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15/03/2018

É hora de agir em um ambiente desafiador e que exige novas respostas

É hora de agir em um ambiente desafiador e que exige novas respostas

No Brasil muita gente do bem afirma estar disposta a fazer diferente visando o que é bom para as suas empresas e especialmente para o país. "Mas devo dizer que, na prática, essa disposição nem sempre é acompanhada da ação correspondente", explica Betania Tanure é doutora, professora e consultora da BTA.

Certa perplexidade domina os diversos fóruns. Nas empresas, acostumadas aos processos de mudança da era analógica, executivos de muito sucesso se veem hoje diante de novos paradigmas, que representam desafios para os quais não têm resposta ou nos quais não sabem navegar.

O frenesi da ação está na execução dos planos, na pressão por resultados de curto prazo, no modelo de gestão que, via de regra, também está ancorado no passado. "Age-se como se fosse melhor se ocupar do que já se conhece do que sentir o vácuo da dúvida. Da dúvida de ter um futuro que aponta a possibilidade de disrupção - seja do modelo de negócio, seja da lógica de construção de valor, seja das práticas da liderança", analisa Betania.

O momento é de muitas incertezas, cenário em que são comuns dois tipos de reação. Pode-se negar a realidade, minimizando o tamanho do problema. Esse comportamento é expresso, por exemplo, no constante discurso sobre a "agenda impossível". "As pessoas se declaram tão lotadas de trabalho que 'nem dá tempo de pensar ou enxergar o que está nas entrelinhas'. Ou se reconhece o problema, mas não a responsabilidade por ele, pondo-se a 'culpa' em terceiros", diz a especialista.

Temos uma escolha a fazer nas empresas, e também na vida pessoal e como cidadãos. Vamos negar os problemas, pôr a responsabilidade no outro ou assumir, cada um de nós, o seu papel? Afinal, por que é tão difícil agir para construir o futuro sem se limitar a agendas de melhoria incremental?

Para Betania, é certo que as situações são cada vez mais complexas, não se consegue resolver todas elas sozinho. "Então, por que não trazer todos, centenas, milhares de colaboradores, para a agenda do futuro? Devemos recorrer ao saber coletivo. As redes de colaboração, por exemplo, abrem possibilidade para isso", questiona.

No Brasil, historicamente, pouco se exercitou o protagonismo. A sociedade brasileira, em sua maioria, não assume que o país é seu, não se mobiliza para realizar as mudanças radicais de que o Brasil precisa. Verdade inegável, mas não seja cego achando que somente a sociedade ignora seu papel. A dificuldade de ser protagonista, de ir para a ação, revela-se bastante forte também no ambiente empresarial, onde aparece simbolizada pela "delegação para cima".

Como sair dessa armadilha? Segundo Betania, da BTA, convém reforçar o alerta de que vivemos hoje em um ambiente com alto nível de complexidade no qual toda e qualquer ação deve prever a necessidade absoluta da consciência de interdependência. É premente o estabelecimento de redes de confiança. Portanto, pressuposto número um: abra mão de ser o dono de todas as decisões, sozinho você não sairá do lugar. "Em um sistema de rede, é preciso escutar e compreender, é preciso colaborar, é preciso ser generoso para compartilhar e receber o conhecimento, inimigo da palavra arrogância", destaca.

Pressuposto número dois: não podem faltar ousadia e coragem. Ousadia para agir e fazer, coragem para saber que podem ocorrer erros. A receita de sucesso muda, não é a mesma de antes, portanto não se conhece a potência de todos os ingredientes que permitem alcançá-lo. Mas você precisa confiar - no outro, nas suas intenções e na sua capacidade de realização.

"Quantos desafios juntos! Você tem de agir em um ambiente incerto, volátil, que demanda respostas e posicionamentos novos. Mas perceba que, se mudar é sempre um desafio, este é ainda maior quando você está só. Portanto ouse, busque o saber coletivo. Escolha uma boa metodologia de mudança, ela será necessária. Faça sua turma, uma turma do bem, e tenha a coragem de ser o protagonista da transformação que sua empresa precisa, que nosso país precisa", finaliza a doutora.


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