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25/07/2017

Seis fabricantes de azeite são interditados pela Secretaria da Saúde

Seis fabricantes de azeite são interditados pela Secretaria da Saúde
Após distribuírem a grandes redes de supermercado produto falsificado ou impróprio para o consumo, seis fabricantes de azeite foram interditados nos últimos meses pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Localizadas na Grande São Paulo e no litoral sul do Estado, as fábricas comercializaram óleo de soja ou óleo misto como se fosse azeite de oliva virgem ou extra virgem, segundo a secretaria.O órgão vai realizar uma operação nesta terça-feira (25/7) em varejistas como Makro, Assaí, Pão de Açúcar, Extra, Atacadão e Carrefour para recolher amostras dos produtos, além de analisar outros nove fabricantes.

A operação teve início depois que a Vigilância Sanitária recebeu denúncias de fraude na indústria de alimentos Olivenza, localizada em Mongaguá, que produz marcas como Torre de Quintela, Malaguenza, Estrela da Beira e outras.

Além da fraude, a vigilância sanitária concluiu que a empresa não cumpria requisitos de boas práticas de fabricação de alimentos. O caso da Olivenza desencadeou inspeções e interdições em outras fábricas: Natural Óleos Vegetais e Alimentos, em Cajamar, Olima Indústria de Alimentos, em Itaquaquecetuba, Paladar e La Famiglia, ambas de Santana do Parnaíba, e Super Via Distribuidora.

De acordo com a Secretaria, os estabelecimentos importavam azeite de oliva virgem do tipo lampante, uma categoria que é imprópria para consumo, mas não havia nenhuma evidência de que realizavam o refino antes da utilização, como determina a lei.

Para se adequarem e serem desinterditadas, três fábricas – Olivenza, Natural e Olima – se comprometeram a não usar mais a palavra "azeite" nos rótulos e sim "óleo composto". Mas os lotes fabricados antes da adaptação não poderão ser comercializados. Mais nove fabricantes de azeite no Estado de São Paulo ainda serão vistoriados pela vigilância.

Hiper e supermercado
Procurado, O Walmart Brasil afirmou que só vende óleo misto da Olivenza, "claramente especificado na embalagem do produto, em todas as bandeiras da rede (Walmart, Big, Bompreço, Hiper Bompreço, TodoDia, Nacional e Mercadorama)".

O Grupo Pão de Açúcar informa que a rede Assaí já retirou os azeites da Olivenza de suas lojas e que as redes Extra e Pão de Açúcar não comercializamos azeites da marca.

O Carrefour respondeu que, "até o momento, não foi notificado sobre a decisão, porém, reforça que atenderá todas as orientações dos órgãos responsáveis".
O Makro não se pronunciou até o fechamento desta edição.

Fabricantes 
Procurada, a Olivenza afirmou que, após a fiscalização, já realizou os "esclarecimentos pertinentes sobre toda a sua linha de produtos" e que "é a primeira empresa no mercado brasileiro a estar fabricando seus produtos em conformidade com a legislação".

O advogado da Paladar Alimentos, Marcos Ragazzi, disse que a empresa nega ter distribuído óleo de soja como sendo azeite, ou ter usado azeite lampante. Disse que a empresa foi interditada por "falhas mínimas". "Mistura de óleo com azeite, [houve] sim. Isso é permitido pela legislação", afirmou ele. "Nunca houve fraude. Eventuais falhas na adoção de boas práticas, além de sanáveis, não influenciam na qualidade do produto final", afirmou o advogado.

A Folha deixou recado para os representantes da Natural Óleos Vegetais e Super Via Distribuidora, mas até o fechamento desta edição não houve resposta.

A reportagem não conseguiu contato com os representantes da Olima Indústria de Alimentos e La Famiglia Alimentos. Os telefones disponíveis das empresas não atenderam ou os números fornecidos não existiam.  


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