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09/03/2017

Últimas Notícias Executivas ainda ocupam apenas 6% das cadeiras de conselho Exe

 Últimas Notícias Executivas ainda ocupam apenas 6% das cadeiras de conselho Exe
A presença de mulheres nos conselhos de administração de empresas brasileiras listadas no Novo Mercado, da BM&F Bovespa, continua em níveis baixos, segundo levantamento da consultoria Enlight. Elas ocupam apenas 6% do total de cadeiras nos conselhos, e 68% das empresas têm colegiados compostos apenas por homens.Com a diminuição no número de empresas que compõem o Novo Mercado em 2016, o número total de conselheiros caiu de 980 para 934, na comparação com 2015. Em 2016, 54 dessas posições foram destinadas a executivas, sendo que, entre elas, 19 são conselheiras independentes, sem relação com os acionistas. 

Esse número foi o único que contribuiu com o aumento na presença feminina nos conselhos no período, subindo de 16 em 2015. Entre conselheiras não-independentes, o número caiu de 42 para 35.

Para Olivia Ferreira, fundadora e CEO da Enlight, parte do problema é que as empresas ainda não enxergam a composição do conselho de forma estratégica. "É preciso parar de indicar quem eu conheço e começar a olhar expertise, competência e ver quem é o melhor para as discussões do conselho", diz.

No ranking da Enlight, o grupo de alimentos M. Dias Branco é o que apresenta a maior presença feminina, com duas conselheiras da família acionista, de cinco, ou 40% do total. A BB Seguridade e a marca de sapatos femininos Arezzo ficam em segundo e terceiro lugar, respectivamente, com cerca de 30% do conselho formado por executivas. A Arezzo é a companhia com maior número de mulheres no conselho, três, de um colegiado de dez. Há apenas uma mulher em uma presidência de conselho hoje, Luiza Trajano, do Magazine Luiza, e duas vice-presidentes.

Preparação 

Na opinião de Olivia, o Brasil está na contramão de uma tendência mundial de ampliar o espaço das mulheres em conselhos. Há iniciativas e cursos preparando executivas para essas posições, o que expõe mais as profissionais a esses cargos, mas o mercado ainda é adepto do discurso de que essas mudanças acontecerão naturalmente. "Isso não vai evoluir se não houver um engajamento real da comunidade de negócios, acionistas, conselheiros e principalmente dos presidentes dos conselhos para discutir diversidade e buscar perfis diferentes que trazem valor para a empresa", diz.

Um estudo recente da consultoria de recrutamento executivo Egon Zehnder, que analisou as maiores companhias de 44 países em capitalização de mercado, mostra que 50% dos conselhos brasileiros não terem nenhuma mulher em sua composição. Na média global, esse número é 16%. Na Europa, onde diversos países adotaram cotas ou metas para ampliar a presença feminina nos "boards" nos últimos anos, é apenas 4% enquanto nos EUA é 5% e no Chile, 29%. Dos outros países latino-americanos incluídos na pesquisa, Argentina e México possuem índices similares ao Brasil, e a Colômbia tem o pior resultado, com 76% dos conselhos sem nenhuma executiva em suas cadeiras.


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