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04/04/2018

Ambiente de trabalho tóxico causa mais problema do que se imagina

Ambiente de trabalho tóxico causa mais problema do que se imagina

Se você achava que trabalhar em um ambiente tóxico afetava o seu bem-estar, acertou em cheio. E o impacto pode ser maior do que imagina. Segundo defende o professor de Stanford Jeffrey Pfeffer em seu livro recém-lançado, "Dying for a Paycheck", o trabalho é a quinta maior causa de mortes nos Estados Unidos — maior até do que Alzheimer e doenças renais. 

Pfeffer, que é especialista em comportamento, diz que a má gestão da força de trabalho causa mais de 120 mil mortes por ano e representa de 5% a 8% dos custos anuais com saúde. Ele menciona como motivos o excesso de horas de trabalho, conflitos entre família e vida profissional, falta de plano de saúde e ausência de controle e autonomia sobre a própria vida. Tudo isso, Pfeffer afirma, acaba impactando a saúde e levando a outros problemas.

De acordo com o pesquisador, o impacto dos ambientes profissionais ruins já atingiu status de crise. Mais de um milhão de pessoas por ano estão morrendo na China devido ao excesso de trabalho, ele diz. Entre janeiro de 2008 e meados de 2010, 46 funcionários da France Telecom cometeram suicídio. Além disso, dois milhões de incidentes de violência no local de trabalho são relatados por ano.

Segundo a revista Inc, Pfeffer argumenta que líderes não estão se preocupando em instituir bons programas de bem-estar nas empresas. Muitos funcionários se envolvem em comportamentos prejudiciais, como comer em excesso, beber demais, não dormir o suficiente, não fazer exercícios ou ficar estressados por causa de seu ambiente de trabalho. Tudo isto tem um impacto direto na saúde.

Em meio a essa crise, Pfeffer aponta a necessidade de acompanhar a saúde das pessoas no local de trabalho. Isso significa mensurar as horas trabalhadas, os níveis de conflitos entre a família e vida profissional, e se o profissional tem autonomia.

"Nós dizemos às empresas que elas não podem repassar os custos dos danos ambientais para a sociedade. Mas não fazemos isso com relação à saúde", disse Pfeffer ao jornal Chicago Tribune. "Eu diria que é mais difícil medir as emissões de fumaça do que medir o um ambiente de trabalho saudável. Se quiséssemos regulá-lo, poderíamos." Trata-se de prevenir questões de saúde em vez de remediá-los depois do problema, segundo ele.


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