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05/01/2018

44% dos executivos estão mais otimistas com futuro dos negócios

44% dos executivos estão mais otimistas com futuro dos negócios

É o que aponta pesquisa com 510 representantes do alto escalão das principais companhias do País realizada pela pesquisadora Betania Tanure.Os executivos brasileiros estão mais otimistas em relação ao Brasil e ao desempenho de suas empresas em 2018. É isso que mostra pesquisa com 510 representantes do alto escalão das principais companhias do país realizada pela pesquisadora Betania Tanure em dezembro, quase na virada do calendário.Na pesquisa, 44% dos executivos disseram estar otimistas sobre o futuro do Brasil neste ano. Uma postura bem diferente da observada no mesmo levantamento feito em dezembro de 2016 sobre suas expectativas para 2017, quando 47% afirmaram estar pessimistas sobre o rumo do País. "O humor e a percepção deles está bem melhor", afirma Betania.

Essa mudança pode ser observada também em relação aos próprios negócios. Para 84% dos entrevistados, a expectativa é que o desempenho de suas empresas melhore este ano em relação ao ano passado. Também 44% afirmaram que têm como prioridade em 2018 ajustar ou mudar a cultura da empresa e/ou a liderança. "Os executivos estão olhando muito mais para dentro de suas companhias porque sabem que precisam fazer esses ajustes para atravessar a ponte e chegar ao outro lado", diz.

O presidente da Gol Linhas Aéreas, Paulo Kakinoff, diz que em 2017 a companhia encerrou um amplo projeto de cultura interna, que envolveu mais de 15 mil funcionários. "O objetivo era reposicionar a marca e buscar excelência operacional para oferecer uma nova experiência aos clientes", diz. Em 2018, ele diz que a empresa pretende continuar nesta direção. "Já estamos sentindo os resultados dessa mudança cultural", afirma. Em 2017, segundo ele, a companhia conseguiu consolidar a liderança de mercado e se distanciar do segundo colocado.

Para Kakinoff, o cenário positivo, de fato, anima as projeções para este ano. "Nunca tivemos um alinhamento tão grande entre os três planetas no Brasil", diz se referindo ao aumento do PIB, à inflação baixa e à taxa de juros reduzida para os padrões brasileiros. Ele acredita que mesmo se houver alguma volatilidade ocasionada pelo cenário político este ano, ela não deve afetar muito este alinhamento.

Do ponto de vista pessoal, 2017 foi um ano difícil. Entre os executivos pesquisados, 57% disseram que não conseguiram equilibrar a vida pessoal e profissional em 2017. Para metade deles, o seu nível de estresse e o de suas equipes ficou acima do que consideram adequado. "Foi um período de angústia por conta de tantas mudanças", afirma Eugênio Mattar, presidente da rede de locação de veículos Localiza. "Eu acho que esse estresse é geral no país. O lado positivo é que ele também nos estimula a buscar soluções melhores que nem imaginávamos que pudessem existir."

Mattar diz que mesmo com uma carga de trabalho excessiva, ele não tem do que reclamar sobre o desempenho dos negócios no ano passado. Nos primeiros nove meses de 2017, segundo ele, a Localiza conseguiu crescer 35,65%, contabilizando uma receita líquida de R$ 4,2 bilhões no período. Ele diz que os indicadores mais positivos do segundo semestre, alinhados com a taxa de juros e inflação baixa, animaram os executivos para investirem e a tomarem mais riscos.

O presidente da MRV Engenharia, Rubens Menin, diz que espera um bom desempenho nos negócios este ano. "Acredito que o nosso setor vai crescer de forma sustentável", afirma. Ele diz que foi preciso reduzir o quadro para melhorar a produtividade no ano passado. Mesmo com um cenário incerto a MRV, segundo ele, cresceu 10% e deve fechar o faturamento de 2017 em aproximadamente R$ 5 bilhões.

"Até três anos atrás, o Brasil e os negócios cresciam de vento em popa, no ano passado tivemos um vento neutro e este ano um vento de popa vai nos ajudar um pouquinho mais", diz Menin. Para ele, o País só vai recuperar o status anterior entre 2019 e 2021. "Para resolver problemas mais complexos, vamos precisar gerar um crescimento econômico e também social."

Mesmo com as perspectivas positivas dos executivos sobre este ano, a pesquisadora Betania Tanure ressalta que as companhias que não se prepararam minimamente desenvolvendo competências internamente para uma inversão de cenário vão sofrer.


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