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01/12/2017

RH e funcionários têm percepções opostas sobre carreira

RH e funcionários têm percepções opostas sobre carreira
Funcionários e gestores de recursos humanos parecem não estar em sintonia. A discrepância dos dois lados na forma de pensar a carreira e a gestão das pessoas é o que chama atenção no estudo Evolução do Trabalho 2.0, realizado pela ADP em 13 países, inclusive o Brasil. Foram ouvidos mais de 5 mil colaboradores e 3.218 empregadores."Os departamentos de recursos humanos podem estar conduzindo as organizações a ações que não vão endereçar os problemas que elas de fato têm com os colaboradores", afirma Mariane Guerra, vice-presidente de recursos humanos para a América Latina da ADP, multinacional que processa folhas de pagamento e faz gestão de capital humano.

Quando perguntados se há oportunidade justa de crescer na companhia atual, 82% dos empregadores no Brasil disseram que sim, que seus funcionários têm essa possibilidade. A mesma resposta, no entanto, não foi dada por 69% dos colaboradores. "É um resultado que assusta, levando-se em conta que atração e retenção de talentos são fatores muito importantes em qualquer empresa", diz Mariane.

Um outro dado do levantamento também revela a falta de sintonia entre funcionários e gestores. Quando perguntados se estão ativamente procurando emprego, 19% dos empregados dizem que sim. Só que, na visão dos empregadores, 37% da equipe daria essa mesma resposta. "Isso mostra que as empresas não conhecem o que o colaborador pensa", comenta Mariane.

A pesquisa da ADP questionou o que o colaborador considera na hora de mudar de emprego. As principais respostas foram desenvolvimento de carreira (41%), jornada de trabalho (38%), o trabalho em si (37%) e flexibilidade (34%). "A gente vê que os colaboradores olham para outras coisas além de salário", afirma Mariane. Mas, para 72% dos empregadores, os tópicos mais considerados quando se fala em medir e recompensar o desempenho do funcionário são salário e programas de incentivo relacionados a performance.

A diferença de visão é evidente para os pesquisadores. Quando questionados por qual aumento de salário mudariam de emprego, funcionários mencionam um incremento médio de 19%. Já os empregadores acham que a troca de empresa aconteceria por um aumento de 16% no salário. "Gestores acham que as pessoas estão mais dispostas a se movimentar de acordo com o salário do que realmente estão", diz Mariane. "Há alguns anos era assim mesmo, mas isso está mudando e as empresas ainda não se ajustaram."

A executiva afirma que, além dos fatores mencionados acima, os profissionais hoje buscam propósito no trabalho. "As pessoas querem sentir que vão deixar um legado para o mundo, que a empresa onde atuam tem propósito positivo e não se preocupa apenas em gerar lucro para os acionistas, ma em criar empregos e movimentar a economia no País."


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