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18/05/2018

Consumidor sentirá economia melhor no 2º trimestre e vendas subirão 5,6%

A taxa de inflação em patamares baixos, a queda no índice de inadimplência e a recente escalada do dólar – que inibe viagens ao exterior – devem movimentar o consumo no varejo no segundo trimestre. A expectativa é que a evolução nas vendas do varejo ampliado para os próximos três meses seja de 5,65% ante o mesmo período do ano anterior.

 

Isso é o que diz uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar) e do professor da FEA USP, Nuno Fouto, um dos responsáveis pela compilação das informações que são feitas em cima de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

“Devemos considerar os fatores conjunturais e a sazonalidade para explicar o resultado positivo sobre a intenção de compra para o segundo trimestre do ano”, afirmou Fouto. De acordo com o professor, a Copa do Mundo historicamente é responsável pelo aumento no consumo de eletroeletrônicos, principalmente de televisores. No entanto, ele pondera que, tendo em vista o valor elevado das TVs e a grande oferta de smartphones no mercado, a maior parte desse gasto foi direcionada para eletrônicos portáteis.

 

Para realizar a previsão, a entidade teve como norte o ano de 2014 – determinado pelo IBGE como o período de referência para o cálculo do índice de vendas no varejo ampliado. Deste modo, os percentuais expostos no balanço têm sempre como parâmetro os resultados obtidos no intervalo de 2014.

Efeito macroeconômico

 

Além disso, o acadêmico ressalta o baixo patamar do Índice de Preços do Consumidor Amplo (IPCA), que está em 2,68% em 12 meses, e a renda familiar – que tem sido menos afetada pela inflação – como fatores decisivos para estimular a construção de um clima propício ao consumo.

 

O estudo realizado pela entidade ainda revela que em janeiro de 2017 o volume de itens comercializados no setor como um todo era equivalente a 84,8% do registrado em 2014. Um ano depois, esse número subiu para 88,9%.

 

No que diz respeito aos níveis de inadimplência de pessoas físicas, na comparação interanual entre 2017 e 2018, a pesquisa mostra que houve redução de 3,99% para 3,73%. Dentro do período de recessão econômica, o percentual mais alto na categoria de inadimplentes foi registrado em maio de 2016, quando o número girava em torno de 4,31%.

 

Além disso, Fouto explica que os efeitos do câmbio sobre o consumo doméstico devem ser, no geral, positivos em virtude de mecanismos como hedge – proteção cambial utilizada por algumas empresas para evitar perdas com a oscilação do dólar. Para ele, principalmente o segmento do varejo alimentício não deve ser afetado pela alta cambial, já que esse mercado viu o preços dos produtos recuarem sob os efeitos da deflação.

 

O professor ainda aponta o setor automotivo como um dos segmentos que devem se recuperar após “anos de restrição”. De acordo com a Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automores (Fenabrave), a primeira quinzena de maio teve o melhor desempenho do ano, com mais de 107 mil veículos vendidos no País.

 

E-commerce 

O balanço traça expectativas para o comércio em canais digitais. Segundo os dados compilados, a intenção de compra dos internautas para o segundo trimestre de 2018 é a mais alta dos três últimos anos para esse período (indo a , 88,6%).

 

“Os consumidores digitais puxam essa tendência num patamar mais alto [em relação às compras físicas] porque o usuário de internet tem um hábito e frequência maior para comprar nessas plataformas”, argumentou o professor.


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