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18/04/2018

Mais homens passam a realizar tarefas de casa

Mais homens passam a realizar tarefas de casa

Uma parcela cada vez maior de homens faz algum tipo de tarefa doméstica em casa ou na casa de algum parente, mas as mulheres permanecem mais sobrecarregadas nesse tipo de função, de acordo com o suplemento "Outras formas de trabalho 2017", da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

A proporção de homens (de 14 anos ou mais de idade) que realiza algum tipo de afazer doméstico passou de 71,9% em 2016 para 76,4% em 2017, de acordo com a pesquisa. Isso significa que, de um ano para o outro, 4,3 milhões de homens a mais dedicaram-se a alguma atividade da casa, desde um pequeno reparo à lavar a louça.

Apesar do incremento, a proporção de mulheres dedicadas a tarefas de casa permanecia bastante superior à dos homens: 91,7% das mulheres realizaram alguma atividade de cuidados da casa em 2017, na semana anterior à pesquisa. Essa proporção era de 89,8% no ano anterior, de acordo com a pesquisa domiciliar do IBGE.

"Pode ser que o homem esteja desempregado e tenha ajudado no afazer doméstico, com a mulher ainda trabalhando. Mas não sei se a conjuntura piorou tanto assim de 2016 para 2017. Podem existir várias explicações para essa mudança", disse Alessandra Brito, analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do instituto.

Segundo a pesquisa, a proporção de homens que realizam algum trabalho doméstico cresceu em todos os níveis de escolaridade, cor ou raça. Também aumentou tanto entre os homens ocupados (empregados, empregadores, funcionários públicos) quanto não ocupados (desempregados ou inativos, como estudantes e aposentados).

O tempo dedicado a esses serviços doméstico pouco mudou, contudo, de um ano para o outro. A média de horas dedicadas ao serviço doméstico ou cuidado de pessoas era de 10,8 para homens em 2017, praticamente o mesmo do ano anterior (11 horas). Isso significa que os homens que passaram a realizar serviços domésticos dedicaram o mesmo tempo dos demais.

Entre os tipos de afazeres domésticos, os homens só realizavam proporcionalmente mais do que as mulheres o quesito "pequenos reparos ou manutenção do domicílio", o que inclui conserto de automóvel e eletrodomésticos, por exemplo. Dos homens com 14 anos ou mais de idade, 63,1% dedicaram-se a esse tipo de tarefa, ante 34% das mulheres.

Em todas as outras atividades domésticas, elas se dedicaram mais do que eles. É o caso de preparar ou servir alimentos (59,8% dos homens, 95,6% das mulheres); limpeza ou manutenção de roupas e sapatos (56% dos homens, 90,7% das mulheres); limpar ou arrumar a casa, garagem e quintal (68,3% dos homens, 80,2% das mulheres), por exemplo.

Homens e mulheres também dedicaram mais tempo ao cuidado de pessoas, como filhos e pais. Do total de 168,7 milhões de pessoas em idade de trabalhar em 2017, 31,5% realizaram cuidados de moradores do domicílio ou de parentes não moradores, o que correspondia a 53,2 milhões de pessoas, conforme a pesquisa do IBGE.

De acordo com a Pnad Contínua, enquanto 37% das mulheres realizaram cuidados de moradores do domicílio ou de parentes não moradores no ano passado, essa proporção era de 25,6% entre homens. Houve crescimento em ambos os casos: o percentual era de 32,4% e de 21% em 2016, respectivamente. "O aumento foi sobretudo dos cuidados de pessoas de 6 a 14 anos. É possível que as pessoas, por causa da crise, tenham tido mais disponibilidade para cuidar mais do filho", disse Alessandra.


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