de abate de frango receberão 80% do salário do governo, por meio do Fundo de Amparo ao Trabalhador.

Desde o mês passado, a BRF negocia a suspensão dos contratos de trabalho. Uma das exigências do Sitracarnes era algum tipo de compensação aos trabalhadores. Ficou definido que cada um deles receberã R$ 150 por mês de vale alimentação da BRF durante todo o período em que os contratos estiverem suspensos. 

De acordo com informações do Sitracarnes, a BRF estava abatendo 230 mil frangos por dia na unidade de Chapecó, pouco mais de 3% da capacidade total, que é de abater sete milhões de aves ai dia. Em nota, a BRF afirmou que a unidade voltará a operar normalmente após esses período de interrupção na produção. 


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