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04/10/2017

Estoques elevados e importação evitam alta do arroz no Brasil

Estoques elevados e importação evitam alta do arroz no Brasil

A análise é de Henrique Dornelles, presidente da Federarroz (Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul.Mesmo em plena entressafra, quando costumeiramente o arroz sobe no País, uma conjunção entre estoques elevados nas indústrias, real mais valorizado em relação ao dólar e ampla oferta em vizinhos do Mercosul têm mantido os preços recebidos pelos produtores mais retraídos.Na semana encerrada em 27 de setembro, o valor de referência da saca de 50 quilos do cereal no Rio Grande do Sul ficou em R$ 36,50, bem próximo ao preço mínimo estabelecido pelo governo federal para o Estado responsável por 70% da colheita nacional, de R$ 34,97. No mês passado, com isso, a queda foi de quase 5%, que se seguiu a uma baixa de 4,4% que já havia sido observada em agosto.

Como o custo médio de produção na safra 2016/17 ficou próximo a R$ 45 a saca, o produtor neste momento amarga um prejuízo, em média, de R$ 9 por saca, realça Henrique Dornelles, presidente da Federarroz (Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul).

"Os empacotadores brasileiros têm cerca de 1,5 milhão de toneladas de arroz em estoque, o que não é assustador e apenas recompõe os estoques normais após a quebra da safra 2015/16. Mas a oferta abundante no Mercosul tem impedido novas compras pelas indústrias", afirma Dornelles.

Segundo ele, associações de produtores fizeram com sucesso uma campanha para a redução de área de plantio no Uruguai, na Argentina e também no Brasil, de forma que a oferta fosse contida, mas no Paraguai, a área só aumenta. "Os paraguaios não têm uma associação forte, têm custo de produção muito baixo, porque utilizam insumos não aprovados e não fiscalizados, e ainda pagam pelo uso da energia o equivalente a 50% do que pagam os brasileiros. Isso sem falar que não eles têm impostos sobre a produção. É quase impossível competir", diz Dornelles.

O Brasil importa cerca de 1,1 milhão de toneladas de arroz por ano, 10% do que o País consome, e o Paraguai já responde por 65%. Conforme Dornelles, com as vantagens do vizinho alguns empacotadores "não muito grandes" têm comprado o produto paraguaio e o empacotado como se fosse brasileiro. "É uma pequena proporção do setor, mas ajuda a fazer pressão sobre os preços. Além disso, também há oferta formal e boa de arroz do Uruguai e Argentin


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